terça-feira, 24 de junho de 2014

Omitir

Muitas pessoas dizem que omitir, é o mesmo que mentir.

Eu não acho que seja. Mentir é dizer algo que não é verdade e às vezes até dizer o contrário. Omitir é algo mais vago, é ocultar informação.

Omitir pode ser considerado tão grave quanto mentir, e tudo depende da informação omitida.
Quando é algo importante, algo que tem algum valor, e é omitido, isso é grave. Principalmente quando já houve problemas em relação a isso. E ainda mais grave fica quando o omitido é descoberto, mas por outros meios, sem ser a pessoa que foi responsável pela omissão.

Se algo é importante, devemos dizê-lo, principalmente a quem é influenciado por isso, ou a quem tem importância suficiente e que deva saber. Quando não o dizemos é porque algo está mal, e devemos questionar-nos para descobrir o que é.

  • Será falta de confiança para com a pessoa envolvida?
  • Ou será apenas que a pessoa já não tem tanta importância como anteriormente tinha?

Muitas vezes, a omissão acaba por se tornar um ciclo vicioso e contínuo ao longo da vida. Aprendemos a não confiar a quem é nosso amigo, e fechamo-nos em nós próprios. Aprendemos a omitir informação a toda a gente, e acabamos até por nos convencer a nós próprios que tal informação não existe. Uma tentativa falhada de tentarmos ficar bem. 

O mundo desaba é quando tentamos ficar melhor, tentamos não omitir informação, e vemos que todos à nossa volta o fazem. Aí sentimos que o nosso esforço é em vão, e que toda a nossa luta para fugirmos do problema, não irá valer em nada. 

Será justo esforçarmo-nos e não omitir nada, se todas as pessoas à nossa volta omitirem?

A resposta é fácil: Não. 

E aí voltamos a omitir tudo a todos, e a guardar os pensamentos só para nós.


-Sɑrɑ Rɑmos-

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Curiosidade

Ler a última página de um livro, sem nem sequer ter lido metade dele. Ou ver o último episódio da série sem a ter visto por metade.

Eu sou assim, admito. Sou tão curiosa pelo final, que quando o tenho ao meu dispor não me consigo conter. É mais forte do que eu. ( Claro que depois de saber o final a história já não tem a piada que tinha, mas é impossível deixar o final para o fim. ).

Sou muito curiosa, e então com tanto entusiasmo que tenho, sinto necessidade de ver o final.

Já tentaram fazer com que parasse com isto, mas não conseguiram.

Numa ocasião, colocaram um autocolante e colaram as três últimas páginas de um livro à sua capa e fizeram uma aposta comigo, não iria ganhar nada, mas era apenas para ver até onde ia a minha curiosidade. Claro, que ao fim de uma semana o autocolante estava já destruído.

É algo impulsivo. De um momento para o outro sinto uma necessidade tão grande, quase como se um caso de vida ou de morte se tratasse, de ver o final e então vejo.

No entanto tenho vindo a melhorar ao longo dos anos. Agora já não vejo o final, fico é mais empenhada a ler, para que o final chegue rápido.

Acredito que apesar de ter mudado muitas coisas para pior, isto foi o que melhorou na minha personalidade: Tenho mais paciência, e tento mais vezes do que antes, ver o lado positivo das coisas.

A curiosidade porém mantém-se constante, mas tenho que tentar diminuir um pouquinho, pois " a curiosidade matou o gato".



-Sɑrɑ Rɑmos-

quarta-feira, 4 de junho de 2014

A reencarnação

A reencarnação é de facto um assunto muito tabu, e cheio de questões. 

Eu tenho uma mente muito aberta, aceito a diferença entre pessoas, entre culturas, e entre religiões. Tenho de facto um "bichinho" dentro de mim, que procura sempre mais e mais conhecimento. Por isso mesmo, à cerca de dois anos atrás decidi procurar mais sobre outras religiões, os seus costumes e as suas crenças.
Já antes acreditava na reencarnação, mas esta crença tornou-se mais forte quando reparei que muitas das religiões orientais acreditam, sem sombra de duvida, na reencarnação.

Descartes considerava que só é conhecimento "o que se apresenta de tal forma clara e distinta à minha alma que ela não posso negar.". Pois bem, este assunto da reencarnação apresenta-se muito claro à minha alma e ao meu pensamento.

Já numa religião oriental, acreditam que a alma sofre sucessivas reencarnações, e que uma só alma, dá origem a várias e é capaz de viver cerca de 60 vidas.


Segundo a minha lógica, é daí que vêm os nossos gostos e hobbies.

Ao longo das nossas vidas passadas, fomos fazendo coisas que gostamos e que não gostamos, e isso ficou guardado na nossa alma. Mesmo que tenhamos passado pelo "grande lago do esquecimento" e que nos tenhamos esquecido de tudo das nossas vidas anteriores, a nossa alma continua igual, e os momentos inesquecíveis das outras vidas continuam connosco, mas inconscientemente. Desta forma, recordamos o que gostamos.

Esta é a teoria que formulei e na qual acredito profundamente.

-Sɑrɑ Rɑmos-