terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Boa passagem de ano.

Último dia de 2013. Espero que o aproveitem bem, tal como eu vou aproveitar.

Um bom ano de 2014 para todos, e que seja melhor que 2013. Que todos os sonhos se realizem e que tudo corra pelo melhor.

Felicidades para todos e uma óptima passagem de ano.


PS: Não se esqueçam das 12 passas e dos 12 desejos (:



-Sɑrɑ Rɑmos-

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Premonição

Premonição é segundo o dicionário um acontecimento ou experiências tomadas como sinal de que algo vai acontecer (presságio) e/ou a forte sensação de que algo está prestes a acontecer (pressentimento).
Premonição também é uma espécie de previsão do que se vai passar e do que vai acontecer.

Os meus sonhos são sempre do mais esquisito, e várias vezes aconteceu sonhar com coisas que aconteceram no dia seguinte, mas hoje, aconteceu a coisa mais estranha de sempre: Adivinhei o que era uma prenda que ia receber e de como iria ser a minha reacção e ainda mais: adivinhei como iria ser o meu dia . Não sabia de nada da prenda, não tinha sequer pistas, e do nada, descobri.

Descobri através de um sonho, que na realidade era um pesadelo.

Tudo no pesadelo era mau, e aconteciam muitas coisas más. Aconteceram algumas, outras consegui evitar, pois já sabia o que ia acontecer.

Mas é estranho sabermos o que vai acontecer sem nunca termos vivido algo parecido e sem fazer ideia do que vai acontecer.

E para além de ser estranho é também mau. ao sabermos que se vai passar coisas más, ou pelo simples facto de pensarmos que pode acontecer, já o dia por si só se torna mau, e complicado de passar. Estamos sempre a pensar no que irá acontecer e de como irá acabar o dia.

No meu sonho eu acabava muito mal, mas ainda faltam algumas horas para o dia acabar e vou tentar evitar tudo o que aconteceu na minha "premonição".




-Sɑrɑ Rɑmos-

domingo, 29 de dezembro de 2013

O meu lugar mágico

Se toda a minha vida fosse um reino, maior parte dele era negro, e só uma pequena parte era mágica.

Há lugares, sítios que parecem sempre ser mágicos para nós, Entramos nesse local e parece que a felicidade nos toma completamente e que a magia existe na realidade. Acreditamos na magia como se fossemos inocentes crianças que acreditam no Pai Natal.

A única explicação que encontro para esta magia é o facto destes locais não terem memórias más. São ambientes onde apenas coisas boas aconteceram, e onde achamos que muitas mais poderão vir a acontecer.

Para manter estes locais felizes e mágico é simples: Não deixar que pessoas que nos tirem a felicidade entrem neles, ou tentar evitar ao máximo; Fazer com que todos os momentos lá passados sejam importantes, especiais, e principalmente felizes!; Não pensarmos na tristeza quando lá nos encontramos.

Desta forma estes "lugares mágicos" continuam mágicos, e poderão ser um "refúgio" quando a nossa vida ser tudo menos feliz e mágica.




Maravilhosa cidade do Porto. O meu lugar mágico.

-Sɑrɑ Rɑmos-

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Últimos dias de 2013

"O próximo ano vai ser melhor" é sempre este o nosso pensamento, mas não fazemos nada para que assim seja.

Todos os anos é sempre a mesma coisa, sempre a mesma esperança que o próximo ano seja diferente, que seja melhor, que seja um ano de mudança. Depois esse ano passa, e temos o mesmo pensamento para o ano seguinte, porque no final o balanço do ano nunca é bom e nunca nos é satisfatório. Recordamos de tudo o que foi mau, e não damos valor às coisas boas, ou pelo contrário: apenas recordamos as coisas boas ( e nesse caso o balanço do ano é óptimo).

Sou muito pessimista por natureza, é um dos meus piores defeitos, então um ano nunca corre bem, porque há sempre coisas más, sempre coisas que nos irão acompanhar para sempre.

Tenho memórias que me perseguem, mesmo não querendo. Coisas que me fizeram chorar no final de vários dias, coisas que me levaram a cometer erros, e memórias que mesmo pensando agora nelas ainda magoam muito.  Memórias que gostava de esquecer, mas ficaram gravadas no coração, como cicatrizes que nunca saram.

No final do ano, as cicatrizes abrem todas, e eu vivo no meu mundo apenas, é a forma que encontro passa fugir das lágrimas, do desgosto, da mágoa.

Por isso é sempre mau para mim o final de um ano, mas neste vai ser diferente, vou tentar passar os últimos dias de 2013 da melhor forma possível, porque afinal a vida são 2 dias e temos que os aproveitar.

-Sɑrɑ Rɑmos-



PS: Bom resto de ano de 2013 para todos! Que vivam estes dias da melhor forma possível para na passagem de ano se recordarem deles e não em coisas más.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Memórias

A nossa vida é feita de memórias. São as memórias que fazem com que nós sejamos como somos, e são elas que tornam as pessoas diferentes umas das outras.

Sendo boas ou más, são as memórias que influenciam a nossa maneira de pensar, agir ou até de reagir a determinados problemas.

Tudo o que somos hoje, a forma como pensamos e até tudo o que aprendemos tem a ver com tudo o que se passou no nosso passado: às memórias que recordamos, muitas vezes inconscientemente.

Por vezes até os sentimentos são orientados pelas memórias, como por exemplo o arrependimento que é algo que não existe se não existirem memórias.

Todos temos memórias. Boas, más, inesqueciveis, fantásticas... Memórias que ficaram guardadas por alguma razão, e por isso é sempre bom recordá-las. Mesmo as ditas "memórias más" devemos recordar, pois elas marcam algo: uma mudança, uma nova etapa da vida, o conhecimento de uma verdade...

Nós não escolhemos os momentos que nos ficam guardados na mente, por isso se lá ficaram é porque nos marcaram de alguma forma, e se temos este "dom" de relembrar e de guardar memórias de acontecimentos, é porque deve ser usado, é porque serve para algo.

Aprender, deve ser um dos objetivos. Se procurarmos memórias do passado, vê-mo-las de forma diferente e somos capazes de detetar erros e perfeições na forma como agimos, o que é uma grande forma de nos auto-avaliarmos e com isso aprender para situações futuras.

Aceitação, com as memórias e as lembranças nós somos obrigados a aceitar o passado, aceitá-lo sendo ele bom ou mau, e seguir em frente.

As memórias ajudam-nos de alguma forma é por isso que elas existem. Podem até melhorar o nosso bem estar e a nossa forma de vida.

A verdade é que sem memórias... não há vida, pois são elas a essência do nosso pensamento e das nossas ações.


-Sɑrɑ Rɑmos-

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Ter valor? Só depois de morto!

Podemos fazer tudo e mais alguma coisa e ninguém repara em nós, só quando morrermos é que vão sentir a nossa falta.

Nunca em vida nos dão o devido valor, somos ignorados, desprezados... Podemos ter talento mas ninguém o aprecia, podemos ser pessoas fantásticas mas nunca ninguém nos irá dizer o quanto.

Como Fernando Pessoa, enquanto vivo não passava de um escritor comum, tal como todos os outros. Ninguém lhe dava o devido valor, se calhar até passavam por ele e ignoravam. Só apartir de dia 30 de Novembro de 1935 (data da sua morte) é que secalhar pensaram nele, e começaram a apreciar o seu tipo de escrita.

Fernando Pessoa


Porque é que esta sociedade só dá valor às pessoas quando elas morrem?

Bernardo Sassetti, um pianista que morreu enquanto tirava uma fotografia. Só começou a ser mais conhecido quando morreu, dia 10 de Maio de 2012.

Bernardo Sassetti



Arthur Eddington ( que ajudou Einstein a provar a sua teoria da relatividade) só ganhou mais valor quando morreu, a 22 de Novembro de 1944. (e mesmo assim pouca gente ouviu falar dele).

Arthur Eddington



Frederick Sanger, um importante bioquimico que ganhou dois prémios nobel da fisica, e que contribuiu imenso para o conhecimento do genoma humano, só começou a ganhar mais conhecimento em 19 de Novembro deste mesmo ano, 2013.

Frederick Sanger



Porque é que não dão valor às pessoas enquanto elas estão vivas?

É necessário morrer para se ter o devido valor?

-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O mistério da morte

"Há pessoas que têm medo de morrer, e outras, mas muito poucas, têm medo de viver."

A morte é algo certo para cada um de nós, algo que temos a certeza que vai chegar até nós mais dia menos dia. No entanto, muitos de nós têm medo da morte. Seja do simples facto de desconhecerem o que é a morte, ou por terem medo de sofrer, ou então porque têm medo de esquecer tudo o que viveram e aprenderam nesta vida.

Na verdade não devíamos ter medo de algo tão certo como a morte, mas temos.

Pior mesmo é ter medo de viver, ter medo de arriscar e fazer escolhas difíceis. É certo que muitas escolhas podem mudar por completo o rumo da nossa vida, mas também não devemos ter medo de as tomar. Há ocasiões na vida em que as escolhas na vida são mesmo feitas através de "um dó-li-tá".

Não devemos ter medo de viver, só há uma vida e temos que a aproveitar bem. Claro que ao longo da vida tomamos decisões erradas, mas é isso que também nos faz aprender e crescer. É com os nossos erros que vamos aprendendo, porque afinal toda a gente erra e nenhum de nós nasce pronto para "viver a vida".

De facto há quem considere "viver a vida" uma arte, porque dizem que pouca gente sabe "viver", mas eu acredito que todos nós sabemos viver a vida, cada um à sua maneira, cada um com os seus erros, cada um com as suas decisões...

A vida de cada pessoa é diferente e ninguém pode dizer que sabe como viver a vida, porque na realidade ninguém sabe. Será que saber viver é fazer escolhas erradas e conseguir resolve-las? ou será que é apenas fazer as escolhas certas?



-Sɑrɑ Rɑmos-

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O tempo da mudança.

Mais uma vez a conversa da depilação masculina surgiu num dia destes.

A ideia de que só as mulheres fazem depilação está mesmo a desaparecer. Ainda há alguns que resistem a esta batalha, mas muitos homens já se renderam às maravilhas da depilação.

Alguns apenas depilam o peito, outros o peito e as pernas, e há alguns que dizem que se depilam totalmente.

A depilação não é nada mais uma parte fundamental de uma boa higiene e uma boa aparência.

Alguns homens queixam-se que as mulheres não querem que eles tenham pelos porque eles são contra a depilação, mas decerteza que se as mulheres não fizessem depilação eles desatavam a queixar-se.

Temos que nos adaptar, e se as mulheres acham bonito os homens fazerem a depilação, tem que haver compreensão também pela parte masculina.

Nós mulheres, desde o século XX que somos masacradas pela depilação, está na altura de um século depois, os homens começarem a adaptar-se também.

Ao longo das últimas décadas foi evoluindo a depilação feminina, e agora no ano de 2013, chegou finalmente a altura da depilação masculina. O tempo da mudança.




-Sɑrɑ Rɑmos-

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Magia do Natal

Estamos mesmo perto do Natal, já começam a passar músicas natalícias na rádio, já se faz publicidade ao Natal e aos brinquedos na televisão, e as montras das lojas já se encontrar enfeitadas com decorações natalícias.

As pessoas começam a comprar as prendinhas para oferecer e os famosos Ferrero Rocher. (Que só assim por acaso, eu adoro! ).

Chega a altura de fazer o nosso pinheirinho de Natal e colocar decorações de Natal por toda a casa.

Sempre gostei do Natal. Quando era pequena claro que Natal era sinónimo de prendas, e quando me deitava no dia 24 não conseguia dormir de tão ansiosa que estava para abrir as prendas na manhã de dia 25. Era na altura em que ainda acreditava no pai Natal.

Acordava, saltava da cama, e ia logo a correr até à árvore de Natal. Ia a correr acordar o meu pai, já aos gritinhos e saltinhos de felicidade. Fazia tamanha festa que acordava toda a família. Depois corria novamente até à árvore de Natal e procurava o meu presente para o desembrulhar.

Ao contrário do que possam estar a pensar, eu nunca estragava o embrulho, ou se o estragasse era porque não conseguia evitar. Podia demorar meia hora, mas tentava ao máximo que a fita-cola saísse sem destruir o papel de embrulho.

A seguir brincava com o meu brinquedo, ou usava-o.

Atualmente Natal já não é sinónimo de prendas, talvez porque deixei de as receber, ou simplesmente porque cresci e aprendi que as prendas não é um fator importante no Natal.

No entanto, as prendas trazem um pouco do nosso espírito natalício, e fazem-nos recordar as boas memórias de quando éramos crianças e o Natal era uma época mágica. Por isso, se calhar, as prendas também têm um papel muito importante do Natal, pois são elas que trazem de volta a Magia do Natal.



-Sɑrɑ Rɑmos-

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Último suspiro

Muitas pessoas chegam ao fim das suas vidas, olham para trás e gostavam que tivessem vivido a vida de uma forma diferente. Pensam em todas as atitudes que tiveram e todas as escolhas que fizeram e gostavam de ter feito escolhas diferentes, mas quando já passou não há nada a fazer, ou que possa ser feito para mudar.

Ninguém quer chegar ao fim da sua vida com desilusões e a culpar-se por ter feito as escolhas erradas. Ninguém o quer, e é compreensível. Nós apenas temos uma vida, e não há máquinas do tempo que nos possam levar ao passado para fazer várias tentativas para ver qual corre melhor. Temos apenas uma oportunidade, e essa oportunidade pode-nos levar a ser felizes no futuro ou a nossa vida ser inundada por tristeza.

Já eu muitas vezes olho para o passado e lamento algumas escolhas que tomei que me trouxeram à vida que hoje tenho. "O que será de mim um dia mais tarde? Irei aguentar? Irei sorrir para o passado, e esquecer todas as más decisões que tomei?" Estas são as perguntas que mais faço a mim própria, e sem conseguir alguma resposta limito-me a mudar de pensamento.

Ninguém sabe o que nos espera, o que vai acontecer, ou até quando vamos morrer. Devemos tentar sempre fazer as melhores escolhas, tomar as melhores decisões para que o arrependimento não nos acompanhe ao longo dos anos, e para quando dermos o nosso ultimo suspiro, não pensemos nas escolhas erradas do passado.




-Sɑrɑ Rɑmos-

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Fetiches

As pessoas têm fetiches para tudo. Pessoas que têm fetiches por cabelos, outras por roupas, e até há quem tenha fetiches por pés.

Inicialmente a palavra fetiche era utilizada em objetos dos quais se pensavam ter poderes mágicos e sobrenaturais. Já em Psicologia o termo fetiche ganha outro significado, um significado mais ligado ao lado sexual e de excitação. 

No entanto fetiche não passa de um gosto, de uma obsessão, ou de algo que adoramos.

Eu por exemplo ADORO ver homens de farda. É o gosto mais próximo de fetiche que tenho.

De alguma forma os homens fardados ficam com ainda mais charme e encanto, o que faz com que goste de ver.

Por acaso, conheço muitas mulheres que partilham o mesmo fetiche, e decerteza que muitas mais irão, ora vejam:
















Este é o meu fetiche, mas claro nem toda a gente tem fetiches iguais.

-Sɑrɑ Rɑmos-

domingo, 24 de novembro de 2013

Futuro Brilhante

Sonhar sempre com o melhor. Nós, humanos, somos assim. Pensamos no futuro como algo maravilhoso, e então temos expectativas muito altas e objectivos quase impossíveis de alcançar, mas temos esperança e é isso que nos faz continuar e desejar um futuro melhor.

Pensamos no presente como sendo algo passageiro, o que realmente é, mas nem sempre o futuro reserva aquilo que esperamos, por vezes temos de passar por muita coisa que odiamos e muita dor e tristeza para finalmente ver-mos a luz ao fundo do túnel e sermos felizes.

Se a vida fosse fácil toda gente era feliz e todos tínhamos tudo com que sempre sonhamos, mas não é assim, muito antes pelo contrario. A vida ensina-nos que vamos sofrer, vais ficar desiludidos, magoados, e de rastos, mas haverá sempre aquele pessoa que ao fim do dia nos consegue por um sorriso na cara, e é por ela que sobrevivemos e lutamos por mais um dia.

A vida é um estrada acidentada cheia de buracos, de altos e baixos, é só os mais preparados para o todo o terreno irão acabar a sua vida com um sorriso nos lábios e uma sensação de dever cumprido.


--Pedro Fernandes --




sábado, 23 de novembro de 2013

Dramatizar

"Ver tudo pelo lado positivo", muita gente rege-se por esta 'máxima' e eu tento adotá-la no meu dia. Mas por mais que me digam que tenho que ver tudo o que acontece pelo lado positivo eu não consigo, acho que dentro de mim há um "eu" muito dramático.

Tenho o dom de transformar qualquer acontecimento do meu dia a dia num verdadeiro drama, e é de tal maneira tão forte o poder de dramatizar, que só mais tarde me apercebo do drama que fiz.

Gostava de ver tudo pelo lado positivo e por vezes penso muito bem em tudo o que acontece, mas  em 80% dos casos não consigo encontrar nada de positivo. Vejo tudo numa perspetiva dramática e negativista, e não posso fazer nada para mudar isto, visto que já faz parte da minha personalidade.

Dramatizar por um lado faz bem. Uma pessoa que tente e encontre um ponto positivo em tudo o que acontece, pode por vezes iludir-se, pensar que certo aspeto é mesmo positivo e na verdade não o ser. Enquanto que a pessoa que dramatiza nunca espera nada de bom, e então não se ilude.

Dramatizar é uma virtude: nem toda a gente é apto para criar drama e em certas ocasiões é necessária esta capacidade.

No entanto Dramatizar também é um defeito, pois podemos transformar uma coisa simples em complexa, e fazer com que pareça o fim do mundo, daí a expressão "Fazer uma tempestade num copo de água".

Se é virtude ou defeito é muito subjetivo, tudo depende da maneira de uma pessoa pensar e do que ela considera mais importante.

(nota: Dramatizar neste texto é um sinónimo de exagerar; Não está relacionado com teatro).




-Sɑrɑ Rɑmos-

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A Dança

Dançar é uma forma de nos libertarmos e aos sentimentos presos dentro de nós.

Na dança podemos ser quem quisermos, basta fechar os olhos e imaginar. Pôr a musica a tocar e deixar-nos levar. Deixar com que toda a raiva, todo o amor, toda a fúria e felicidade se liberte, deixar que por momentos nos dominem através da dança.

Dança é uma forma de arte, relaxamento e mesmo de combate ao stress, tal como o yoga. Se experimentarmos ao final de uma dia stressante fecharmos os olhos, ouvir musica calma e tentar dançar iremos reparar que ficamos muito melhor. Mesmo que não saibamos dançar, basta apenas gesticular movimentos de braços e do corpo de acordo com o ritmo da música.

A dança só traz benefícios: para além de estar enquadrada nas modalidades desportivas, porque queima calorias, também nos ajuda a ter mais equilíbrio, mais flexibilidade e melhorar a nossa coordenação motora. Ajuda-nos também a nível da agilidade e postura, e faz com que trabalhemos músculos e articulações que diariamente não trabalhamos. A dança também interage com a memória, a atenção, o ritmo e até a nossa capacidade de comunicação e de transmissão de sentimentos.

E a dança do ventre, que está tão ligada às mulheres ajuda-as a ganharem auto-estima e confiança com o corpo, pois este tipo de dança envolve movimentos femininos, delicados e sensuais.




Dançar faz bem ao corpo e à alma.



-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dias maus

Dias maus, todos nós temos.

Seja porque algo acontece de mal, ou simplesmente porque o dia não corre tão bem como nos outros dias.

Nestes "dias maus" nós "amplificamos" os sentimentos maus: Senti-mo-nos mais tristes, mais afastados das pessoas, mais sozinhos e pensamos em tudo menos em pensamentos felizes. Mesmo que o dia seja feliz, e tenha todos os critérios para que seja bom, nós estamos tão fixos na ideia do "dia mau" que nem damos importância aos momentos bons que acontecem à nossa volta.

Passamos o dia a pensar no dia seguinte, e só desejamos que o dia atual passe rápido. Estamos tão concentrados neste desejo que acabamos por esquecer a vida em si, esquecemos as pessoas e esquece-mo-nos de nós mesmos e das nossas responsabilidades. Mas o ponto mais negativo de entre tudo isto é que esta ideia se vai tornar cíclica. Vai chegar a uma altura em que todos os dias se tornam "maus" e o único objetivo que temos é chegar ao dia seguinte, desta forma pioramos ainda mais a nossa situação e também a forma como o dia corre.

Se não pensássemos que o dia era bom ou mau, e nos limitássemos a viver e a dar atenção a tudo ao nosso redor, viríamos que há sempre razões para sorrir ao final de cada dia e este conceito de "dia mau" deixaria de existir.

-Sɑrɑ Rɑmos-

domingo, 17 de novembro de 2013

O olhar não mente

O brilho dos olhos de felicidade não desaparece, mesmo quando estiver a chorar "a fingir". Os olhos são o espelho da alma, e mesmo que sorria cheia de tristeza ou chore cheia de alegria, quem me olhar nos olhos irá ver o meu verdadeiro ser.

Somos incapazes de controlar o sentimento que transmitimos pelo olhar, ele estará triste se estiver-mos tristes e feliz se estiver-mos felizes.

No meu dia a dia, evito ao máximo "fingir" quando estou com amigos ou pessoas em quem posso confiar. Eles sabem como eu sou, confiam em mim, e não necessitam de estar a olhar-me nos olhos para saber que estou a ser verdadeira, mas o resto das pessoas, bem, isso já é diferente. Não estou a dizer que lhes minto, não. Apenas omito o que estou a sentir, sou capaz de não rir de uma piada e até sorrir quando não tenho vontade, tudo porque apenas lhes mostro o que quero e afinal eles não tem de saber tudo até porque não são importantes.

-Sɑrɑ Rɑmos- (com a ajuda de Pedro Fernandes) .

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ser sexy

Ser sexy é algo mais do que apenas ser giro. Há pessoas que confundem "ser sexy" com "ser bonito", mas devo dizer-vos que sim, esse é de facto um factor também importante, mas não o único.

Ao contrário do que muita gente pensa, o que nos torna sexy's não é só o decote, o cabelo, as roupas... Ser sexy pode relacionar-se com confiança que temos, a nossa personalidade e mesmo as nossas atitudes.

Mais relativamente a raparigas:

Não é preciso andar-se destapada e quase sem roupa para se ser sexy. Não é preciso as raparigas terem o umbigo à mostra ou um piercing, ou até usar calções que mais parecem umas cuecas! Uma pessoa pode ser sexy mesmo com calças e camisola de gola alta. As atitudes e a forma de uma pessoa ser é o que mais importa para ser sexy.

Se calhar, os jovens de hoje pensam mesmo que ser-se sexy significa andar-se destapado, visto que algumas raparigas, atualmente, parecem umas autenticas prostitutas. ( Desculpem dizer isto, mas o que irei chamar a raparigas com 13 anos que andam todas destapadas e lábios pintados de vermelho? Eu, com 13 anos quase que ainda brincava com Barbie's! ).








Este homem sim, pode ser sexy, mas não é necessário todos os homens estarem em boxers ou cuecas para o serem, ou até terem abdominais.

O Johnny Depp, por exemplo, para mim, é um homem extremamente sexy, e não precisa de estar em cuecas para o ser. A sua forma de ser, o seu charme e a sua voz calma e rouca fazem com que ele seja sexy.





Ian Somerhalder.
Sejam os seus olhos azuis, o seu sorriso, ou o simples facto de ter a "barba por fazer", mas sem duvida é sexy.





E há muitas outras formas de um homem ser sexy ( no meu ponto de vista) :
  • A cozinhar;
  • A dormir, com a sua cara de inocente e indefeso;
  • Quando tem a barba por fazer (estilo Ian Somerhalder);
  • Quando joga futebol;
  • Quando brincam com animais e crianças.


Mas assim como são os homens também são as mulheres:






As mulheres, não precisam necessariamente de estar em lingerie para serem sexy's e um exemplo disso é a Angelina Jolie. Os lábios grossos, a cor dos olhos, o sinal em cima da sobrancelha, acho que apenas isto já a torna sexy.




E agora, supondo que estou a pensar corretamente, os homens acham as mulheres sexy's:
  • Quando acabam de acordar;
  • Se forem inteligentes;
  • Quando se maquilham, ou vestem;
  • Quando trincam o lábio.


Estes são pequenos exemplos de como os homens e as mulheres podem ser sexy's sem estarem despidos, ou semi-despidos.
Isto mostra que o ser sexy não tem nada a ver com a nudez ou a exposição do corpo. Ser sexy é muito mais que isso.


-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Tecnologia

A minha infância foi vivida com o mínimo de tecnologia possível. Passava o dia no jardim, a brincar com outras crianças. Subia às árvores, saltava à corda, caia e esfolava os joelhos...

A primeira vez que tive um telemóvel foi com 9 anos, e mesmo assim, passava os dias inteiros dentro da mochila. Foi com 9 anos que fui para o 5º ano de escolaridade e como a escola era na vila e eu morava na aldeia, tinha um telemóvel para o caso de alguma emergência, e também como uma forma de ser controlada pela minha mãe (mas isso é outra história).

A verdade é que não ligava ao telemóvel e não necessitava dele para nada. Televisão raramente olhava para ela, preferia sem sombra de dúvida andar de bicicleta, ou ir jogar futebol.

Hoje em dia, olho para os mais pequenos e penso o quanto a sociedade mudou. Eles parece que já nascem com telemóveis na mão. Vão para o 1ºano já com um telemóvel topo de gama e um ipod no bolso. Passam a vida a falar de jogos de computador ou de séries de televisão, e nem sequer se importam com correr ou andar de bicicleta.

Eu até aos meus 14 anos de idade era capaz de viver sem computador, sem televisão, sem telemóvel, na actualidade uma criança de uns 9 anos se calhar já não o é capaz.

Por um lado é bom, saber que a sociedade e a tecnologia anda a evoluir, mas por outro é mau.

As crianças já não se interessam por jogos na rua ou por lendas que os maus idosos contam, o que lhes interessa agora são as novas tecnologias. Temo que esta seja uma forma de muitas lendas e histórias que passaram de gerações em gerações se percam, e temo sem duvida a forma como estas crianças serão daqui a uns anos.

-Sɑrɑ Rɑmos-

domingo, 10 de novembro de 2013

O que a musica diz de nós

Assim como dizem que os vídeo-jogos fazem as crianças violentas, o mesmo é dito com a musica, que musica violenta nos torna agressivos, e que musica Emo nos dá tendências suicidas...

Parece simples e real. Mas não o é talvez posso incentivar esse comportamentos, mas não causa deles.

Nem toda a gente que houve pop é uma "tia" ou uma "barbie" nem anda sempre na noite, assim como quem houve reagge não necessariamente fuma cannabis, nem quem ouve dubstep toma LSD's, nem quem houve Metal, é satânico ou adora causar o pânico.

Assim como quem veste preto não é necessariamente gótico, nem obrigado apenas a ouvir Death Metal, assim como muitas outras coisas na vida o gosto pela musica é algo que nasce connosco e vamos aperfeiçoando e evoluindo ao longo dos tempos.

E não somos obrigados a ouvir apenas um estilo de musica, todos os estilos de musica tem musicas fantásticas e musicas péssimas, assim como tudo na vida.

Nunca julguem ninguém pelas aparências ou pelo estilo musical. O ser humano é muito mais complexo que isso.
Nem sempre uma pessoa que ouve música clássica é calma, ou uma pessoa que ouve rock é agitada. Para algumas pessoas o rock pode-lhes trazer até paz e sossego. A verdade é que a música só nos transmite aquilo que nós queremos, é por isso que é tão subjectiva e variada.


--Pedro Fernandes--

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Sonhos

Por vezes temos que desistir de uns sonhos para podermos alcançar outros que pensamos ser mais importantes.

É sempre algo mau e doloroso quando um sonho não se realiza. Pensamos sempre que há maneira de mudar, que há maneira de alcançar ambos os sonhos e sermos felizes a duplicar. Mas na realidade não é assim, temos que fazer decisões, escolhas importantes, e ver o que vem em primeiro lugar.

Devemos avaliar a importância de ambos os sonhos, ver qual o mais importante dos dois. Seguidamente, pensar que se desistir dos dois qual irá traz mais dor. Desta maneira, conseguimos avaliar os sonhos, e decidir qual devemos seguir e qual devemos deixar de lado.

Temos que pensar em tudo até ao mais ínfimo pormenor. Tudo o que acontece se seguirmos determinado sonho e tudo o que irá ser "perdido".

São escolhas difíceis, com as quais temos que lidar durante toda a vida. Escolhas que nos podem trazer arrependimento no futuro, ou até mesmo muita alegria, mas só iremos saber quando o futuro chegar, até lá não conseguimos adivinhar qual a escolha correta a fazer pois não sabemos o que o destino nos reserva.

É por isso que são escolhas difíceis e complicadas de ser feitas, uma simples decisão ou uma má escolha do sonho mais favorável, poderá construir ou destruir a nossa vida.

-Sɑrɑ Rɑmos-

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Juventude

A juventude hoje em dia está perdida, e digo isto como parecendo um velho a falar.

Não sou muito, mas sou o suficiente para ter visto o crescimento de fases, as quais felizmente nunca me juntei.
Começamos com os dreads, de seguida veio a onda Scene/gotico por causa dos Tokio Hotel.

E depois chegamos mais à actualidade.
A palavra tecnica é Sagging, um nome bastante pomposo, mas eu chamo-lhe calças ao fundo do cú.

Vamos então historia: De acordo com Greg Mathis, Sagging foi adoptado a partir do sistema prisional dos Estados Unidos, onde os cintos às vezes são proibidos para impedir os prisioneiros de usá-los como armas ou cometer suicídio por enforcamento. O estilo foi depois popularizado por artistas Hip-Hop na década de 1990. Mais tarde, tornou-se um símbolo da liberdade e da consciência cultural entre alguns jovens ou um símbolo de sua rejeição dos valores da sociedade.

Dito isto, rejeitar os valores da sociedade é andar a mostrar os boxers...

Mas o que mais enerva agora é o #Swag #YOLO



Swag, proveniente da gíria escocesa "Swagger", que era uma descrição da forma como andam alguns  escoceses (em um movimento oscilante). A palavra foi alterada no idioma Inglês que significa "a forma como se apresenta a si mesmo".

Mas há mais...

Swagger (também chamado de swaggie, sundowner ou tussocker) é um velho termo Australiano  que descreve uma subclasse de trabalhadores temporários transitórios, que viajavam a pé de fazenda em fazenda levando a tradicional Swag (saco de dormir). Também característico do  traje swagger era um chapéu amarrado com rolhas para afastar moscas.

Agora percebo os Cap's é para afastar as moscas.
Ou seja Swag não é usar Obey , nem os chapéus..caps desculpem, ligeiramente pousados na cabeça.

Agora sinceramente eu não sei onde é que esta juventude vai buscar os termos, nem o porque, mas se forem seguir uma vertente de "moda" ou de estilo de vida, escolham uma decente.




 --Pedro Fernandes--


 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Generalizações.

As mulheres têm a fama de serem falsas umas com as outras e no fim lançarem boatos. Os homens, pelo contrário têm fama de andarem à pancada e ao fim estar tudo bem.

Está bem que por muitos motivos isto torna-se verdade. Muitas mulheres falam mal das outras nas costas, e talvez também lancem boatos, mas ninguém pode fazer generalizações precipitadas à base disto.

Todas as mulheres são diferentes e por isso, sim, há divergências, muitas divergências. Mas nem todas lançam boatos e falam mal das outras! Tal como nem todos os homens são diretos com os outros.

Acabem com a generalizações, é o pior que pode existir, nem todos os homens são iguais, e nem todas as mulheres. E sinceramente já conheci mulheres mais diretas que os homens, e homens mais falsos que as mulheres.

A sociedade está em constante mudança e as pessoas estão a mudar cada vez mais. Quem pensaria à 50 anos atrás que o casamento homossexual iria ser aceite? Muita pouca gente, e o que aconteceu? Atualmente é aceite por muitos paises.

A sociedade está em evolução, em alguns casos para pior, como as raparigas de 13 anos que se vestem como se tivessem 18, mas enfim, nem todas as mudanças na sociedade podem ser boas.

Mas vamos esquecer de uma vez por todas as generalizações e acompanhar o progresso da sociedade. Já a ideia de que " O homem é o sexo forte" foi ultrapassada e todos nós sabemos disso.

A sociedade muda. A maneira como era à 50 anos atrás é diferente da atual, até mesmo o pensamento, por isso esqueçamos estas ideologias da sociedade passada, e olhemos para o futuro.

Pensem antes em criar novas ideologias e novos pensamentos do que tentar imortalizar as ideologias de uma sociedade passada.

-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Saber aproveitar

Não devemos pensar sempre em coisas más, mas também não as devemos esquecer. Não devemos gastar o nosso presente a pensar na desilusão que já passou, ou numa forma de nos vingarmos. A vingança chegará no seu tempo, ou talvez quem sabe, encontraremos uma razão para nos "livrar-mos" da vingança.

Devemos aproveitar a vida e tudo o que ela tem para nos oferecer. Nós apenas temos uma oportunidade para viver e temos que a aproveitar da melhor forma possível, fazer com que todas as nossas ações e todas as nossas atitudes valham a pena no futuro.

Não nos devemos prender em ideias como vingança, ou lamentar as desilusões que passamos, devemos seguir em frente e aproveitar a felicidade que se pode ter.

No entanto não devemos esquecer de forma alguma as desilusões pelas quais passámos, pois são elas que nos ajudam a crescer e a ver qual a verdadeira identidade de muitas pessoas.

Também não é correto fingir que está tudo bem para com as pessoas que nos desiludiram, mas devemos fingir que não nos importamos, porque quanto mais pensamos nisso, mais a felicidade se afasta do nosso caminho, e seguramente não é isso que nós queremos.

Tudo o que temos de fazer é aproveitar os pequenos momentos em que a vida nos oferece um pouco de felicidade, e aproveitar como se fosse a última oportunidade que temos de sermos felizes.




-Sɑrɑ Rɑmos-

domingo, 3 de novembro de 2013

Desilusões

É incrível a quantidade de vezes que nos enganamos a avaliar as pessoas.

Pensamos sempre que elas podem mudar, damos oportunidades atrás de oportunidades, e muitas vezes para nada.

Tudo volta ao mesmo, tudo volta à desilusão.

Optamos então por nos afastarmos dessas pessoas. Fartos da desilusão que nos causam, apetece-nos dizer-lhes um "adeus" e nunca mais os ver. Mas isso não acontece. Continuamos com o contacto com as pessoas que nos fazem sofrer, novamente a pensar que "desta vez poderá ser diferente e não voltamos à desilusão.".

Mas uma pessoa nunca muda de verdade, e se nos desiludiu antes, também nos irá desiludir no futuro.

Temos apenas que aprender a lidar com ela, e estar sempre em "modo alerta" para a desilusão não nos apanhar de surpresa. E fazer a mesma coisa que ela nos faz a nós.

Aprender a não contar tudo o que se passa na nossa vida, ou o que pensamos a essa pessoa, porque pode contribuir para que a desilusão apareça mais rapidamente.

-Sɑrɑ Rɑmos-

sábado, 2 de novembro de 2013

Vingança

A nossa condição humana é-nos dada logo no momento em que somos gerados no ventre das nossas mães. Durante meses, desenvolvemos condições para conseguir dar um passo que seja neste mundo. Tudo parece um mar de rosas, onde somos apenas lutadores pelos nossos sonhos, mas a vida humana não é só sonhos. Porque sentimentos como a dor, a vingança, e a escuridão sempre estiveram presentes, à nossa espera.
Na infância abunda a felicidade, a inocência, e o desejo pela descoberta. Nessa altura, não existe "mágoa" ou "vingança" no nosso dicionário, é portanto um mundo de fantasia, onde habitam os sonhos mais extraordinários que alguma vez se sonhou. A felicidade, nesse tempo, é algo que conseguimos facilmente.
A felicidade é algo instável, com múltiplas formas e cores. À medida que cresces o que te faz feliz, vai mudando e os desafios vão se transformando. O choque de emoções, as mudanças afectam o nosso sentimento de amor próprio e pelo nosso redor. Aí, começamos a sofrer. Podemos começar uma fase em que a mágoa é o único caminho, e assim acabamos por querer fazer outros passar por este caminho, pois os seus erros para connosco não os conseguimos tolerar. É algo que o coração não consegue controlar, não consegue conter. Daí surge a vingança, o desejo de que a mágoa passe ao fazer com que a outra pessoa se sinta como nós, a vontade de lhe mostrarmos o que estamos a sentir.
É algo que na nossa mente faz sentido: Fazer sofrer a pessoa que nos causou sofrimento, para que a nossa mágoa alivie.
É errado? Sem dúvida. Justo? Não sabemos, pois se não podemos ser os autores, porque é que temos de ser as vítimas?


Sɑrɑ Rɑmos & Dɑvid Costɑ

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Planos de Halloween

Este ano o halloween não foi celebrado da melhor forma. Dia 31 de Outubro calhou numa Quinta-feira, e como o feriado de dia 1 de Novembro acabou, maior parte das festas de Halloween são hoje (dia 1 de Novembro) ou amanhã.

O Halloween sempre foi como o Carnaval, um dia festivo, de pura diversão e em que estamos com os amigos. Mascara-mo-nos, dançamos, rimos, e fazemos as brincadeiras do costume.

Este ano é diferente. Muitos dos meus amigos não estão perto, por isso os meus planos para este Halloween terei que os fazer eu sozinha.

Então muito bem: Irei ver um filme e fazer pipocas (apenas para mim). Parece-me um bom plano. Apenas tem um senão: Sinto-me incrivelmente sozinha.

Sinto como se todas as pessoas à minha volta se esqueceram de mim. Parece que me ignoram.

Nos anos anteriores, ia a festas com os meus amigos, e mesmo que não houvesse festa, iamos todos para casa de um e faziamos uma sessão de cinema, agora nada disso acontece. E eu pergunto-me:
"Será que é porque este ano ninguém vai celebrar o Halloween, ou será que se esqueceram de mim?"
A resposta é bastante óbvia: esqueceram-se da minha insignificante existência.

Então eu ficarei em casa, a passar o meu primeiro Halloween sem diversão e sozinha.

Mas seja como for, desejo a todos os leitores boas festas de Halloween e que se divirtam muito.



- Sɑrɑ Rɑmos -

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Liberdade

A diversão é algo um pouco subjetivo e varia de pessoa para pessoa e o conceito de liberdade também.

Todos nós sonhamos em sermos livres, mas em conceitos tão diferentes que por vezes nem fazemos ideia.

Para uns liberdade é apenas sair de casa dos pais, fazer a sua vida, e ser independente. Para outros liberdade é puder sair à noite, ou mesmo durante  tarde, com os amigos, ir a bares, discotecas, e chegar a casa a que horas quiser, sem que ninguém esteja à sua espera. E ainda, para muitos, liberdade está associada ao facto de ter 18 anos no bilhete de identidade ou cartão de cidadão.

Termos há apenas um: "liberdade", mas conceitos há ínfimos.

O meu conceito de liberdade é um pouco diferente, mas também engloba o puder sair com amigos quando me apetecer. Sinto-me um pássaro sem asas, quando penso nisto. Sonho sempre com um futuro próximo, em que vivo "sozinha" e posso sair quando quero, sem ter de mandar um sms ou deixar um recado a avisar que vou sair.

Sim, é um conceito que joga muito com a felicidade / tristeza, mas é um conceito fútil, comparados com outros que se tornam na verdade muito importantes. No entanto não deixa de ser um conceito de liberdade por mais patético que seja.

Este será o ponto número 1 da minha liberdade, pois há muitos outros pontos que são fundamentais no futuro.

Mas este será o primeiro a ser alcançado, e se tudo correr bem, daqui a menos de um ano.

No entanto ainda falta muito tempo, e enquanto isso, deixo-me enganar com os sonhos que tenho, em que sou completamente livre.



- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Escolhas

Todos os dias fazemos escolhas: umas mais fáceis, outras difíceis.

São essas escolhas que moldam o nosso destino, moldam como será o dia de amanha, e até como será a próxima hora do dia.

E tudo, pode mudar num instante e dar uma volta de 180 graus. De um segundo para o outro a felicidade que temos pode passar a tristeza, ou vice-versa.

Há escolhas que fazemos no dia-a-dia que são pequenas e insignificantes, como o que vamos vestir ou o que vamos comer. Mas há outras decisões muito importantes que podem mudar o rumo da nossa vida. É nessas decisões importantes que necessitamos de racionalizar e pensar em tudo.

O coração e mente por vezes apontam para caminhos opostos, para decisões completamente diferentes, mas nós temos que ser fortes e encontrar o caminho certo a seguir, e em certas ocasiões é preciso 60% de coragem e 40% de loucura.

E muitas vezes é isso que faz com que façamos a escolha certa, e encontremos o nosso caminho.

--Pedro Fernandes e Sara Ramos--


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Ignorar ou não?

Uma vez, li um livro que dizia para nos livrarmos de todas as coisas que nos faziam infelizes, porque se já que não traziam felicidade, não eram importantes.

Desde que li isso, segui esse "conselho" com cuidado, e desfiz-me de coisas e objectos que me faziam infelizes. Músicas/ cartas/ objectos que me trouxessem más memórias eram eliminados e sentia-me bem com isso. A razão de ficar infeliz eram esses objectos, então livrar-me deles trazia mais felicidade.

Mas e se em vez de objectos que nos trazem infelicidade, estivermos a falar de pessoas? Devemos também "livrar-mo-nos" dessas pessoas? Devemos-nos afastar delas?

Eu tenho à minha volta pessoas que me fazem infelizes. O simples facto de falar com elas me deixa infeliz. Decidi fazer um tratamento de choque: Afastar-me dessas pessoas, nomeadamente de uma, em especifico.

Durante o dia hoje, apenas troquei uma dúzia de palavras com ela, sabendo que em média por dia, não passo uma hora sem falar com ela.

Ignorei essa pessoa o dia todo, mas estive todo o dia a pensar nela. Eu sempre fui assim, importo-me demasiado com as pessoas...

Continuando: Eu senti-me horrível e muito triste, mais do que se falasse com essa pessoa. No entanto, senti alivio, e vou explicar o porquê: Para que a pessoa em questão não pense que estou mal, eu finjo ser alguém que não sou, guardo a minha raiva, o meu rancor, e choro em silencio. Hoje, pela primeira vez em semanas, não tive que fingir. Fui "eu" mesma, e estou feliz com isso.

Não tive que dizer palavras forçadas, nem tive que falar normalmente com ela como se nada se passasse connosco.

Mas o certo é que eu não sei o que fazer.

Devo continuar a ignorar, passar o dia triste e não fingir quem sou? Ou devo fingir estar tudo bem e aguentar com a raiva que isso me traz?

Apenas estou certa de uma coisa: Seja qual for o caminho que escolher, a minha fome de vingança irá continuar a aumentar.

- Sɑrɑ Rɑmos -

domingo, 27 de outubro de 2013

Paixão vs Amor

Com o tempo a Paixão desaparece, e há quem diga que é isso que torna o Amor mais forte.

Para mim, a Paixão é algo fundamental numa relação. Considero que sem a Paixão entre os dois, uma parte do Amor morre.

À algum tempo atrás vi um filme, em que a personagem principal dizia para o seu amado " Faz com que me apaixone por ti todos os dias.". Eu acho que é isto que tem que acontecer com todos os casais para que o amor entre eles não acabe, para que a chama se mantenha acesa. Ambos têm que fazer com que o outro se apaixone por eles todos os dias, fazendo pequenas coisas que mostrem ao outro o porquê de se apaixonarem. Só desta forma o Amor, o desejo, a saudade não desaparecem.

Uma vez que a Paixão se vá perdendo, eles começam mais distantes, segundo o que penso, porque não há Paixão, não há fogo, não há desejo. Perde-se a vontade de estar com o outro, e perde-se um pouco da fantasia que gira em volta do Amor.

A ilusão de que o Amor é fantástico acaba, e aceitamos o amor como sendo uma coisa normal sem nada de espectacular ou mágico.

A magia do Amor, de que tanto se fala, é sem duvida, a Paixão, e sem ela, o Amor é apenas o Amor.


- Sɑrɑ Rɑmos -

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Feiticeira

Eu creio que apenas tenho fãs frustados e não hater's, mas na realidade não sei o que são ao certo.

Estão contra mim? Porquê? Sou só uma rapariga que escreve um blogue que tem apenas cerca de 50 visualizações diárias, em que 20 são dos Estados Unidos da América, 20 de Portugal, e os restantes 10 de vários outros paises desde França, Russia, China, Indonésia, Ucrânia, Republica Checa, Suiça...

Mas porquê se importarem comigo? Eu sou apenas uma pessoa em 7141 milhões de pessoas de todo o mundo!

Mas enfim, lá terão as suas razões para que se importem tanto comigo, e de facto isso é uma boa noticia para mim. Mesmo que sintam ódio ou rancor é sinal que quando eu morrer lembrar-se-ão de mim. Afinal Salazar morreu, mas a sua memória permaneceu imortal, e muito graças ao ódio que por ele nutriam. ( Mas isto é tema para um outro texto.).

Voltando ao assunto: Não sei ao certo porque me odeiam. E não me refiro a pessoas anónimas que deixam os seus comentários aqui no meu blogue, refiro-me também às pessoas que diariamente passam por mim e me viram a cara! Porque será?

Têm inveja de mim? Duvido. Inveja de alguém que anda sempre com uma máquina fotográfica e um livro do Harry Potter na mochila? Inveja de uma rapariga que usa e abusa de eyeliner, e que gosta muito de se vestir de preto?

Bem, seja inveja ou não, o certo é que não entendo o motivo.

Será que pensam que sou feiticeira? Como o Harry Potter? Uh, vou já tratar de ter uma varinha para mim, e uma capa preta *-*.

E vou contar-vos um segredo, sabem que mais? Eu sou feiticeira! Mas infelizmente, apenas nos meus sonhos... 



- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Controlar emoções

Saber esconder e controlar as emoções é uma mais valia, mas custa.

É preciso muita força dentro de nós, muito sacrifício. Querer chorar, e mesmo assim por um sorriso nos lábios. E  não é das coisas mais complicadas de fazer.

Sorrir para não chorar, é algo que se adquire com o tempo, de inicio pode ser difícil, mas quanto mais se pratica mais fácil se torna de fazer.

Complicado é controlar a raiva, a fúria, a revolta.
A raiva / fúria / revolta é uma emoção muito forte num ser humano. Uma emoção que é das mais difíceis de controlar.

Controlar a nossa fúria interior é algo complicado, muito mais do que colocar um sorriso na cara quando o que mais se quer é chorar.

Há sentimentos que nos invadem de tal maneira e com tal força que é impossível dominá-los, então fazemos de tudo para tentar pará-los, e chegamos até a cometer loucuras.

Quem nunca deu um murro numa parede, devido a algo interior, por exemplo a raiva?

Quem nunca atirou algo para o chão e depois se arrependeu por causa de ter partido?

Há emoções que nos controlam em determinados instantes, e contra isso não podemos fazer nada, apenas tentar arranjar uma maneira de nos acalmarmos e controlar a emoção, mas isso requer muito trabalho.



- Sɑrɑ Rɑmos -

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Saber desenhar

Saber desenhar, é diferente de saber copiar.

Aqui há tempos vi uma publicação no facebook. A publicação era de uma rapariga que tinha feito um desenho, tirado a foto, e publicado. O desenho não me era estranho, parecia que o tinha visto em qualquer lado, e de facto tinha visto.

Eu tinha estado com essa mesma rapariga no dia anterior, e vi-a a desenhar, com a imagem no seu telemóvel. Ela não desenhou, ela copiou a imagem que tinha provavelmente, encontrado na net.

Vários comentários apareceram na fotografia da rapariga, todos eles a gabaram, e também ela o fazia.

E o pior é que ela não mencionou que não fora ela que criara aquela imagem, e recebeu os louros que deveriam ir para outra pessoa: a pessoa que na realidade criou  o desenho.

Mas, quem se pode gabar que sabe desenhar, se apenas se limitou a copiar uma imagem para o papel?

Para mim, copiar é diferente de desenhar. Eu entendo saber desenhar, como desenhar sem ter nenhum suporte, sem ver nada, sem copiar por lado nenhum. Entendo desenho como sendo uma arte em que se põe no papel o que imaginamos na nossa mente, o que aparece na nossa mente, não plagiar um desenho.

No entanto há aquelas pessoas que consideram copiar saber desenhar, o que não concordo minimamente, porque apenas copiam o que estão a ver.

Gostava era de ver a dita rapariga, a desenhar sem qualquer fonte, sem qualquer imagem, sem nada, apenas um lápis e um papel. E aí, sim, víamos o seu verdadeiro talento.



- Sɑrɑ Rɑmos -

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"Não sei quantas almas tenho"

" Não sei quantas almas tenho. "- Fernando Pessoa

Fernando pessoa diz num dos seus poemas que não sabe quantas almas tem. Eu acredito que ninguém sabe ao certo quantas almas tem. Acho que todos temos vários pedaços de várias almas dentro de nós, e é por isso que temos gostos e atitudes tão diferentes, e várias perspectivas acerca de acontecimentos na vida.

Acredito que haja reencarnação, e portanto acredito que nós vivemos várias vidas. E, seguindo esta minha crença chego a um facto que acredito ser verdade:

Nós fomos adquirindo conhecimento com as vidas que vivemos anteriormente, conhecimento que permaneceu na nossa alma, gostos que mesmo estando no nosso inconsciente, nós os vamos descobrindo aos poucos. É devido às nossas anteriores experiências de vida que adquirimos os tão variados gostos, e a percepção de que temos várias almas, que talvez, quem sabe... será verdade.

Não podemos dizer ao certo quantas almas temos, nem quem somos realmente, tal como temos várias almas também temos várias personalidades, vários sentimentos, somos várias pessoas.

Tal como Fernando Pessoa, que tinha vários "eu" 's dentro de si. A única diferença entre nós e ele, é que ele descobriu as várias pessoas que estavam dentro de si, nós é mais difícil de separarmos e distinguirmos as várias entidades que vivem dentro de nós.



- Sɑrɑ Rɑmos -

domingo, 20 de outubro de 2013

Não sei o que sinto.

Eu não sei o que realmente sinto. Se me perguntarem o que estou a sentir agora ou qual o meu maior sentimento, eu não tenho resposta e não sei responder.

O que sinto é inexplicável. É um turbilhão de emoções, uma mistura de sentimentos, e alguns deles contraditórios.

Não sei explicar ao certo o que sinto, mas é confusão e desespero por não ter sentimentos certos, e não saber o que estou na realidade a sentir.

Sinto um espaço vazio na minha alma e não sei do que é.

A minha cabeça parece que vai explodir, e os pensamentos entram em conflito uns com os outros, o que não me deixa pensar e concentrar apenas numa coisa.

Sinto que estou prestes a rebentar, que estou perto de explodir devido a sentimentos que estavam "guardados".

Olho para a vida e não tem sentido, tento encontrar alguém que me entenda e perceba, mas não há ninguém. Sinto que estou sozinha, perdida, incompleta e incompreendida.

Tento acalmar-me mas nem a música nisso é capaz. Tento escrever e apenas consigo escrever frases quase sem anexo, que seguem o exemplo deste texto.

Nestas alturas penso que não sou apta para escrever, e tudo o que leio parece horrível, e sem sentido algum, tal como este texto do qual não tenho o mínimo de orgulho por o ter escrito.

- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O amor

"Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade."



É Luis Vaz de Camões, para mim quem melhor conseguiu definir o que era o amor, um sentimento tão bom, mas que por vezes magoa tanto, que nos dá horas de felicidade extrema e outros de uma tristeza e um vazio que nos perfura e deixa sem forças para nada, dá-nos lágrimas de tristeza e alegria.

É querermos estar presos a alguém por vontade própria sofrer o que o outro sofre, chorar quando o outro chora. É apesar de tudo ser leal a quem nos magoa as vezes, porque afinal ele é a nossa cara-metade.

O amor é o sentimento mais nobre e mais macabro do ser humano, com as mais diversas definiçoes e explicações. É o sentimento mais puro e forte.

E pelo qual lutarei sempre.


--Pedro Fernandes--

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Fugir da realidade

Eu vivo nos meus sonhos, nos textos que escrevo e nos livros que leio.

Quando a minha vida não se encontra da melhor forma, eu fujo, escondendo-me em histórias imaginárias, fictícias, que me fazem pensar por momentos que a minha vida é a que está no livro e não esta realidade onde vivo.

Creio que cada um de nós tem uma forma de fugir à realidade. Nem sempre gostamos da nossa vida, então nós humanos, que temos o poder da imaginação, inventamos um mundo só nosso construído no nosso pensamento, que é de facto a nossa liberdade onde podemos fazer tudo, e sermos o que realmente queremos.

Inventamos um mundo onde só entra quem nós queremos, onde nós temos poder para alterar a nossa história, o nosso destino.

Onde tudo tem uma razão para acontecer, e onde na verdade somos felizes. No entanto tudo isto não passa da nossa imaginação, e a nossa realidade continua na mesma...

De que vale sabermos fugir da realidade, se não ajuda em nada? E se mais tarde teremos que sofrer as consequências na mesma?

O melhor mesmo é não fugirmos. Lutar quando tudo o que nos apetece é desistir, aguentar firmes quando nos apetece fugir...

Temos que esquecer que sabemos fugir, e aprender de uma vez por todas a lutar e a sermos fortes. Aprender a resistir, e principalmente a nunca desistir.

- Sɑrɑ Rɑmos -

domingo, 13 de outubro de 2013

Incompleta

Aquele sentimento de que falta algo, apoderou-se de mim hoje.

Sinto um vazio no meu coração, mas não entendo do que é.

Sinto que algo faz falta na minha vida, algo do meu dia-a-dia talvez, ou algo mais poderoso. Parece que é algo mais profundo, pois sinto que estou incompleta, que falta algo que me faz imensa falta, e no entanto não consigo descobrir o que é...

Um pedaço de alma que me falta, um pedaço de coração. Algo que não me deixa sentir completa e feliz.

Alguma parte de mim "fugiu", deixou um vazio, e agora a minha missão é encontrá-la sem saber como ela é.

Tenho que encontrar a peça que encaixa perfeitamente no vazio que se instalou agora na minha alma. Encontrá-la e colá-la para nunca mais sair, porque sinto um imenso vazio dentro de mim, algo tão poderoso que não há palavras para explicar.

Sinto que necessito dessa parte para viver, mas não sei qual é. Um pouco contraditório, mas é o melhor que consigo explicar.



- Sɑrɑ Rɑmos -

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A vingança

A vingança é algo que a alma vai buscar dentro de si.

A vingança é como se fosse a cura para o ódio, o tratamento, o medicamento que acalma o ódio e que tira a dor.

Quem nunca se desiludiu com pessoas? Quem nunca sentiu um ódio tão grande dentro de si, que chegou a transformá-lo em vingança? Quem nunca desejou justiça?
Porque a vingança é isso mesmo, justiça.

Justiça por um ato mal feito, uma atitude que nos magoou, palavras que nos causaram sofrimento.

A vingança é um sentimento digno de uma alma pobre, uma alma fraca.

A alma forte é capaz de perdoar o inimigo, perdoar o sofrimento que lhe invade a mente e o coração. A mente mais fraca, baseia-se na vingança, no sentimento de ver a outra pessoa a sofrer, e na justiça que pensa que será esta.

Uma mente forte e poderosa, deixará a vingança de lado, e nunca se servirá dela para nada. No entanto, todas as almas e mentes têm uma fraqueza.

Mesmo a alma mais forte e poderosa, em algum momento da vida, tem sede de vingança.

- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"Quem não pensa é feliz. Quem pensa sente dor."

"Quem não pensa é feliz. Quem pensa sente dor." É este um dos grandes pensamentos de um grande escritor português: Fernando Pessoa.

Fernando Pessoa, auto-considerava-se e é considerado por todos, como um ser humano com uma grande inteligência, e um grande pensador (tanto na sua época, como no presente).

Não concordo com ele em todas as suas perspectivas, e em todos os seus poemas e obras, mas nesta sua racionalização concordo inteiramente.

Uma pessoa que não pense demasiado, que apenas viva o presente, sem pensar no passado ou até no futuro, é muito mais feliz que uma pessoa que pense em tudo isso.

Uma pessoa que não esteja constantemente a pensar em todas as desilusões que sofreu, em todos os amigos que perdeu, ou no passado, é uma pessoa feliz. Ao invés, a que pensa em tudo isto "sente dor".

Por um lado é sempre bom pensar na vida, e principalmente no futuro, mas estar constantemente a pensar nisso? Não é bom. Quem se preocupa demasiado com o futuro, com o passado, ou com as desilusões que sofreu, não dá importância ao presente que é o que realmente importa. Passa o presente a sofrer, a sentir a dor que sentiu no passado, e a pensar na dor que irá sentir no futuro.

Uma pessoa que pense muito, acaba por não aproveitar a vida e vive rodeada de dor e sofrimento. Enquanto que a pessoa que não pensa baseia-se no presente e na felicidade.

- Sɑrɑ Rɑmos -