quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O "ex".

Antes mesmo de existir um relacionamento deve existir uma base, uma amizade, e acho que essa base acaba por nunca deixar existir. A amizade é uma das ligações mais importantes e algumas chegam a ser para uma vida.

Um relacionamento pode acabar de várias formas: com ódio, com amizade, ou apenas normalmente e cada um segue a sua vida...

Aí surge a palavra "ex". O "ex" relacionamento, o/a "ex" namorado (a), o "ex" amor, o "ex"...

Qual é a função do "ex"?

Recordar, é o que eu acho. Se o relacionamento acabou é porque não dava para continuar, então devemos lembrar-mo-nos dele para não voltarmos a cometer os mesmos erros. O "ex" relacionamento serve para nos mostrar um caminho que não devemos seguir, um caminho que acabou.

A amizade com o "ex" namorado (a) pode existir e pode tornar-se uma boa amizade, mas claro, uma amizade com limites. Há certas coisas que não fica bem contar a um "ex" ou apenas desabafar.

A amizade pode continuar mas com alguns limites.

Por exemplo:

1. Não vamos contar ao nosso "ex" que sentimos falta do passado, ele pode entender de um sentido errado. Só lhe dizemos isso se, claro, estivermos a pensar em voltar ao relacionamento antigo.

2. Não lhe vamos dizer certas coisas do nosso relacionamento atual (se o tivermos) ou apenas da nossa nova paixoneta... E isto claro, por uma questão de respeito.

3. Não ligamos para o nosso "ex" quando o nosso seguinte relacionamento acaba (é um pouco patético). Ah, e mais uma vez, só fazemos isto quando queremos MESMO que o relacionamento com o "ex" volte.

Um "ex" pode ter uma história connosco, pode ter uma amizade, pode ser uma pessoa maravilhosa, mas há coisas que não se dizem, e algumas que ficam mesmo mal serem ditas.

Fica a dica.


-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

O Diário

Sempre tive um diário onde apontava os acontecimentos mais importantes do meu dia-a-dia. Quando era criança era fantástico ter o diário e apontava tudo ao mais ínfimo pormenor.

Não sei o quê, mas algo me levava a apontar tudo. Quando conhecia uma pessoa nova, descrevia-a e apontava o seu nome. Talvez porque tivesse medo de esquecer o que se passou, ou talvez porque achava que um diário tinha essa função: de guardar todos os detalhes do dia-a-dia.

Comecei a crescer e deixei de escrever tudo ao detalhe no meu diário. Pensava "E se alguém encontrar o meu diário e o ler?", então, contava tudo com metáforas que só eu percebia e às quais só eu conseguia decifrar. Ao fim de uns meses decidi pôr fim ao meu diário e queimei-o.

Ainda hoje tenho o mau hábito de contar tudo muito superficialmente e não contar nada com detalhes. Mesmo até quando escrevo estes meus textos para o blogue é tudo muito superficialmente, hábito que tento evitar mas sem êxito.

Vou então começar a escrever um diário, mas desta vez de forma diferente: vou apontar o mais importante e só o mais importante, afinal de contas vai ser giro um dia mais tarde ler as minha aventuras de quando tinha 17 anos.


-Sɑrɑ Rɑmos-

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Decisões precipitadas.

De um momento para o outro, uma simples ação pode mudar o estado de espírito de uma pessoa de tal forma que nos parece quase impossível.

Uma frase, ação ou até mesmo atitude pode mudar a nossa forma de estar, o nosso estado de espírito e ainda a nossa forma de pensar.

Coisas que acontecem, ao longo da vida, vão mudando quem somos. Algumas chegam a ser de tal forma tão marcantes que passamos o resto do dia a pensar nelas, e talvez até o resto da vida, mas são estas situações marcantes que nos ajudam ou não a entender melhor a situação em que nos encontramos.

Decisões precipitadas, é algo que acontece com alguma frequência na vida das pessoas, e são elas a causa de maior parte dessas "mudanças de estado de espírito" repentinas. Por vezes correm bem, porque ajudam a seguir a vida de melhor forma, outras vezes chega a correr tão mal que nos muda o rumo da vida por completo e encontra-mo-nos perdidos e sem caminho a seguir.

Seja como for, o melhor é evitar estas decisões e tentar sempre refletir no assunto antes de agir. Fazer um contra balanço entre os pontos positivos e pontos negativos e avaliar a melhor forma de agir perante determinada situação; E ainda tentar pensar em tudo o que vai depender dessa mesma decisão, para no final não termos surpresas desagradáveis e virmos a sofrer com consequências.

Devemos sempre tomar decisões quando estamos calmos e não no auge do momento. Quando estamos irritados, tristes, chateados não é o melhor momento para tomarmos decisões uma vez que estamos a ser influenciados pelos nossos sentimentos. Mas se pensarmos bem, quando estamos felizes, as nossas decisões também dependem dessa mesma felicidade, por isso o melhor mesmo era tomar decisões sem influência qualquer por parte dos sentimentos e emoções, mas o ser humano é muito complexo o que torna essa teoria, apenas uma teoria muito diferente da prática.

No entanto, tendo ou não influencia pelos sentimentos, devemos evitar tomar decisões quando estamos num estado de espírito negativo.

-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O que não sabemos.

Há coisas que os outros sabem e que nós não sabemos acerca de nós mesmos.

Há atos involuntários e coisas que fazemos inconscientemente que por vezes só os outros notam, porque é de tal forma inconsciente que nós não reparamos. Simples atitudes, gestos, ações... Não damos demasiada importância, mas por vezes simples coisas mostram quem realmente nós somos.

Por vezes pensamos que somos de uma maneira mas apenas nos enganamos a nós próprios, depois há sempre alguém na nossa vida que nos confronta e diz o que na realidade se passa. De inicio não queremos acreditar, e juramos a pés juntos que não é verdade, mas com o tempo, conseguimos perceber e dar razão.

Mas quando nos apercebemos já é tarde, e pode já haver muita confusão na nossa vida, e muitas asneiras que tenhamos cometido. Depois damos razão às pessoas que nos confrontaram, mas não admitimos, porque não queremos dar a saber que alguém nos conhecia melhor do que nos conhecíamos a nós mesmos.

É para isso que servem os amigos, para conhecerem a nossa "outra parte", a que nós não conhecemos, a qual desconhecemos.

-Sɑrɑ Rɑmos-

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A imaginação

O nosso pensamento, ultrapassa todas as barreiras entre a realidade física e a metafisica.

A imaginação é um importante factor que distingue o homem de todos os outros seres vivos. É ela que nos leva a criar mundos, histórias, espécies e personagens que não existem. É ela que faz com que o ser humano se diferencie cada vez mais dos animais, e que aprenda e crie novas coisas.

Também é a imaginação que muitas vezes está presente nos nossos tempos de lazer, e faz com que esqueçamos de uma vez quem somos, onde vivemos e todos os problemas que temos na vida.

A imaginação pode nos ajudar a viajar por todos os sítios e todos os mundos imaginários, e sem sequer sairmos do nosso lugar. Basta fechar os olhos, ou ouvir uma música para que imaginemos que estamos noutro local. É de facto um maravilhoso talento este, de possuir a imaginação. E se nos foi um talento dado é porque o devemos utilizar. Usar a imaginação para além de manter o nosso espírito aberto a novas ideias, ajuda a trabalhar o cérebro e faz com que se formem ideias e ideias. Ideias essas que mais tarde nos podem ajudar.

A imaginação é algo que alimenta a alma, algo que nos torna puros e que faz de nós eternas crianças.



-Sɑrɑ Rɑmos-

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Preconceito

Não sei porque há pessoas contra a adoção por parte dos casais homossexuais. Já aceitaram o casamento, e não aceitam a adoção?

"As crianças vão ficar com problemas psicologicamente pelo facto de ter duas mães ou dois pais..." É uma ideia totalmente errada!!

Sim, vai ser diferente e vai ser difícil para uma criança dizer na escola que tem dois pais ou duas mães, mas estamos numa altura de mudança e temos que aceitar.

No outro dia vi um comentário na net que dizia nada mais nada menos: "Os homossexuais adotam crianças que os heterossexuais abandonam."

Não é totalmente, mas é apenas uma ideia e está correta. Há tantas crianças em orfanatos. Crianças que não têm uma família, que não sabem o que é ter pais... E ainda ficam contra a adopção por parte dos casais homossexuais? Eles irão adotar! Adotar crianças. Se pensarmos bem vão tirar crianças de um orfanato, dar-lhes uma casa, dar-lhes o que eles mais querem: uma familia e uns pais.

No meu ponto de vista não interessa se é casal homossexual ou heterossexual, acho que todos têm os mesmos direitos.

Pensem para vocês mesmos. Têm o sonho de serem pais um dia? Se sim, imaginem que eram homossexuais. Não adorariam mesmo assim ter um filho ou uma filha?

Quase todos nós deseja-mos ter filhos, é um sonho vê-los correr pela casa fora e ver que são felizes connosco. Mas para os homossexuais esse sonho é quase impossível sem a adoção. Não sejam egoístas a esse ponto!

-Sɑrɑ Rɑmos-

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Saudade.

Quando olhamos para fotos antigas em que estamos com pessoas que já saíram da nossa vida, sentimos saudade. É inevitável. Lembrarmos dos momentos que passamos com elas, que nunca mais se vão voltar a repetir... É claro que temos saudade.

Essas pessoas seguiram um caminho diferente, e deixaram o mesmo caminho que nós seguimos. Pessoas que nos foram muito importantes, e outras, que nem tanto.

O que custa é olhar para momentos únicos, momentos que nunca mais se poderão repetir e de tal forma fantásticos que é quase impossível de explicar. São esses momentos de que sinto falta e saudades. E quando esses momentos são partilhados com pessoas que já saíram da nossa vida, isso faz-nos ter saudades dessas pessoas.

Mas não podemos fazer nada. Não podemos "obrigar" a que as pessoas fiquem na nossa vida.

Apenas podemos desejar que o caminho da vida dessas pessoas se volte a cruzar com o nosso. E esperar que este desejo se realize.




-Sɑrɑ Rɑmos-