domingo, 15 de setembro de 2013

Suicídio

Será que este é um caminho a seguir? Suicídio?

Devemos, e temos o direito de terminar com a nossa vida de uma maneira tão fútil como o suicídio?

Por vezes, senti-mo-nos perdidos, sem caminho, sem objectivos. Sentimos que a nossa vida já não tem valor, e que é muito mais fácil simplesmente desaparecer do que "arregaçar as mangas" e lutar contra tudo e todos.

É nestas alturas que pensamos e tentamos perceber quantas pessoas realmente se importam connosco, e as que ficarão melhor sem nós. Fazemos como que um balanço de como tem sido a nossa vida, e a vida das pessoas ao nosso redor. Imaginamos como vai ser a vida de todos sem nós, e por vezes pensamos que a vida deles vai ser muito melhor.

Mas e o suicídio? Será a melhor opção?

O suicídio é a forma mais fácil de fugir aos problemas. Se continuarmos a vida vamos ter que enfrentar os problemas, e isso é muito mais difícil que optar por terminar a vida.

Até agora sempre optei pela opção mais difícil, e em principio hei-de optar sempre por essa, mas não me esqueço que as pessoas ao meu redor ficariam muito melhor sem mim.


- Sɑrɑ Rɑmos -

sábado, 14 de setembro de 2013

Memórias

As memórias do meu antigo romance não me deixavam seguir em frente. Ele ainda era importante para mim, então guardei tudo o que era nosso: as cartas, os vídeos, as fotos, e até um ursinho de peluche.

Sim, mudei com ele, cresci com ele, tivemos uma história juntos, fomos muito felizes, e tivemos momentos inesquecíveis. Mas, tudo acabou.

Agora não sinto nada por ele, por isso apaguei as fotos, deitei fora os textos que ele me escreveu com amor, disse adeus aos vídeos que fizemos juntos. Enfim, despedi-me dele.

Ele fez parte da minha vida, mas já não faz. Ele foi importante para mim, mas já não é. A nossa história acabou.

Esta é a altura de dar por terminada esta história. Viver unicamente para mim, e não com memórias que me levam ao passado. Eu já não o quero a ele, então para que guardar tudo o que "nos" pertenceu?  Está na altura de seguir em frente, de deixar tudo do passado, de viver a minha vida e não ficar retida no passado por causa das memórias.

Para que guardar os textos que ele me escreveu, ou as fotos? Para um dia dizer aos meus filhos " Isto é do meu primeiro amor, e não é o vosso pai" ?

Entre mim e ele ainda haviam coisas mal resolvidas, mas acabei de as resolver, e agora sim, deixo as memórias para trás. E faço a mesma pergunta: Para quê guardar as coisas? E porquê?

Eu tenho uma resposta do porquê: porque ainda pensamos que tudo pode voltar atrás e as memórias serem um bem valioso.

Acho que todos nós devemos despedir-mo-nos dos amores passados, se assim não for, nunca estaremos aptos para amar alguém completamente.



- Sɑrɑ Rɑmos -

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Recuperar.

Por vezes, as pessoas magoam muito, e nós não sabemos como explicar o que sentimos e o quanto nos magoaram, então optamos pela maneira mais fácil: fecha-mo-nos em nós mesmos, guardamos a dor e a raiva para nós; Passamos noites a chorar, e a mandar sms com smiles sorridentes para que ninguém entenda que estamos tristes; Choramos em silencio, fechamos os nossos sentimentos, e então quando chega o novo dia sorrimos.

Ao fim de uma noite, estamos como novos, com energias recarregadas, e sentimentos renovados.

Mas, os sentimentos que prendemos: a dor e a raiva, vão querer libertar-se, vingar-se...

É claro que nós não deixamos, e enquanto eles não aumentam conseguimos suportá-los dentro de nós, e fechá-los num lugar isolado, de onde não podem sair.

No entanto, há muitas pessoas na nossa vida, há muitos acontecimentos ao longo do dia-a-dia, há muita desilusão. Mais tarde ou mais cedo o nosso coração abre-se em sofrimento, e nesse momento o sitio isolado que guardava a raiva e a dor da última vez abre-se também.

A raiva e a dor aumentam,  não conseguimos recuperar numa simples noite, e podemos levar uns dias, até conseguirmos voltar a fechar a raiva e a dor.

O tempo de recuperação torna-se maior conforme as vezes que nos magoarem, e conforme a dor e raiva aumentarem, pois os sentimentos "guardados" juntam-se com os que se formam no presente.

Magoam-os e nós "rebentamos" em sentimentos. Os sentimentos guardados e os sentimentos ultrapassados voltam outra vez, e sempre mais fortes.

Chega uma altura, que semanas não chegam para recuperar de toda a mágoa que está dentro de nós.




- Sɑrɑ Rɑmos -

domingo, 8 de setembro de 2013

Aceitar a mágoa.

As estrelas brilham na negra noite. Como fonte de luz apenas a lua, com o seu magnifico brilho prateado. A calma da noite faz pensar que estamos sozinhos, afastados de tudo e que o céu é o limite.

Por um momento que seja pensamos que os nossos problemas desaparecem e que tudo passa de simples imaginação nossa. E na realidade é mesmo imaginação, pois a vida não muda, e continua a mesma, com as mesmas pessoas e os mesmos problemas.

Voltamos à realidade, e apercebe-mo-nos que está tudo no mesmo sitio, tudo da mesma maneira. Queremos sempre voltar a estar todas as noites a olhar para o céu, para a mágoa que os problemas causam desaparecer e pensar que nada se passa na nossa vida, mas da-mo-nos conta que não vai mudar nada, apenas muda se pararmos de fingir que os problemas não existem.

Se continuarmos a fingir que os problemas vão desaparecer e não fazermos nada para os parar, eles vão se manter na nossa vida. Somos nós que temos capacidade de os "deter", e ultrapassá-los.

Fingir todas as noites que está tudo bem é apenas um desperdício de tempo, e apenas mais uma coisa para ficarmos piores, pois acordamos no dia seguinte com mais mágoa pelos problemas se manterem intactos durante mais um dia.

A mágoa não passa enquanto nós não a aceitarmos e fazermos com que ela desapareça.




- Sɑrɑ Rɑmos -

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho." - Gandhi

Não existe um destino pré-datado ou um caminho certo para atingir a felicidade extrema, e nem sei se essa mesmo existe.
A felicidade é construída com cada acto do dia-a-dia que nos é oferecido ou oferece-mos.

Num dia podemos estar super em baixo e no outro dia a pular de felicidade, pois esta não é eterna, mas pode durar enquanto fizermos a coisa certa.

Ontem tive a prova disso, que podemos passar de chorar de tristeza para chorar de felicidade, basta um pequeno gesto de ternura.

--Pedro Fernandes--

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Morrer infeliz.

Tantas pessoas que me magoaram, tantas coisas que me fizeram e eu não consigo esquecer.

A dor não sai do meu coração, choro a cada dia que passa, pensando sempre na existência de um dia perfeito que ainda há-de vir, e acreditando que esse dia é o "amanhã".

Adormeço a pensar que mais um dia passou, e que não foi tão difícil como antes. Acordo com o primeiro instinto de ver se tudo o que está a acontecer é apenas um sonho, e quando me dou conta que é tudo realidade juro a mim mesma que um dia tudo irá acabar.

As pessoas ao meu redor não param de me magoar e desiludir, parece que eu sou o alvo de todos.

O meu maior sonho era viver num mundo só meu, com as personagens que inventei para um livro que ainda não terminei. O meu maior desejo é tornar-me uma personagem na história que eu própria escrevi, e construir lá a minha vida e o meu futuro.

Descobri que nada do que faça na vida vai fazer com que o meu destino mude. Sou apenas mais um ser humano, que vive a sua vida insignificante, e que não tem capacidade de mudar o seu destino.

O pior de tudo é que eu acabei de descobrir o meu destino: Morrer infeliz.


- Sɑrɑ Rɑmos -

Eu amo-te, eu odeio-te.

Há situações da nossa vida que fazem com que os sentimentos se misturem todos, faz com que dentro de nós haja uma mistura de tristeza com felicidade, de melancolia com alegria, de amor com ódio.

Uma mistura que é impossível, mas que acontece. Tanto amamos uma pessoa como a odiamos. Tanto estamos felizes como inundados por uma tristeza enorme. 

Sentimentos que não se deviam misturar, misturam-se, e isso cria mais dor. Dor dentro de nós, dor no coração, uma dor destrutiva que tem como objetivo levar-nos a fazer coisas que por vezes nem entendemos.

Eu amo-te, e odeio-te. Eu estou feliz e triste. Estou a chorar, e a sorrir.

Sentimentos opostos a lutarem entre si, para ver quem ganha. Sentimentos complicados, misturados, que fazem que dentro de mim haja um turbilhão de sentimentos a lutarem entre si. 

Como diz a musica:

"I love you...
I hate you...
I can't get around you...
I breathe you...
I taste you...
I can't live without you...
I just can't take any more...
this life of solitude...
I guess that i'm out the door...
and now i'm done with you..."


- Sɑrɑ Rɑmos -