Passaram uns 10 minutos e ouço a voz de um rapaz " Vai, busca, vai..." achei estranho, mas não me importei e nem sequer abri os olhos para ver o que se passava. " Vai, vai..." dizia a mesma voz que tinha ouvido anteriormente, desta vez parecia que a voz se encontrava mais próxima do sitio onde estava, mas mesmo assim mantive a minha postura imóvel.
De repente sinto algo a tocar-me na barriga, abro rapidamente os olhos e solto um pequeno grito. Vejo que estava um cão pequenino na minha barriga, e o dono dele a aproximar-se de mim. O dono, era um rapaz loiro, olhos verdes e devia ter a minha idade. Tirei os phones das orelhas e sorri para ele, já que o susto tinha passado. Peguei no pequeno cão, que ainda estava na minha barriga.
- " Desculpa, o meu cão mete-se sempre com as raparigas lindas da praia."
Sem reação ao que acabara de ouvir, apenas lhe sorri. Que parvalhão! pensei eu.
- " Hum, e parece que ele gosta muito de ti, e não te quer largar."
Inconscientemente pousei o cão ao meu lado, e afastei-o.
- " Posso sentar-me aqui um bocadinho?"
Disse ele, apontando para o espaço ao meu lado. E foi essa a primeira vez que eu tive a coragem de falar:
- " Hum, estou à espera do meu namorado..."
- " Ah, ok... Então eu vou andando, prazer em conhecer-te"
E sem mais nem menos, e para minha felicidade, foi embora. Na realidade eu estava à espera dos meus pais e não do meu namorado, mas disse isto como forma de o afastar e funcionou.
Mais tarde é que associei a voz do rapaz, àquela voz que ouvia de inicio, e reparei que o cão veio ter comigo porque o rapaz lhe ordenou, e que aquilo foi apenas uma tentativa falhada de me conhecer.
Agora para os rapazes que utilizam estas técnicas para "meter conversa": Desistam, a sério, com isto não vão a lado nenhum. O amor surge quando e onde menos esperamos, não tentem mudar as leis do Universo.
- Sɑrɑ Rɑmos -





