sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Um sonho que é apenas um sonho.

Sempre fui uma criança com muitos sonhos. Desde cedo comecei a pensar no que "queria ser quando fosse grande", e ainda agora penso sem saber ao certo.

Eu adorava experimentar várias profissões. Adorava passar por todas as experiências de vida, possíveis e imagináveis.

Ao mesmo tempo que quero ser Astrónoma, quero ser Arquitecta, quero ser Advogada. Seguir Engenharia Informática, Artes, Fotografia. Ser bombeira, polícia...Astronauta! Queria ser médica pediatra, ou então médica de medicina tradicional chinesa. Queria ser jornalista ou apresentadora de televisão, ser bailarina profissional... Saber tocar piano, guitarra, saber ballet... Ser professora de Filosofia ou Psicologia... Ser vocalista de uma banda de rock...

Sempre sonhei com tudo isto, e muito mais...

Sempre quis tudo isto, e não me decido por uma coisa só. Imagino e tenho esperanças de tirar muitos cursos superiores e trabalhar em várias áreas.

No entanto, não é possível ser tudo isto. Não conseguiria, na minha vida toda, ter tempo para estudar e trabalhar em todas estas áreas. Tenho que optar por algumas, ou apenas uma.

Mas do que eu gosto mesmo?

Para tal pergunta não tinha resposta até à bem pouco tempo, mas finalmente já a descobri:
O que eu quero é representar.

Com a representação posso ser quem eu quiser. Posso experimentar todas estas profissões e muitas mais. Posso ter experiências diferentes, vidas diferentes, profissões diferentes e tudo isto porque posso dar vida a personagens diferentes! 

Posso num dia ser uma Jornalista, e no dia a seguir ser Médica. Posso abrir horizontes e experimentar de tudo um pouco.

Com uma só profissão posso ser todas, o que acho fantástico.

Mas o meu sonho era ir para a London Theatre School, aprender representação, dança e canto. Aí, sim, iria-me sentir realizada. 

No entanto, este é um sonho que é apenas isso: um sonho.

-Sɑrɑ Rɑmos-

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Estar a mais.

Sentir que não nos encaixamos num determinado ambiente, ou que simplesmente estamos lá a mais, é como me sinto em determinadas ocasiões.

Estar no café com os amigos e falarem de um assunto do qual não tenho conhecimento. Eu fico lá e ouço-os atentamente, mas por vezes não faço a mínima ideia do que falam, e desligo. Desligo para o mundo real. Parece que tenho um botão na minha mente, e é nessas alturas que clico nele. Desligo e fico apenas pelos meus pensamentos, na minha mente, sítio onde sei tudo.

Estar com familiares, e começarem a falar de pessoas que nunca conheci, ou de lugares onde nunca estive. Sinto-me desconfortável. Sinto que não importo, que estou a mais, e que ninguém nota na minha triste presença.

Tento sempre evitar estas situações desconfortáveis, mas há sempre situações inevitáveis. Apenas estou lá em presença, enquanto a minha mente vagueia pelos meus pensamentos.

É incrivel que é nessas ocasiões que a minha mente cria associações fantásticas e inventa histórias dignas de um bom livro, no entanto há sempre alguém que destrói este meu estado de incrível inspiração e pergunta "Estás bem?" ou "O que tens?".

Aí volto a tomar atenção ao que se passa à minha volta, e retorno ao estado de desconforto. Volto a estar atenta à conversa e apercebo-me que agora já não falam da pessoa X que eu não conheço, mas sim do lugar Y no qual nunca estive.

Assim, volto mais uma vez a atenção para a minha mente. E isto continua, como um circulo vicioso, até que ... Quase por magia... Alguém se digna a ver a minha presença e diz "Sara...". Eu olho rapidamente para ver quem é, até que descubro que não estão a falar para mim, mas a conversar acerca de uma Sara que eu não conheço.

É sempre fantástico! (Ironia).



-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

" I can't remember to forget you."

Às vezes seria muito mais fácil se pode-se-mos controlar o que esquecemos e o que nos lembramos.

Seria muito mais fácil, controlar todas as nossas memórias tal como controlamos todos os ficheiros que se encontram no nosso pc, e clicar no "Delete" quando fosse necessário.

Desejamos esquecer algo que nos magoo, ou tentar esquecer uma pessoa e parece que, por ironia, ainda nos lembramos mais disso.

Não controlamos as memórias que ficam guardadas e as que não ficam. Não conseguimos controlar quando devemos ou não lembrar-nos de certas coisas. É uma área fora do nosso controlo.

Tento esquecer-me de certos acontecimentos, mas no dia a seguir esqueço-me de os esquecer. Parece confuso, mas eu lembro-me de tudo e chega por vezes a ser muito incomodo. Tentar esquecer uma coisa, e lembrar-me todos os dias de manhã dela. Torna-se stressante.

Mas o pior é tentar esquecer pessoas. As pessoas deixam marcas tão grandes na nossa vida que parece impossível esquecê-las por um único minuto que seja. E o que é mesmo mau é que nos lembramos delas nos momentos mais estranhos.

"I can't remember to forget you". Eu não me lembro de te esquecer.

É exatamente isto que acontece, eu não me lembro de esquecer algumas pessoas, e às vezes torna-se difícil.

Quando desejamos esquecer por completo alguém, há sempre uma frase, uma palavra, uma pulseira, um texto, uma fotografia, um sinal dessa pessoa... Afinal de contas, memórias não se controlam, e por vezes, no futuro, é bom recordarmos pessoas do nosso passado.