segunda-feira, 21 de abril de 2014

Filho mais velho VS Filho mais novo.

O problema de ter irmãos mais novos é que parece que eles têm imunidade perante os pais.

Qualquer coisa que seja preciso fazer , parece que só os filhos mais velhos sabem fazer.

Os mais novos não, coitadinhos, podem ficar todo o dia no sofá, à frente da televisão e no ipad!

Os mais velhos, mesmo em épocas de exames, e mesmo que estejam a estudar TÊM OBRIGATÓRIAMENTE de ter tempo para fazer trabalhos em casa, já os mais novos não têm tempo, porque mesmo estando em férias de Verão (3 meses de férias) têm que estudar... E mesmo que estejam a estudar o facebook, ou um jogo qualquer online, para os pais estão a estudar matemática e fisica e quimica.

Os mais velhos, quando estam a ver um powerpoint informativo de matemática, na perspetiva dos pais estam a jogar jogos online, ou estam no facebook, ou seja tudo menos estudar.

E é esta a mesma regra que se repete sempre e sempre.


Tal como quando acontece algo, como por exemplo partir uma jarra em casa.
"De quem é a culpa?", pergunta a mãe.
O filho mais velho responde que é do mais novo ( o que está correto), o filho mais novo começa a chorar baba e ranho (com o seu fantástico talento de representar, o que é ironia porque se vê ao longe que é falso) e diz que é o mais velho.
Os pais, castigam o filho mais velho, porque é ele o culpado.


Por favor pais, mudem a vossa mentalidade e comecem a agir de forma correta.

Se quiserem dividir tarefas domésticas com os vossos filhos, façam isso com todos, não só com os mais velhos.

Quando um filho mais velho está em alturas de exame ou a fazer exercícios de matemática e o vosso filho mais novo sentado no sofá e no ipad no facebook, peçam ajuda ao mais novo e não ao mais velho (porque pelo menos o filho mais velho está a fazer algo de importante).



* Só quero que um dia, se for mãe não seja injusta com os meus filhos. *


-Sɑrɑ Rɑmos-

sábado, 19 de abril de 2014

Sporting

Mesmo quando todos estão contra nós, e não acreditam na nossa causa, não devemos desistir. Devemos manter-nos fortes e manter a nossa posição.

"A esperança é a última a morrer" é este o lema que tento levar sempre a cabo.

Ainda me recordo de 2002, ou melhor a época de 2001/02, o quanto chorei, o quanto gritei e o quanto pulei. A minha equipa de futebol tinha ganho o campeonato e nada mais interessava. Naquele altura era o meu maior orgulho.

E essa foi a última festa que fiz. Até então, o que me acompanha são lágrimas, no entanto a esperança nunca morreu.

Durante todos estes anos a fingir que não me importava, mas lá no fundo o amor pelo clube permanecia e hoje é o dia que se nota mais isso.

Faltam horas para o jogo, um jogo que pode ser decisivo e pode dar lugar a pulos, gritos, sorrisos, e cantorias, ou por outro lado desanimo, e lágrimas, e claro esperança para o próximo ano que se avizinha.

Por mais que digam que vamos perder mais um ano o campeonato, eu não acredito. Esperança até ao fim!

Leonina até morrer!

SPORTING, o MEU GRANDE AMOR!



-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 15 de abril de 2014

Fundo do poço

Ontem foi o dia em que me senti mais perdida em toda a minha vida.

Há dias em que nos sentimos perdidos porque alguma coisa acontece, ou algo corre muito mal, mas nada em comparação como o dia de ontem.

As pessoas desiludem muito, e nem eu sabia o quanto. E quando ontem me apercebi da desilusão que causara, fugi. Fugi da minha vida, fugi de casa, e procurei um sitio, um lugar onde me pudesse acalmar.

Dei por mim a não procurar um lugar para me acalmar, mas sim um lugar onde pudesse, de uma vez por todas, ficar em paz para a eternidade (supondo que sabem que isto é uma hipérbole).

Senti que não valia a pena lutar mais, que não haveria volta a dar.

Ontem "cheguei mesmo no fundo do poço". Já não queria viver, mas mesmo assim não consegui terminar ali.

Pensei em Londres, sítio que nunca visitei e que é um sonho lá ir. Imaginei-me com 21 anos (que para mim é a idade perfeita) e onde estaria e que estaria a fazer.
Enfim, pensei em tudo o que ainda tinha pela frente na minha vida e que nunca iria viver, se desistisse.

Por tudo isto, ainda aqui estou. Porém o dia de ontem não me sai da cabeça e nunca me irá sair. Principalmente pela razão que me levou ao fundo do poço.

A essa razão tenho um ódio profundo, e uma vontade enorme de vingança.

Nunca fui muito de perdoar as pessoas, ou as situações, e agora, nesta ocasião muito menos.

"Quando se deixa entrar a escuridão nunca mais se é a mesma" e ontem eu deixei-a entrar.


-Sɑrɑ Rɑmos-

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Sessão fotográfica.

Recentemente tive uma sessão fotográfica.

Uma sessão onde fotógrafos, ditos profissionais, me tiraram fotografias. Foi a primeira de muitas que irei ter (E isto sou eu a sonhar alto).

Adorei, simplesmente adorei.

Adorei ser eu a "modelo", adorei os fotógrafos terem a atenção em mim, e adorei pousar para as fotografias.

Foi algo mesmo fantástico. Já houve mais vezes em que eu fui a modelo, mas para fotografias tiradas por amigos. É diferente a sensação e o ambiente das duas situações.

Os fotógrafos tiram-me as fotografias num "estúdio", vá, um "mini-estúdio", e foi espetacular. Foi diferente de todas as fotos que tirei até agora.

Eu adoro fotografar, mas adoro também ser fotografada.

Como num dia li num blogue:
"As mulheres vestem-se e arranjam-se não para elas, mas para os outros, e se se arranjam é claro que querem ser fotografadas."

-Sɑrɑ Rɑmos-

quarta-feira, 19 de março de 2014

Obrigado Pai!

Chega este dia e não consigo ver defeitos no meu pai.

Claro que no último ano houve discussões, palavras ditas sem pensar, e incompreensão. Mas o meu Pai, como grande Pai que é, perdoo-me, ajudou-me a enfrentar os problemas, e nas alturas em que eu parecia ser incompreendida por toda a gente, ele apoio-me.

Depois ainda há aquelas alturas de extrema diversão, e momentos de felicidade em que ele esteve presente. Em certas alturas, ele não é apenas um pai, mas um amigo. Devo dizer que o meu pai, com os seus 40 e poucos anos que tem, ainda brinca e é muito divertido (afinal de contas uma coisa não impede a outra).

Recuando para trás no tempo, na minha infância, ainda me lembro dele me pôr de castigo e "ralhar" comigo. Na altura não compreendi e achei que era ele a ser "mau". Agora, agradeço-lhe. Pois algumas palmadas foram bem dadas, e os castigos bem atribuídos, pois ajudou-me a ser a pessoa que sou e que hei-de ser.


Tenho que lhe agradecer a ele ( e à minha mãe, claro) pela pessoa que sou hoje, pela educação que recebi, e pelos valores éticos e morais que me transmitiu. Tenho que lhe agradecer ainda o facto de nunca me ter faltado nada durante estes 17 anos, e de me ajudar sempre da melhor forma que pode.

Sei que metade dos cabelos brancos que ele tem, fui eu que lhos pus, e ele faz questão de me lembrar disso :). Por isso aqui vai:

Desculpa Pai por alguma coisa que tenha feito de mal, desculpa as minhas birras e teimosias. Desculpa nem sempre te dar o devido valor, mas aqui estou eu a dar-to.

Obrigado por me teres transmitido este "bichinho" pela Fotografia, e ensinado o que é a boa música; Por me teres ensinado a andar de bicicleta (coisa que ainda me lembro, e que foi incrivelmente difícil, sem as rodinhas pequeninas ahah ); 
Obrigado por me teres transmitido a cor de cabelo e olhos. :)
Enfim, Obrigado por tudo, meu Pai.




-Sɑrɑ Rɑmos-

segunda-feira, 17 de março de 2014

Um momento de paz.

Há alturas em que só me apetece desistir, e alturas há em que só me apetece lutar e esforçar-me.

Hoje apetece-me desistir de tudo, principalmente da vida.

Não aguento ver-me a morrer aos poucos, pois todos os dias um pedaço de mim morre. A cada dia que passa, a felicidade está mais distante e com ela, as pessoas que fazem parte da minha vida.

Sinto que a minha vontade de continuar está a escassear, e que o fim está próximo. Não aguento mais uns anos, ou apenas uns meses... Simplesmente não aguento.

Estou farta de tudo isto; A minha cabeça parece que explode, cheia de pensamentos, e só deseja parar, tal como o meu coração.

Queria um momento de paz, um momento de descanso. Um momento onde me esquece-se de tudo à minha volta e de toda a minha vida.

Adorava viver a vida apenas no momento, mas já desisti. Eu planeio constantemente o futuro, e é isso talvez que não me deixe viver plenamente

Mas não há nada a fazer, apenas esperar por um momento de paz.



-Sɑrɑ Rɑmos-

sexta-feira, 7 de março de 2014

Amiga convencida.

Todas nós, mulheres, temos aquela amiga que é sempre mais convencida, mas é nossa amiga e é o que importa.

Os nossos namorados também costumam ter uma amiga desse tipo, e temos que a aceitar tal como ela é, como fazemos com a nossa amiga.

O problema é que não é assim tão fácil.

E se ela por algum motivo começar uma "batalha" connosco? E se ela fizer de tudo para que a relação que ainda não existe entre nós não chegue a existir? Isso é o mais complicado.

E para complicar mais a situação: Ninguém vê o que ela faz, é como se ela tivesse sido assim toda a vida. Os namorados aceitam-na, tal como aceitamos a nossa amiga, mas eles não vêem? Não se apercebem?

Eles vêem sim, mas fingem que não sabem. O que eles querem é divertir-se e ter alguém com quem se divertir! Enquanto nós, com ciúmes e raiva, ficamos a pensar no assunto, e a pensar neles. A gastar o precioso tempo das nossas vidas a imaginar coisas nas nossas cabeças e a inventar maneiras de uma possível vingança.

Acordamos vários dias com o mesmo sonho: Essa tal amiga a aceitar o facto de que o seu melhor amigo tem namorada, e que essa namorada somos nós! Mas depois, apercebemos-nos da realidade e de que ainda nada disso aconteceu.

O que eles não sabem é que nós chegamos a sofrer com isso, não porque estamos com ciúmes, mas porque mais ninguém vê. E quando decidimos falar com eles com naturalidade acerca da sua melhor amigazinha, eles reagem de uma forma como se nós tivéssemos mortinhas de ciúmes, mas não, o que nós temos nesta situação é raiva!

Mas pronto, temos que a aceitar. Ver o revirar de olhos dela e simplesmente ignorar. Ver o seu sorrisinho patético e sorrir também.

É este um dos nossos sacrifícios que por vezes levam a que a necessidade de vingança aumente drasticamente para níveis elevadíssimos.

E depois ainda dizem que as mulheres são más? Não, nós não somos, apenas queremos pagar da mesma moeda. :)




-Sɑrɑ Rɑmos-


(este texto é dedicado a uma amiga que está a passar por esta situação, ela sabe quem é. Força! )