quarta-feira, 19 de março de 2014

Obrigado Pai!

Chega este dia e não consigo ver defeitos no meu pai.

Claro que no último ano houve discussões, palavras ditas sem pensar, e incompreensão. Mas o meu Pai, como grande Pai que é, perdoo-me, ajudou-me a enfrentar os problemas, e nas alturas em que eu parecia ser incompreendida por toda a gente, ele apoio-me.

Depois ainda há aquelas alturas de extrema diversão, e momentos de felicidade em que ele esteve presente. Em certas alturas, ele não é apenas um pai, mas um amigo. Devo dizer que o meu pai, com os seus 40 e poucos anos que tem, ainda brinca e é muito divertido (afinal de contas uma coisa não impede a outra).

Recuando para trás no tempo, na minha infância, ainda me lembro dele me pôr de castigo e "ralhar" comigo. Na altura não compreendi e achei que era ele a ser "mau". Agora, agradeço-lhe. Pois algumas palmadas foram bem dadas, e os castigos bem atribuídos, pois ajudou-me a ser a pessoa que sou e que hei-de ser.


Tenho que lhe agradecer a ele ( e à minha mãe, claro) pela pessoa que sou hoje, pela educação que recebi, e pelos valores éticos e morais que me transmitiu. Tenho que lhe agradecer ainda o facto de nunca me ter faltado nada durante estes 17 anos, e de me ajudar sempre da melhor forma que pode.

Sei que metade dos cabelos brancos que ele tem, fui eu que lhos pus, e ele faz questão de me lembrar disso :). Por isso aqui vai:

Desculpa Pai por alguma coisa que tenha feito de mal, desculpa as minhas birras e teimosias. Desculpa nem sempre te dar o devido valor, mas aqui estou eu a dar-to.

Obrigado por me teres transmitido este "bichinho" pela Fotografia, e ensinado o que é a boa música; Por me teres ensinado a andar de bicicleta (coisa que ainda me lembro, e que foi incrivelmente difícil, sem as rodinhas pequeninas ahah ); 
Obrigado por me teres transmitido a cor de cabelo e olhos. :)
Enfim, Obrigado por tudo, meu Pai.




-Sɑrɑ Rɑmos-

segunda-feira, 17 de março de 2014

Um momento de paz.

Há alturas em que só me apetece desistir, e alturas há em que só me apetece lutar e esforçar-me.

Hoje apetece-me desistir de tudo, principalmente da vida.

Não aguento ver-me a morrer aos poucos, pois todos os dias um pedaço de mim morre. A cada dia que passa, a felicidade está mais distante e com ela, as pessoas que fazem parte da minha vida.

Sinto que a minha vontade de continuar está a escassear, e que o fim está próximo. Não aguento mais uns anos, ou apenas uns meses... Simplesmente não aguento.

Estou farta de tudo isto; A minha cabeça parece que explode, cheia de pensamentos, e só deseja parar, tal como o meu coração.

Queria um momento de paz, um momento de descanso. Um momento onde me esquece-se de tudo à minha volta e de toda a minha vida.

Adorava viver a vida apenas no momento, mas já desisti. Eu planeio constantemente o futuro, e é isso talvez que não me deixe viver plenamente

Mas não há nada a fazer, apenas esperar por um momento de paz.



-Sɑrɑ Rɑmos-

sexta-feira, 7 de março de 2014

Amiga convencida.

Todas nós, mulheres, temos aquela amiga que é sempre mais convencida, mas é nossa amiga e é o que importa.

Os nossos namorados também costumam ter uma amiga desse tipo, e temos que a aceitar tal como ela é, como fazemos com a nossa amiga.

O problema é que não é assim tão fácil.

E se ela por algum motivo começar uma "batalha" connosco? E se ela fizer de tudo para que a relação que ainda não existe entre nós não chegue a existir? Isso é o mais complicado.

E para complicar mais a situação: Ninguém vê o que ela faz, é como se ela tivesse sido assim toda a vida. Os namorados aceitam-na, tal como aceitamos a nossa amiga, mas eles não vêem? Não se apercebem?

Eles vêem sim, mas fingem que não sabem. O que eles querem é divertir-se e ter alguém com quem se divertir! Enquanto nós, com ciúmes e raiva, ficamos a pensar no assunto, e a pensar neles. A gastar o precioso tempo das nossas vidas a imaginar coisas nas nossas cabeças e a inventar maneiras de uma possível vingança.

Acordamos vários dias com o mesmo sonho: Essa tal amiga a aceitar o facto de que o seu melhor amigo tem namorada, e que essa namorada somos nós! Mas depois, apercebemos-nos da realidade e de que ainda nada disso aconteceu.

O que eles não sabem é que nós chegamos a sofrer com isso, não porque estamos com ciúmes, mas porque mais ninguém vê. E quando decidimos falar com eles com naturalidade acerca da sua melhor amigazinha, eles reagem de uma forma como se nós tivéssemos mortinhas de ciúmes, mas não, o que nós temos nesta situação é raiva!

Mas pronto, temos que a aceitar. Ver o revirar de olhos dela e simplesmente ignorar. Ver o seu sorrisinho patético e sorrir também.

É este um dos nossos sacrifícios que por vezes levam a que a necessidade de vingança aumente drasticamente para níveis elevadíssimos.

E depois ainda dizem que as mulheres são más? Não, nós não somos, apenas queremos pagar da mesma moeda. :)




-Sɑrɑ Rɑmos-


(este texto é dedicado a uma amiga que está a passar por esta situação, ela sabe quem é. Força! )

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Um sonho que é apenas um sonho.

Sempre fui uma criança com muitos sonhos. Desde cedo comecei a pensar no que "queria ser quando fosse grande", e ainda agora penso sem saber ao certo.

Eu adorava experimentar várias profissões. Adorava passar por todas as experiências de vida, possíveis e imagináveis.

Ao mesmo tempo que quero ser Astrónoma, quero ser Arquitecta, quero ser Advogada. Seguir Engenharia Informática, Artes, Fotografia. Ser bombeira, polícia...Astronauta! Queria ser médica pediatra, ou então médica de medicina tradicional chinesa. Queria ser jornalista ou apresentadora de televisão, ser bailarina profissional... Saber tocar piano, guitarra, saber ballet... Ser professora de Filosofia ou Psicologia... Ser vocalista de uma banda de rock...

Sempre sonhei com tudo isto, e muito mais...

Sempre quis tudo isto, e não me decido por uma coisa só. Imagino e tenho esperanças de tirar muitos cursos superiores e trabalhar em várias áreas.

No entanto, não é possível ser tudo isto. Não conseguiria, na minha vida toda, ter tempo para estudar e trabalhar em todas estas áreas. Tenho que optar por algumas, ou apenas uma.

Mas do que eu gosto mesmo?

Para tal pergunta não tinha resposta até à bem pouco tempo, mas finalmente já a descobri:
O que eu quero é representar.

Com a representação posso ser quem eu quiser. Posso experimentar todas estas profissões e muitas mais. Posso ter experiências diferentes, vidas diferentes, profissões diferentes e tudo isto porque posso dar vida a personagens diferentes! 

Posso num dia ser uma Jornalista, e no dia a seguir ser Médica. Posso abrir horizontes e experimentar de tudo um pouco.

Com uma só profissão posso ser todas, o que acho fantástico.

Mas o meu sonho era ir para a London Theatre School, aprender representação, dança e canto. Aí, sim, iria-me sentir realizada. 

No entanto, este é um sonho que é apenas isso: um sonho.

-Sɑrɑ Rɑmos-

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Estar a mais.

Sentir que não nos encaixamos num determinado ambiente, ou que simplesmente estamos lá a mais, é como me sinto em determinadas ocasiões.

Estar no café com os amigos e falarem de um assunto do qual não tenho conhecimento. Eu fico lá e ouço-os atentamente, mas por vezes não faço a mínima ideia do que falam, e desligo. Desligo para o mundo real. Parece que tenho um botão na minha mente, e é nessas alturas que clico nele. Desligo e fico apenas pelos meus pensamentos, na minha mente, sítio onde sei tudo.

Estar com familiares, e começarem a falar de pessoas que nunca conheci, ou de lugares onde nunca estive. Sinto-me desconfortável. Sinto que não importo, que estou a mais, e que ninguém nota na minha triste presença.

Tento sempre evitar estas situações desconfortáveis, mas há sempre situações inevitáveis. Apenas estou lá em presença, enquanto a minha mente vagueia pelos meus pensamentos.

É incrivel que é nessas ocasiões que a minha mente cria associações fantásticas e inventa histórias dignas de um bom livro, no entanto há sempre alguém que destrói este meu estado de incrível inspiração e pergunta "Estás bem?" ou "O que tens?".

Aí volto a tomar atenção ao que se passa à minha volta, e retorno ao estado de desconforto. Volto a estar atenta à conversa e apercebo-me que agora já não falam da pessoa X que eu não conheço, mas sim do lugar Y no qual nunca estive.

Assim, volto mais uma vez a atenção para a minha mente. E isto continua, como um circulo vicioso, até que ... Quase por magia... Alguém se digna a ver a minha presença e diz "Sara...". Eu olho rapidamente para ver quem é, até que descubro que não estão a falar para mim, mas a conversar acerca de uma Sara que eu não conheço.

É sempre fantástico! (Ironia).



-Sɑrɑ Rɑmos-

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

" I can't remember to forget you."

Às vezes seria muito mais fácil se pode-se-mos controlar o que esquecemos e o que nos lembramos.

Seria muito mais fácil, controlar todas as nossas memórias tal como controlamos todos os ficheiros que se encontram no nosso pc, e clicar no "Delete" quando fosse necessário.

Desejamos esquecer algo que nos magoo, ou tentar esquecer uma pessoa e parece que, por ironia, ainda nos lembramos mais disso.

Não controlamos as memórias que ficam guardadas e as que não ficam. Não conseguimos controlar quando devemos ou não lembrar-nos de certas coisas. É uma área fora do nosso controlo.

Tento esquecer-me de certos acontecimentos, mas no dia a seguir esqueço-me de os esquecer. Parece confuso, mas eu lembro-me de tudo e chega por vezes a ser muito incomodo. Tentar esquecer uma coisa, e lembrar-me todos os dias de manhã dela. Torna-se stressante.

Mas o pior é tentar esquecer pessoas. As pessoas deixam marcas tão grandes na nossa vida que parece impossível esquecê-las por um único minuto que seja. E o que é mesmo mau é que nos lembramos delas nos momentos mais estranhos.

"I can't remember to forget you". Eu não me lembro de te esquecer.

É exatamente isto que acontece, eu não me lembro de esquecer algumas pessoas, e às vezes torna-se difícil.

Quando desejamos esquecer por completo alguém, há sempre uma frase, uma palavra, uma pulseira, um texto, uma fotografia, um sinal dessa pessoa... Afinal de contas, memórias não se controlam, e por vezes, no futuro, é bom recordarmos pessoas do nosso passado.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O "ex".

Antes mesmo de existir um relacionamento deve existir uma base, uma amizade, e acho que essa base acaba por nunca deixar existir. A amizade é uma das ligações mais importantes e algumas chegam a ser para uma vida.

Um relacionamento pode acabar de várias formas: com ódio, com amizade, ou apenas normalmente e cada um segue a sua vida...

Aí surge a palavra "ex". O "ex" relacionamento, o/a "ex" namorado (a), o "ex" amor, o "ex"...

Qual é a função do "ex"?

Recordar, é o que eu acho. Se o relacionamento acabou é porque não dava para continuar, então devemos lembrar-mo-nos dele para não voltarmos a cometer os mesmos erros. O "ex" relacionamento serve para nos mostrar um caminho que não devemos seguir, um caminho que acabou.

A amizade com o "ex" namorado (a) pode existir e pode tornar-se uma boa amizade, mas claro, uma amizade com limites. Há certas coisas que não fica bem contar a um "ex" ou apenas desabafar.

A amizade pode continuar mas com alguns limites.

Por exemplo:

1. Não vamos contar ao nosso "ex" que sentimos falta do passado, ele pode entender de um sentido errado. Só lhe dizemos isso se, claro, estivermos a pensar em voltar ao relacionamento antigo.

2. Não lhe vamos dizer certas coisas do nosso relacionamento atual (se o tivermos) ou apenas da nossa nova paixoneta... E isto claro, por uma questão de respeito.

3. Não ligamos para o nosso "ex" quando o nosso seguinte relacionamento acaba (é um pouco patético). Ah, e mais uma vez, só fazemos isto quando queremos MESMO que o relacionamento com o "ex" volte.

Um "ex" pode ter uma história connosco, pode ter uma amizade, pode ser uma pessoa maravilhosa, mas há coisas que não se dizem, e algumas que ficam mesmo mal serem ditas.

Fica a dica.


-Sɑrɑ Rɑmos-