quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Liberdade

A diversão é algo um pouco subjetivo e varia de pessoa para pessoa e o conceito de liberdade também.

Todos nós sonhamos em sermos livres, mas em conceitos tão diferentes que por vezes nem fazemos ideia.

Para uns liberdade é apenas sair de casa dos pais, fazer a sua vida, e ser independente. Para outros liberdade é puder sair à noite, ou mesmo durante  tarde, com os amigos, ir a bares, discotecas, e chegar a casa a que horas quiser, sem que ninguém esteja à sua espera. E ainda, para muitos, liberdade está associada ao facto de ter 18 anos no bilhete de identidade ou cartão de cidadão.

Termos há apenas um: "liberdade", mas conceitos há ínfimos.

O meu conceito de liberdade é um pouco diferente, mas também engloba o puder sair com amigos quando me apetecer. Sinto-me um pássaro sem asas, quando penso nisto. Sonho sempre com um futuro próximo, em que vivo "sozinha" e posso sair quando quero, sem ter de mandar um sms ou deixar um recado a avisar que vou sair.

Sim, é um conceito que joga muito com a felicidade / tristeza, mas é um conceito fútil, comparados com outros que se tornam na verdade muito importantes. No entanto não deixa de ser um conceito de liberdade por mais patético que seja.

Este será o ponto número 1 da minha liberdade, pois há muitos outros pontos que são fundamentais no futuro.

Mas este será o primeiro a ser alcançado, e se tudo correr bem, daqui a menos de um ano.

No entanto ainda falta muito tempo, e enquanto isso, deixo-me enganar com os sonhos que tenho, em que sou completamente livre.



- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Escolhas

Todos os dias fazemos escolhas: umas mais fáceis, outras difíceis.

São essas escolhas que moldam o nosso destino, moldam como será o dia de amanha, e até como será a próxima hora do dia.

E tudo, pode mudar num instante e dar uma volta de 180 graus. De um segundo para o outro a felicidade que temos pode passar a tristeza, ou vice-versa.

Há escolhas que fazemos no dia-a-dia que são pequenas e insignificantes, como o que vamos vestir ou o que vamos comer. Mas há outras decisões muito importantes que podem mudar o rumo da nossa vida. É nessas decisões importantes que necessitamos de racionalizar e pensar em tudo.

O coração e mente por vezes apontam para caminhos opostos, para decisões completamente diferentes, mas nós temos que ser fortes e encontrar o caminho certo a seguir, e em certas ocasiões é preciso 60% de coragem e 40% de loucura.

E muitas vezes é isso que faz com que façamos a escolha certa, e encontremos o nosso caminho.

--Pedro Fernandes e Sara Ramos--


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Ignorar ou não?

Uma vez, li um livro que dizia para nos livrarmos de todas as coisas que nos faziam infelizes, porque se já que não traziam felicidade, não eram importantes.

Desde que li isso, segui esse "conselho" com cuidado, e desfiz-me de coisas e objectos que me faziam infelizes. Músicas/ cartas/ objectos que me trouxessem más memórias eram eliminados e sentia-me bem com isso. A razão de ficar infeliz eram esses objectos, então livrar-me deles trazia mais felicidade.

Mas e se em vez de objectos que nos trazem infelicidade, estivermos a falar de pessoas? Devemos também "livrar-mo-nos" dessas pessoas? Devemos-nos afastar delas?

Eu tenho à minha volta pessoas que me fazem infelizes. O simples facto de falar com elas me deixa infeliz. Decidi fazer um tratamento de choque: Afastar-me dessas pessoas, nomeadamente de uma, em especifico.

Durante o dia hoje, apenas troquei uma dúzia de palavras com ela, sabendo que em média por dia, não passo uma hora sem falar com ela.

Ignorei essa pessoa o dia todo, mas estive todo o dia a pensar nela. Eu sempre fui assim, importo-me demasiado com as pessoas...

Continuando: Eu senti-me horrível e muito triste, mais do que se falasse com essa pessoa. No entanto, senti alivio, e vou explicar o porquê: Para que a pessoa em questão não pense que estou mal, eu finjo ser alguém que não sou, guardo a minha raiva, o meu rancor, e choro em silencio. Hoje, pela primeira vez em semanas, não tive que fingir. Fui "eu" mesma, e estou feliz com isso.

Não tive que dizer palavras forçadas, nem tive que falar normalmente com ela como se nada se passasse connosco.

Mas o certo é que eu não sei o que fazer.

Devo continuar a ignorar, passar o dia triste e não fingir quem sou? Ou devo fingir estar tudo bem e aguentar com a raiva que isso me traz?

Apenas estou certa de uma coisa: Seja qual for o caminho que escolher, a minha fome de vingança irá continuar a aumentar.

- Sɑrɑ Rɑmos -

domingo, 27 de outubro de 2013

Paixão vs Amor

Com o tempo a Paixão desaparece, e há quem diga que é isso que torna o Amor mais forte.

Para mim, a Paixão é algo fundamental numa relação. Considero que sem a Paixão entre os dois, uma parte do Amor morre.

À algum tempo atrás vi um filme, em que a personagem principal dizia para o seu amado " Faz com que me apaixone por ti todos os dias.". Eu acho que é isto que tem que acontecer com todos os casais para que o amor entre eles não acabe, para que a chama se mantenha acesa. Ambos têm que fazer com que o outro se apaixone por eles todos os dias, fazendo pequenas coisas que mostrem ao outro o porquê de se apaixonarem. Só desta forma o Amor, o desejo, a saudade não desaparecem.

Uma vez que a Paixão se vá perdendo, eles começam mais distantes, segundo o que penso, porque não há Paixão, não há fogo, não há desejo. Perde-se a vontade de estar com o outro, e perde-se um pouco da fantasia que gira em volta do Amor.

A ilusão de que o Amor é fantástico acaba, e aceitamos o amor como sendo uma coisa normal sem nada de espectacular ou mágico.

A magia do Amor, de que tanto se fala, é sem duvida, a Paixão, e sem ela, o Amor é apenas o Amor.


- Sɑrɑ Rɑmos -

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Feiticeira

Eu creio que apenas tenho fãs frustados e não hater's, mas na realidade não sei o que são ao certo.

Estão contra mim? Porquê? Sou só uma rapariga que escreve um blogue que tem apenas cerca de 50 visualizações diárias, em que 20 são dos Estados Unidos da América, 20 de Portugal, e os restantes 10 de vários outros paises desde França, Russia, China, Indonésia, Ucrânia, Republica Checa, Suiça...

Mas porquê se importarem comigo? Eu sou apenas uma pessoa em 7141 milhões de pessoas de todo o mundo!

Mas enfim, lá terão as suas razões para que se importem tanto comigo, e de facto isso é uma boa noticia para mim. Mesmo que sintam ódio ou rancor é sinal que quando eu morrer lembrar-se-ão de mim. Afinal Salazar morreu, mas a sua memória permaneceu imortal, e muito graças ao ódio que por ele nutriam. ( Mas isto é tema para um outro texto.).

Voltando ao assunto: Não sei ao certo porque me odeiam. E não me refiro a pessoas anónimas que deixam os seus comentários aqui no meu blogue, refiro-me também às pessoas que diariamente passam por mim e me viram a cara! Porque será?

Têm inveja de mim? Duvido. Inveja de alguém que anda sempre com uma máquina fotográfica e um livro do Harry Potter na mochila? Inveja de uma rapariga que usa e abusa de eyeliner, e que gosta muito de se vestir de preto?

Bem, seja inveja ou não, o certo é que não entendo o motivo.

Será que pensam que sou feiticeira? Como o Harry Potter? Uh, vou já tratar de ter uma varinha para mim, e uma capa preta *-*.

E vou contar-vos um segredo, sabem que mais? Eu sou feiticeira! Mas infelizmente, apenas nos meus sonhos... 



- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Controlar emoções

Saber esconder e controlar as emoções é uma mais valia, mas custa.

É preciso muita força dentro de nós, muito sacrifício. Querer chorar, e mesmo assim por um sorriso nos lábios. E  não é das coisas mais complicadas de fazer.

Sorrir para não chorar, é algo que se adquire com o tempo, de inicio pode ser difícil, mas quanto mais se pratica mais fácil se torna de fazer.

Complicado é controlar a raiva, a fúria, a revolta.
A raiva / fúria / revolta é uma emoção muito forte num ser humano. Uma emoção que é das mais difíceis de controlar.

Controlar a nossa fúria interior é algo complicado, muito mais do que colocar um sorriso na cara quando o que mais se quer é chorar.

Há sentimentos que nos invadem de tal maneira e com tal força que é impossível dominá-los, então fazemos de tudo para tentar pará-los, e chegamos até a cometer loucuras.

Quem nunca deu um murro numa parede, devido a algo interior, por exemplo a raiva?

Quem nunca atirou algo para o chão e depois se arrependeu por causa de ter partido?

Há emoções que nos controlam em determinados instantes, e contra isso não podemos fazer nada, apenas tentar arranjar uma maneira de nos acalmarmos e controlar a emoção, mas isso requer muito trabalho.



- Sɑrɑ Rɑmos -

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Saber desenhar

Saber desenhar, é diferente de saber copiar.

Aqui há tempos vi uma publicação no facebook. A publicação era de uma rapariga que tinha feito um desenho, tirado a foto, e publicado. O desenho não me era estranho, parecia que o tinha visto em qualquer lado, e de facto tinha visto.

Eu tinha estado com essa mesma rapariga no dia anterior, e vi-a a desenhar, com a imagem no seu telemóvel. Ela não desenhou, ela copiou a imagem que tinha provavelmente, encontrado na net.

Vários comentários apareceram na fotografia da rapariga, todos eles a gabaram, e também ela o fazia.

E o pior é que ela não mencionou que não fora ela que criara aquela imagem, e recebeu os louros que deveriam ir para outra pessoa: a pessoa que na realidade criou  o desenho.

Mas, quem se pode gabar que sabe desenhar, se apenas se limitou a copiar uma imagem para o papel?

Para mim, copiar é diferente de desenhar. Eu entendo saber desenhar, como desenhar sem ter nenhum suporte, sem ver nada, sem copiar por lado nenhum. Entendo desenho como sendo uma arte em que se põe no papel o que imaginamos na nossa mente, o que aparece na nossa mente, não plagiar um desenho.

No entanto há aquelas pessoas que consideram copiar saber desenhar, o que não concordo minimamente, porque apenas copiam o que estão a ver.

Gostava era de ver a dita rapariga, a desenhar sem qualquer fonte, sem qualquer imagem, sem nada, apenas um lápis e um papel. E aí, sim, víamos o seu verdadeiro talento.



- Sɑrɑ Rɑmos -