Quebrei uma promessa.
Quando a fiz, já sabia que iria ser difícil de a manter, sem a quebrar. No entanto fiz, pensando que iria ser forte o suficiente para contrariar o meu destino. Fazer frente à vida, e vencer. Mas mais uma vez o destino mostrou-se mais forte que eu.
Num momento de raiva, quando nós não pensamos e apenas agimos, quebrei a promessa. A minha mente sussurrava-me palavras malvadas, a minha alma desafiava-me, o coração nada fazia, apenas batia rapidamente como se me quisesse sair do peito. É uma luta interior que nos desafia muito. É uma luta complicada que nos leva a fazer de tudo, para que pare.
E foi assim que quebrei a promessa: fiz o que não devia, para travar a batalha que acontecia dentro de mim.
A tesoura, dentro da minha gaveta, pareceu-me a escolha correta. E a dor aumentava cada vez mais. Eu tinha que a parar. Foi aí que peguei na tesoura. Cortei-me. E como se a dor fosse um fio de sangue, saiu do meu corpo, assim que apareceu uma linha de sangue na minha mão.
Tinha-lhe prometido que nunca mais me voltaria a cortar. Mas, o destino quis que voltasse a falhar novamente, perante alguém que eu amo.
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