sábado, 27 de julho de 2013

Devemos ser nós mesmos

Estou triste, mas mesmo assim ponho um "sorriso falso" e ando assim todo o dia. Muita gente pensa que eu sou verdadeiramente feliz, e é isso que quero que pensem, mas nem sempre é assim.

Nós, humanos, temos a capacidade de aprender a controlar os nossos sentimentos, e muitos de nós o conseguem, e escondemos de certa forma o que verdadeiramente estamos a sentir. Mas será que isso é correto? Será que devemos mesmo esconder os nossos sentimentos?

Estudos recentes dizem que se guardarmos a raiva e o rancor dentro de nós, temos a tendência para morrer mais cedo. Se libertarmos os nossos sentimentos verdadeiros, temos uma vida mais saudável e com mais longevidade. Mas muitas vezes, torna-se difícil expressarmos o que sentimos e é muito mais fácil apenas fingirmos sermos outrem.

Uma personagem dum livro, de uma série ou de um filme, que gostamos. Por vezes pensamos e agimos como essa personagem. Senti-mo-nos indefesos, e sós, e é nessas alturas que acreditamos ser outra pessoa: Alguém sem medo, corajoso, e que encara a vida de um outra forma.
Por vezes, temos problemas familiares graves, mas mesmo assim fingimos estar tudo bem, e colocar um sorriso na cara, para que pensem que nada se passa.

Simples sorrisos falsos ou até frases com ironia, nos torna outras pessoas, sem ser nós mesmos.



Devemos ser nós mesmos e mostrar os nossos verdadeiros sentimentos, pois saber mostrá-los é de certa forma uma grande virtude.


- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Dias maus

Há sempre dias maus. Há sempre dias em que nos sentimos inúteis, e sentimos que ninguém se importa connosco. Senti-mo-nos perdidos, sem destino, há espera que alguém nos venha tirar da solidão, mas esse alguém nunca aparece.

Por mais que tentarmos fazer algo, não conseguimos e sentimos sempre que algo está a faltar. Sentimos que há um espaço vazio em nós.

É nestes "dias maus" que mais precisamos de companhia. Sem companhia, torna-se mais difícil aguentar, e mais difícil ultrapassar esta fase. Senti-mo-nos mais sozinhos, mais isolados, sem ninguém.

Nestes dias, nós questionamos até a importância que temos na vida das outras pessoas, se elas se importam ou não connosco, se elas gostam ou não de nós. É nestes momentos que estamos mais frágeis emocionalmente, e que faz com que fiquemos tristes, e desamparados, sozinhos no mundo.

Precisamos de apoio, mas parece sempre que ninguém se importa connosco. Há sempre alguém preocupado, mas como estamos em baixo, nem damos por isso e parece que mesmo ninguém se importa, o que nos leva para mais tristeza.

Porque será que existem estes dias maus? Ser que é apenas uma forma de nos apercebermos que temos saudades de pessoas importantes da nossa vida, e que devemos ficar com essa pessoas para que não nos sintamos sozinhos?

Enfim, só há um forma de descobrir...



- Sɑrɑ Rɑmos -

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Mistério

Desde pequena que sou curiosa, e tento saber tudo o que posso acerca de tudo. Digamos que tenho um pouco de filosofa dentro de mim: questiono tudo e quero saber sempre o porquê das coisas serem como são.

O que mais me interessa são as coisas/acontecimentos ligados ao mistério. Por exemplo o Universo. Existem outros planetas com vida? Existem outros humanos noutro planeta? Como é que existem tantas estrelas? Nós somos mesmo formados pela mesma matéria que as estrelas?

- São imensas perguntas, sem qualquer resposta e um verdadeiro enigma, o que torna o Universo muito mais misterioso, e é isso que me cativa e chama a atenção.


As lendas, os mitos, vampiros, anjos, demónios, deuses, fantasmas, sereias, imortais. Tudo há sua volta é um poço infinito de mistério, e é esse mistério o charme que me atrai para uma curiosidade imensa acerca de tudo isto.

Uma pessoa completamente normal irá dizer que não existem vampiros, nem fantasmas, nem sereias, irá dizer que anjos só no céu e imortal só Deus.

Mas o problema é que eu não sou como todos os outros.

De onde nasceu a ideia de vampiro? E de onde nasceu a ideia de anjo? Um homem com asas. Iriam as pessoas, com a sua imaginação, inventar estas ideias? Ou será que apenas descreveram para outros, o que realmente viram? E então terão mesmo existido anjos? Ou ainda existem?

Resposta não há, apenas mistério.


Um oceano imenso de mistério pelo qual ninguém se atreve a navegar, mas eu irei observá-lo e atravessá-lo, se isso me for possível, pois a minha curiosidade é infinita.



- Sɑrɑ Rɑmos -

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Almas diferentes

Na nossa vida, as pessoas entram e saem quando menos esperamos. Quando elas entram é porque são necessárias na nossa vida, há sempre um objetivo por detrás desta entrada. Quando elas saem, é porque já cumpriram a sua missão, e nos ajudaram a continuar a nossa vida.

É triste quando alguém que gostamos sai do nosso longo caminho da vida, mas temos que aprender a ultrapassar isso. Temos que seguir em frente. Pensar que se essa pessoa saiu da nossa vida é porque era a altura de sair, e porque já não iria alterar em nada o nosso futuro.

Temos que ser fortes, e pensar que não podemos manter uma relação com toda a gente que conhecemos. Temos que deixá-los viver a vida deles também, e esperar que os nossos caminhos se voltem a cruzar.

As pessoas que ficarem connosco são as que realmente importam. As que foram embora, é porque queriam outro objetivo maior, é porque não queriam participar na nossa vida, é porque na realidade não faziam com que a nossa vida avançasse.

Quando olho para o passado, sinto tristeza, por saber que várias pessoas que eu adorava, abandonaram a minha vida. Mas, não as posso culpar. Hoje em dia olho para elas, e reparo que nós seguimos caminhos completamente diferentes, e deve ser essa a razão da separação das pessoas: sonhos diferentes, caminhos diferentes, valores diferentes e acima de tudo: Almas diferentes.


Mas há sempre aquelas pessoas que têm a alma parecida com a nossa, ou a alma que completa a nossa, e essas não irão sair da nossa vida., aconteça o que acontecer. (Excluindo questões metafisicas).


- Sɑrɑ Rɑmos -

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Não há dias perfeitos --'

Não vale a pena fazer planos para o futuro. Por mais que nos esforcemos por ter o “plano perfeito” ou por imaginar o que irá acontecer, a vida é incerta e nunca conseguimos prever o que irá acontecer.

A vida prega-nos partidas, quando menos esperamos, e isso não é surpresa para ninguém, no entanto continuam a existir pessoas que fazem planos, como eu.

Eu gosto de planear tudo: o dia, as horas, gosto de imaginar o que irá acontecer, tenho sempre a ideia de “dia perfeito” no meu pensamento.

E por fim, chega o dito dia, e não acontece nada. Nada do que eu previ acontece, e então acabo na desilusão. Saber que os meus planos foram em vão, saber que para mim aquele dia ia ser importante, mas que não passou de apenas mais um dia, tal e qual como os outros.

Eu digo mentalmente para mim: “ Não posso prever o dia, vai ser inesperado, vão acontecer coisas sem eu estar à espera, e vou ser feliz!” mas, a minha natureza contraria-me, e mesmo num sonho, prevejo o dia, como sendo maravilhoso, cheio de surpresas, e perfeito, e principalmente Feliz; No entanto acaba sempre por ser uma desilusão. Nunca acontece nada do esperado, e as ditas “surpresas” só existem nos sonhos e nos filmes, na realidade nada acontece que seja perfeito.


“Quando penso que os dias irão ser perfeitos, acabo sempre com desilusão, porque afinal não foram melhores que os restantes dias do ano.”


- Sɑrɑ Rɑmos -

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Eu perdoo, mas não esqueço.

Ainda hoje me custa olhar para muitas coisas do passado. Eu sou uma daquelas pessoas que perdoa mas não esquece, e todos os erros, todas as desilusões, e todas as traições irão continuar na minha memória, para sempre.

Muitas vezes digo que vou começar de novo a relação com uma pessoa, mas a verdade é que não esqueço o que aconteceu, apenas perdoo.

Tudo o que acontece na minha vida, deixa uma marca, seja no coração ou na alma, e essa marca é permanente, e ficará para sempre gravada no meu coração.

Custa muito e causa muita dor, uma vez que o meu coração está cheio de marcas.

Quando acontece algo de mau, todas as cicatrizes do meu coração abrem novamente, e a dor que causam é muito cruel. Há uma explosão de sentimentos, e todos eles se misturam e remisturam dentro de mim, e criam uma guerra quase impossível de suportar.

Isto é apenas mais uma maldição minha , que me consome aos poucos, e a cada dia que passa torna-se cada vez mais forte. Uma maldição que ainda não aprendi a controlar, mas que vou ter de aprender, e quanto mais rápido melhor.

Eu perdoo, mas nunca esqueço --'




- Sɑrɑ Rɑmos -

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O Amor

O Amor é um sentimento difícil de explicar. Ao longo dos tempos muitos poetas, escritores, filósofos, e simples apaixonados o tentaram explicar, no entanto sem sucesso.

Eu não estou aqui para tentar explicar este difícil sentimento que invade o meu coração, estou simplesmente a tentar obter uma resposta ao facto de ser assim tão difícil de resumir em simples palavras o que na verdade é o Amor.

A raiva, a melancolia, a frustração, estes são sentimentos, ou estados de espírito que não necessitam necessariamente de uma outra pessoa. Pelo contrário o Amor é um elo de ligação entre pessoas, e será que é por isso que é tão difícil de explicar?

O Amor também é muito contraditório, enquanto que há poetas que desejam e festejam o amor, há outros que o vêem como algo mau, que só magoa o nosso coração. Então o que será o Amor na realidade? Algo de terrível, e uma maldição que os homens enfrentam? Ou algo de maravilhoso que nos faz sentir em paz?

" O amor é filho da ilusão e pai da desilusão." -   Miguel Unamuno

"Amar é saborear nos braços de um ente querido, a porção de céu, que Deus depôs na carne." - Vitor Hugo (Fonte: A lenda dos séculos)


Enfim, cada um de nós terá de descobrir o que realmente é para si o Amor. Se é bom ou mau, ou então as duas coisas, no entanto uma coisa é certa: Não há uma definição universal para o termo "Amor", pois ele é contraditório e é muito relativo de pessoa para pessoa.


- Sɑrɑ Rɑmos -

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Vingança.

- Ela mata-me.

- Destrói cada pedacinho do meu coração.

- Cria uma dor tão forte que é difícil de aguentar.

- Transforma a minha felicidade, em tristeza, melancolia, raiva, frustração e principalmente em dor.

- Não me faz pensar da forma mais correta.

- Aparece nos meus sonhos, e torna-os em pesadelos dos piores que há.

- Faz-me acordar de manhã, com o desejo de acabar com ela.

- Dá-me vontade de passar todo o dia, a praticar, sem descanso, socos, pontapés, ganchos e tácticas para derrotar um inimigo.

- Torna-me numa pessoa pior, e com raiva.

- Ela é um "prato que se serve frio".

Apresento-vos a Vingança.


- Sɑrɑ Rɑmos -

terça-feira, 9 de julho de 2013

Follow your dreams

Eu tenho por meio desistir dos sonhos. Penso que se eles continuarem eu irei sentir-me cada vez pior, mas lá no fundo, não é a verdade.

Descobri hoje, no meu momento de reflexão, a pura das verdades. Foi como se dentro da minha cabeça, houvesse um botão e fizesse “clic” e de um momento para o outro lembrei-me de tudo, e cheguei à verdade.

Nós, humanos, como seres racionais e pensantes que somos, temos sempre sonhos e ambições, e são eles a força de cada um para viver.

Sem sonhos ou ambições seriamos apenas animais, sem força de vontade, sem força de viver. Apenas existiria-mos, neste mundo, sem qualquer objetivo.


“ A vida é apenas um caminho para a morte”

A vida é dura, a vida é madrasta, a vida é apenas um caminho cheio de obstáculos, para testar a força, a coragem, a persistência de nós enquanto seres humanos. 

Por isso não devemos desistir de um sonho quando não conseguimos ultrapassar um obstáculo. Devemos lutar, devemos fazer de tudo para saltar o obstáculo, ou apenas contorná-lo, mas nunca devemos desistir.

Os sonhos fazem parte de tudo na vida, e não os devemos deixar fugir, ou muito menos desistir deles. Só iremos mostrar fracasso, e arrependermos-nos da desistência. 

Pegando nas palavras de Lance Armstrong: "A dor é temporária, desistir dura para sempre, e se nós desistirmos de um sonho, isso vai acompanhar-nos para sempre: a mágoa, a desilusão, e o fracasso.






- Sɑrɑ Rɑmos -

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Mais um sonho ... deitado por terra

Saí de casa, sem destino, com os phones nos ouvidos. Estava com a visão turva pelas lágrimas, mas isso não me impediu de correr.
Cheguei a um lugar calmo, sem ninguém por perto. Deitei-me no chão, olhei para cima e comecei a chorar mais alto.

"Her eyes are closing slowly
The pain increases everyday
She wanted to fight but walked away
and now there's nothing left to say"

(Esta é a música que acompanha o meu choro.)

Eu, uma eterna sonhadora, acaba sempre assim. Em desilusão. Com sonhos destruídos, com lágrimas sem fim.

Eu sei que tenho que mudar a minha forma de ser, e não pensar tanto nos meus sonhos. Mas na vida, nada mais importa do que isso.

E aqui, está, mais um sonho destruído, um sonho quebrado, que eu irei aqui enterrar. 

E selarei agora o túmulo com mais umas quantas lágrimas. Amanhã será um novo dia, sem lágrimas para chorar acerca deste sonho, pois chorarei tudo por hoje.


- Sɑrɑ Rɑmos -

domingo, 7 de julho de 2013

Se na vida tivéssemos tudo o que queremos

Se na vida tivéssemos tudo o que queremos...

Talvez perdesse um pouco da piada. Iríamos ter tudo o que queríamos, então não tínhamos objetivos na vida, e muito menos nos esforçávamos por obter algo. Iria ser uma vida, sem quaisquer obstáculos. Não haveria adrenalina, nem obteríamos felicidade tão facilmente como obtemos agora.

Eu falo por mim. Eu tenho objetivos que não consigo cumprir, porém esforço-me todos os dias para que consiga alcançá-los. Se não fossem estes objetivos, a minha vida era uma vida sem piada, fácil demais, e sem inimigos. É o fracasso perante objetivos que nos faz querer cada vez mais alcançá-los e, por isso, lutarmos pelo que queremos. Afinal de contas, somos nós que fazemos a nossa vida, e sem trabalho não há nada.

Se eu gostava de uma vida com tudo o que quero?
Claro que sim.

Se vale a pena ter uma vida com tudo o que quero?
Não. A felicidade só iria ser obtida com coisas maiores.

Hoje, com um simples, abraço, ou um beijo na testa fico feliz.


Prefiro viver a minha vida tal como ela é, lutar pelo que quero, e ter pequenos momentos com uma felicidade imensa, do que viver com tudo o que quero, e sem felicidade alguma.


- Sɑrɑ Rɑmos -

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Os anjos negros

Não sei de onde vem esta minha fixação por anjos negros, deuses, nefilins... Sei apenas que adoro. Principalmente anjos negros.

Sei que os anjos negros têm algo de malvado dentro deles, e que foram eles que violentaram as mulheres humanas, para criar uma outra raça: os nefilin (metade humano, metade anjo). Sei também que por serem anjos negros estão associados à escuridão e por isso ao mal. Mas eu credito que a escuridão não pertence ao mal, por isso essa minha fixação por anjos negros.
Quanto a deuses, adoro a mitologia grega. Adoro todos os deuses que a constituem. Desde as moiras (que tecem, fiam, e cortam o fio da vida), até à deusa Nix (a deusa da escuridão).

Tudo isto tem algo de muito mistério que me chama a atenção, algo mítico, algo mágico que me cativa e que me faz adorar tudo isto.

Parecem seres de outro mundo, que aparecem também no famoso "Apocalipse".
Tudo á volta deles é mistério, misticismo, e mágica. Enfim, tudo são questões metafisicas, para as quais ninguém tem resposta.

Será que realmente existiram anjos negros? Será que ainda existem? Ou poderão vir a existir?

Não sei quanto a vós, mas para mim, todas estas questões têm a resposta: "Sim". Mas eu também sou uma eterna sonhadora.



- Sɑrɑ Rɑmos -

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A geração do futuro

O mundo está cada vez pior.
Hoje em dia, as pessoas não vivem sem internet, e fazem de TUDO por likes, ou por seguidores, ou outra coisa qualquer.

E quando eu digo que fazem tudo, é mesmo TUDO!

As raparigas preferem tirar fotografias com decotes enormes, ou com mini-saias (que mais se parecem com cintos), do que com roupa decente. E para quê? Para provocar, ou para simplesmente terem likes.

No outro dia, entrei no facebook de uma rapariga, muito gira ao meu ponto de vista. Na sua primeira foto, estava com um vestido pelo joelho, azul, sem decote. Um pouco de maquilhagem, e com um ar angelical, de menina indefesa. Tinha apenas 21 likes, e eu como adorei a foto, pus também um.
Na foto seguinte, estava ela com um decote enorme (até se notava o soutien! ) e com uns mini calções (que mais pareciam umas cuecas). Nessa foto ela tinha mais de 1000 likes.

Estas raparigas, não têm respeito pelo seu corpo. Nem têm valores morais. Exibir o seu corpo, apenas por likes? Até onde o mundo irá chegar? Até que ponto estas raparigas, irão mostram o seu corpo?

Cá para mim, o próximo século, ou até a próxima década, irá chamar-se a "década do nudismo".

E um facto preocupante é que estas raparigas, são de facto garotas. Garotas em termos de mentalidade, e garotas também de idade (entre 12-15 anos).

E também acho curioso que estas raparigas, queiram e peçam respeito, se nem sequer têm respeito por elas próprias.

Agora pergunto: é esta a geração do futuro?





- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O destino

O destino, pensando que não, tem muita influência na vida das pessoas. Muitas delas não acreditam que o destino existe, outras acreditam que tudo o que acontece na vida já estava escrito, mesmo no dia em que nascemos.

Porém, o destino é muito mais do que uma simples crença. É na verdade, uma força, que nos leva por caminhos previamente escolhidos por ele.

Uma força que pega no nosso subconsciente e o molda à sua maneira, através de lições, de simples noções. O que nos leva às chamadas premonições. Mas o que são premonições? Serão truques mentais que nos tramam e colocam obstáculos no nosso caminho? Ou serão mensagens?

Mas que força será esta? Será que temos controlo sobre ela? Talvez sim, talvez não. Seremos apanhados em falso neste caminho em direcção ao futuro? E aquela porta fechada que nos espera mais a frente? Somos nós que desenhamos esse caminho, ou é o nosso coração que nos fala uma voz que somente nós a ouvimos, no nosso mais íntimo espaço.

Se já está tudo escrito, ou se a cada dia o escrevemos, não há resposta para tal questão, pois somos meros seres humanos, imperfeitos à imagem da nossa evolução ao longo dos séculos, e nessa evolução procuramos respostas, aproveitamos momentos.

E se calhar é esse o nosso destino, aproveitar cada momento, e com isso conquistar aquilo que nos faz bem, o que nos faz falta, mas sempre ter a noção da nossa condição efémera e não querer dar um passo mais longo do que aquilo que o nosso caminho está delineado, pois estamos sujeitos a cair numa falésia sem fundo.





- Sɑrɑ Rɑmos  &   Dɑvid Costɑ -

O ódio

Será que vai ser sempre assim? Sempre com esta vontade de o matar? Sempre com um ódio crescente...
O meu coração já não é puro, este ódio enche-o de escuridão. E afinal para quê?

O meu inimigo.

Esse que nem me deixa sozinha, nos meus pesadelos. Esse que me faz transformar numa pessoa totalmente diferente de mim: uma pessoa cheia de ódio.
Um ódio tão forte, tão cruel, tão vingativo. Por vezes dou por mim a imaginar que o meu inimigo está a cerca de 5 metros à minha frente. E o que eu faço? Corro e mando-lhe um pontapé, seguido de ganchos, voltas, socos, etc etc. E afinal isto para quê? Ele continua sossegado na sua vida, sem sentir um pouco da dor que eu causei à imagem dele, imaginada por mim. Ele, descansado na sua vida, sem saber o ódio que eu tenho por ele, e o quanto ele me faz sofrer...

Choro todos os dias. Sim, eu, choro todos os dias, porque não fui capaz de lhe partir a cara toda, ou de lhe dizer as verdades quando é possível.
Choro porque o que eu mais quero nesta vida é a vingança, e ela nunca mais chega.
Choro por um ódio que vai continuar a magoar o meu coração, e provavelmente, para sempre.





- Sɑrɑ Rɑmos -

terça-feira, 2 de julho de 2013

As cartas

Hoje em dia, já ninguém escreve cartas.
Praticamente, toda a gente tem computador, ou então mesmo o telemóvel e pode mandar mensagens.
Mas cartas, nem vê-las.

Apenas recebemos cartas, de uma operadora, ou de contas para pagar. Agora, as famosas cartas de amigos, ou "as cartas de amor" desapareceram.

As cartas, transformaram-se em mensagens instantâneas, que podem ser enviadas por telemóvel, ou pelas famosas redes sociais. Os jovens já não têm que esperar semanas, ou dias, à espera de uma carta. Já não precisam de comprar papel, e caneta, de se preocuparem se o papel cheira bem ou não, e nem se preocupam sequer com o envelope.

Toda a magia de escrever um carta, desapareceu.

Devo admitir que sou adepta destas famosas redes sociais, mas adorava receber uma carta de alguém, escrita à mão de preferência. Adorava ter de escrever uma carta, e passar a limpo vezes e vezes sem conta, até ficar perfeito. Adorava ter de esperar dias, ansiosa por uma resposta. Adorava ter de sentir na pele, o que milhares de pessoas sentiram à muitos anos atrás.
Adorava sentir esta magia, que raramente tive a oportunidade de sentir.




- Sɑrɑ Rɑmos -