terça-feira, 15 de abril de 2014

Fundo do poço

Ontem foi o dia em que me senti mais perdida em toda a minha vida.

Há dias em que nos sentimos perdidos porque alguma coisa acontece, ou algo corre muito mal, mas nada em comparação como o dia de ontem.

As pessoas desiludem muito, e nem eu sabia o quanto. E quando ontem me apercebi da desilusão que causara, fugi. Fugi da minha vida, fugi de casa, e procurei um sitio, um lugar onde me pudesse acalmar.

Dei por mim a não procurar um lugar para me acalmar, mas sim um lugar onde pudesse, de uma vez por todas, ficar em paz para a eternidade (supondo que sabem que isto é uma hipérbole).

Senti que não valia a pena lutar mais, que não haveria volta a dar.

Ontem "cheguei mesmo no fundo do poço". Já não queria viver, mas mesmo assim não consegui terminar ali.

Pensei em Londres, sítio que nunca visitei e que é um sonho lá ir. Imaginei-me com 21 anos (que para mim é a idade perfeita) e onde estaria e que estaria a fazer.
Enfim, pensei em tudo o que ainda tinha pela frente na minha vida e que nunca iria viver, se desistisse.

Por tudo isto, ainda aqui estou. Porém o dia de ontem não me sai da cabeça e nunca me irá sair. Principalmente pela razão que me levou ao fundo do poço.

A essa razão tenho um ódio profundo, e uma vontade enorme de vingança.

Nunca fui muito de perdoar as pessoas, ou as situações, e agora, nesta ocasião muito menos.

"Quando se deixa entrar a escuridão nunca mais se é a mesma" e ontem eu deixei-a entrar.


-Sɑrɑ Rɑmos-

2 comentários:

  1. Fazes mal em ser vingativa. e ja que chegaste ao fundo do poço agora arranja força para voltares para cima.

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  2. Sim, eu sei. Obrigada pela sua opinião.

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