domingo, 1 de setembro de 2013

Por vezes temos que fingir

Senti-mo-nos sozinhos sem ninguém, tentamos explicar isso aos vários amigos que temos e obtemos sempre a mesma resposta " Não estás sozinho, tens-me a mim.".
Senti-mo-nos tristes, e não há nada nem ninguém que nos faça alegrar. 
Senti-mo-nos vazios e nada nos pode "preencher".

É nestas alturas que por vezes somos "obrigados" a fingir, somos obrigados a ser-mos bons actores, e pensar que a nossa vida é apenas uma peça de teatro.
Somos "obrigados", porque toda a gente nos enche de frases "Eu estou aqui, podes desabafar", mas nós não queremos desabafar; "Podes-me contar tudo, eu sou um túmulo", mas nós não queremos contar nada; "Podes chorar, eu consolo-te", mas nós não queremos chorar...

Por imensas razões como estas, torna-se impossível mostrar os nossos verdadeiros sentimentos, por isso por vezes temos que fingir. Tentar ser-mos actores 24 horas por dia, e fingir estar-mos normais para que ninguém se aperceba que estamos tristes. 

Temos que fingir sorrisos, conter lágrimas, dizer palavras que não queremos... Enfim, magoar o nosso coração, pois fingimos ser alguém que não somos, fingimos ter sentimentos que naquele momento não temos, fingimos ...

A única coisa boa nisto tudo: aperfeiçoa-mos a nossa capacidade teatral e a nossa capacidade de ocultar os nossos sentimentos.


- Sɑrɑ Rɑmos -

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