Não sei o quê, mas algo me levava a apontar tudo. Quando conhecia uma pessoa nova, descrevia-a e apontava o seu nome. Talvez porque tivesse medo de esquecer o que se passou, ou talvez porque achava que um diário tinha essa função: de guardar todos os detalhes do dia-a-dia.
Comecei a crescer e deixei de escrever tudo ao detalhe no meu diário. Pensava "E se alguém encontrar o meu diário e o ler?", então, contava tudo com metáforas que só eu percebia e às quais só eu conseguia decifrar. Ao fim de uns meses decidi pôr fim ao meu diário e queimei-o.
Ainda hoje tenho o mau hábito de contar tudo muito superficialmente e não contar nada com detalhes. Mesmo até quando escrevo estes meus textos para o blogue é tudo muito superficialmente, hábito que tento evitar mas sem êxito.
Vou então começar a escrever um diário, mas desta vez de forma diferente: vou apontar o mais importante e só o mais importante, afinal de contas vai ser giro um dia mais tarde ler as minha aventuras de quando tinha 17 anos.
-Sɑrɑ Rɑmos-
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