sábado, 23 de novembro de 2013

Dramatizar

"Ver tudo pelo lado positivo", muita gente rege-se por esta 'máxima' e eu tento adotá-la no meu dia. Mas por mais que me digam que tenho que ver tudo o que acontece pelo lado positivo eu não consigo, acho que dentro de mim há um "eu" muito dramático.

Tenho o dom de transformar qualquer acontecimento do meu dia a dia num verdadeiro drama, e é de tal maneira tão forte o poder de dramatizar, que só mais tarde me apercebo do drama que fiz.

Gostava de ver tudo pelo lado positivo e por vezes penso muito bem em tudo o que acontece, mas  em 80% dos casos não consigo encontrar nada de positivo. Vejo tudo numa perspetiva dramática e negativista, e não posso fazer nada para mudar isto, visto que já faz parte da minha personalidade.

Dramatizar por um lado faz bem. Uma pessoa que tente e encontre um ponto positivo em tudo o que acontece, pode por vezes iludir-se, pensar que certo aspeto é mesmo positivo e na verdade não o ser. Enquanto que a pessoa que dramatiza nunca espera nada de bom, e então não se ilude.

Dramatizar é uma virtude: nem toda a gente é apto para criar drama e em certas ocasiões é necessária esta capacidade.

No entanto Dramatizar também é um defeito, pois podemos transformar uma coisa simples em complexa, e fazer com que pareça o fim do mundo, daí a expressão "Fazer uma tempestade num copo de água".

Se é virtude ou defeito é muito subjetivo, tudo depende da maneira de uma pessoa pensar e do que ela considera mais importante.

(nota: Dramatizar neste texto é um sinónimo de exagerar; Não está relacionado com teatro).




-Sɑrɑ Rɑmos-

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A Dança

Dançar é uma forma de nos libertarmos e aos sentimentos presos dentro de nós.

Na dança podemos ser quem quisermos, basta fechar os olhos e imaginar. Pôr a musica a tocar e deixar-nos levar. Deixar com que toda a raiva, todo o amor, toda a fúria e felicidade se liberte, deixar que por momentos nos dominem através da dança.

Dança é uma forma de arte, relaxamento e mesmo de combate ao stress, tal como o yoga. Se experimentarmos ao final de uma dia stressante fecharmos os olhos, ouvir musica calma e tentar dançar iremos reparar que ficamos muito melhor. Mesmo que não saibamos dançar, basta apenas gesticular movimentos de braços e do corpo de acordo com o ritmo da música.

A dança só traz benefícios: para além de estar enquadrada nas modalidades desportivas, porque queima calorias, também nos ajuda a ter mais equilíbrio, mais flexibilidade e melhorar a nossa coordenação motora. Ajuda-nos também a nível da agilidade e postura, e faz com que trabalhemos músculos e articulações que diariamente não trabalhamos. A dança também interage com a memória, a atenção, o ritmo e até a nossa capacidade de comunicação e de transmissão de sentimentos.

E a dança do ventre, que está tão ligada às mulheres ajuda-as a ganharem auto-estima e confiança com o corpo, pois este tipo de dança envolve movimentos femininos, delicados e sensuais.




Dançar faz bem ao corpo e à alma.



-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Dias maus

Dias maus, todos nós temos.

Seja porque algo acontece de mal, ou simplesmente porque o dia não corre tão bem como nos outros dias.

Nestes "dias maus" nós "amplificamos" os sentimentos maus: Senti-mo-nos mais tristes, mais afastados das pessoas, mais sozinhos e pensamos em tudo menos em pensamentos felizes. Mesmo que o dia seja feliz, e tenha todos os critérios para que seja bom, nós estamos tão fixos na ideia do "dia mau" que nem damos importância aos momentos bons que acontecem à nossa volta.

Passamos o dia a pensar no dia seguinte, e só desejamos que o dia atual passe rápido. Estamos tão concentrados neste desejo que acabamos por esquecer a vida em si, esquecemos as pessoas e esquece-mo-nos de nós mesmos e das nossas responsabilidades. Mas o ponto mais negativo de entre tudo isto é que esta ideia se vai tornar cíclica. Vai chegar a uma altura em que todos os dias se tornam "maus" e o único objetivo que temos é chegar ao dia seguinte, desta forma pioramos ainda mais a nossa situação e também a forma como o dia corre.

Se não pensássemos que o dia era bom ou mau, e nos limitássemos a viver e a dar atenção a tudo ao nosso redor, viríamos que há sempre razões para sorrir ao final de cada dia e este conceito de "dia mau" deixaria de existir.

-Sɑrɑ Rɑmos-

domingo, 17 de novembro de 2013

O olhar não mente

O brilho dos olhos de felicidade não desaparece, mesmo quando estiver a chorar "a fingir". Os olhos são o espelho da alma, e mesmo que sorria cheia de tristeza ou chore cheia de alegria, quem me olhar nos olhos irá ver o meu verdadeiro ser.

Somos incapazes de controlar o sentimento que transmitimos pelo olhar, ele estará triste se estiver-mos tristes e feliz se estiver-mos felizes.

No meu dia a dia, evito ao máximo "fingir" quando estou com amigos ou pessoas em quem posso confiar. Eles sabem como eu sou, confiam em mim, e não necessitam de estar a olhar-me nos olhos para saber que estou a ser verdadeira, mas o resto das pessoas, bem, isso já é diferente. Não estou a dizer que lhes minto, não. Apenas omito o que estou a sentir, sou capaz de não rir de uma piada e até sorrir quando não tenho vontade, tudo porque apenas lhes mostro o que quero e afinal eles não tem de saber tudo até porque não são importantes.

-Sɑrɑ Rɑmos- (com a ajuda de Pedro Fernandes) .

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Ser sexy

Ser sexy é algo mais do que apenas ser giro. Há pessoas que confundem "ser sexy" com "ser bonito", mas devo dizer-vos que sim, esse é de facto um factor também importante, mas não o único.

Ao contrário do que muita gente pensa, o que nos torna sexy's não é só o decote, o cabelo, as roupas... Ser sexy pode relacionar-se com confiança que temos, a nossa personalidade e mesmo as nossas atitudes.

Mais relativamente a raparigas:

Não é preciso andar-se destapada e quase sem roupa para se ser sexy. Não é preciso as raparigas terem o umbigo à mostra ou um piercing, ou até usar calções que mais parecem umas cuecas! Uma pessoa pode ser sexy mesmo com calças e camisola de gola alta. As atitudes e a forma de uma pessoa ser é o que mais importa para ser sexy.

Se calhar, os jovens de hoje pensam mesmo que ser-se sexy significa andar-se destapado, visto que algumas raparigas, atualmente, parecem umas autenticas prostitutas. ( Desculpem dizer isto, mas o que irei chamar a raparigas com 13 anos que andam todas destapadas e lábios pintados de vermelho? Eu, com 13 anos quase que ainda brincava com Barbie's! ).








Este homem sim, pode ser sexy, mas não é necessário todos os homens estarem em boxers ou cuecas para o serem, ou até terem abdominais.

O Johnny Depp, por exemplo, para mim, é um homem extremamente sexy, e não precisa de estar em cuecas para o ser. A sua forma de ser, o seu charme e a sua voz calma e rouca fazem com que ele seja sexy.





Ian Somerhalder.
Sejam os seus olhos azuis, o seu sorriso, ou o simples facto de ter a "barba por fazer", mas sem duvida é sexy.





E há muitas outras formas de um homem ser sexy ( no meu ponto de vista) :
  • A cozinhar;
  • A dormir, com a sua cara de inocente e indefeso;
  • Quando tem a barba por fazer (estilo Ian Somerhalder);
  • Quando joga futebol;
  • Quando brincam com animais e crianças.


Mas assim como são os homens também são as mulheres:






As mulheres, não precisam necessariamente de estar em lingerie para serem sexy's e um exemplo disso é a Angelina Jolie. Os lábios grossos, a cor dos olhos, o sinal em cima da sobrancelha, acho que apenas isto já a torna sexy.




E agora, supondo que estou a pensar corretamente, os homens acham as mulheres sexy's:
  • Quando acabam de acordar;
  • Se forem inteligentes;
  • Quando se maquilham, ou vestem;
  • Quando trincam o lábio.


Estes são pequenos exemplos de como os homens e as mulheres podem ser sexy's sem estarem despidos, ou semi-despidos.
Isto mostra que o ser sexy não tem nada a ver com a nudez ou a exposição do corpo. Ser sexy é muito mais que isso.


-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Tecnologia

A minha infância foi vivida com o mínimo de tecnologia possível. Passava o dia no jardim, a brincar com outras crianças. Subia às árvores, saltava à corda, caia e esfolava os joelhos...

A primeira vez que tive um telemóvel foi com 9 anos, e mesmo assim, passava os dias inteiros dentro da mochila. Foi com 9 anos que fui para o 5º ano de escolaridade e como a escola era na vila e eu morava na aldeia, tinha um telemóvel para o caso de alguma emergência, e também como uma forma de ser controlada pela minha mãe (mas isso é outra história).

A verdade é que não ligava ao telemóvel e não necessitava dele para nada. Televisão raramente olhava para ela, preferia sem sombra de dúvida andar de bicicleta, ou ir jogar futebol.

Hoje em dia, olho para os mais pequenos e penso o quanto a sociedade mudou. Eles parece que já nascem com telemóveis na mão. Vão para o 1ºano já com um telemóvel topo de gama e um ipod no bolso. Passam a vida a falar de jogos de computador ou de séries de televisão, e nem sequer se importam com correr ou andar de bicicleta.

Eu até aos meus 14 anos de idade era capaz de viver sem computador, sem televisão, sem telemóvel, na actualidade uma criança de uns 9 anos se calhar já não o é capaz.

Por um lado é bom, saber que a sociedade e a tecnologia anda a evoluir, mas por outro é mau.

As crianças já não se interessam por jogos na rua ou por lendas que os maus idosos contam, o que lhes interessa agora são as novas tecnologias. Temo que esta seja uma forma de muitas lendas e histórias que passaram de gerações em gerações se percam, e temo sem duvida a forma como estas crianças serão daqui a uns anos.

-Sɑrɑ Rɑmos-

domingo, 10 de novembro de 2013

O que a musica diz de nós

Assim como dizem que os vídeo-jogos fazem as crianças violentas, o mesmo é dito com a musica, que musica violenta nos torna agressivos, e que musica Emo nos dá tendências suicidas...

Parece simples e real. Mas não o é talvez posso incentivar esse comportamentos, mas não causa deles.

Nem toda a gente que houve pop é uma "tia" ou uma "barbie" nem anda sempre na noite, assim como quem houve reagge não necessariamente fuma cannabis, nem quem ouve dubstep toma LSD's, nem quem houve Metal, é satânico ou adora causar o pânico.

Assim como quem veste preto não é necessariamente gótico, nem obrigado apenas a ouvir Death Metal, assim como muitas outras coisas na vida o gosto pela musica é algo que nasce connosco e vamos aperfeiçoando e evoluindo ao longo dos tempos.

E não somos obrigados a ouvir apenas um estilo de musica, todos os estilos de musica tem musicas fantásticas e musicas péssimas, assim como tudo na vida.

Nunca julguem ninguém pelas aparências ou pelo estilo musical. O ser humano é muito mais complexo que isso.
Nem sempre uma pessoa que ouve música clássica é calma, ou uma pessoa que ouve rock é agitada. Para algumas pessoas o rock pode-lhes trazer até paz e sossego. A verdade é que a música só nos transmite aquilo que nós queremos, é por isso que é tão subjectiva e variada.


--Pedro Fernandes--