segunda-feira, 8 de julho de 2013

Mais um sonho ... deitado por terra

Saí de casa, sem destino, com os phones nos ouvidos. Estava com a visão turva pelas lágrimas, mas isso não me impediu de correr.
Cheguei a um lugar calmo, sem ninguém por perto. Deitei-me no chão, olhei para cima e comecei a chorar mais alto.

"Her eyes are closing slowly
The pain increases everyday
She wanted to fight but walked away
and now there's nothing left to say"

(Esta é a música que acompanha o meu choro.)

Eu, uma eterna sonhadora, acaba sempre assim. Em desilusão. Com sonhos destruídos, com lágrimas sem fim.

Eu sei que tenho que mudar a minha forma de ser, e não pensar tanto nos meus sonhos. Mas na vida, nada mais importa do que isso.

E aqui, está, mais um sonho destruído, um sonho quebrado, que eu irei aqui enterrar. 

E selarei agora o túmulo com mais umas quantas lágrimas. Amanhã será um novo dia, sem lágrimas para chorar acerca deste sonho, pois chorarei tudo por hoje.


- Sɑrɑ Rɑmos -

domingo, 7 de julho de 2013

Se na vida tivéssemos tudo o que queremos

Se na vida tivéssemos tudo o que queremos...

Talvez perdesse um pouco da piada. Iríamos ter tudo o que queríamos, então não tínhamos objetivos na vida, e muito menos nos esforçávamos por obter algo. Iria ser uma vida, sem quaisquer obstáculos. Não haveria adrenalina, nem obteríamos felicidade tão facilmente como obtemos agora.

Eu falo por mim. Eu tenho objetivos que não consigo cumprir, porém esforço-me todos os dias para que consiga alcançá-los. Se não fossem estes objetivos, a minha vida era uma vida sem piada, fácil demais, e sem inimigos. É o fracasso perante objetivos que nos faz querer cada vez mais alcançá-los e, por isso, lutarmos pelo que queremos. Afinal de contas, somos nós que fazemos a nossa vida, e sem trabalho não há nada.

Se eu gostava de uma vida com tudo o que quero?
Claro que sim.

Se vale a pena ter uma vida com tudo o que quero?
Não. A felicidade só iria ser obtida com coisas maiores.

Hoje, com um simples, abraço, ou um beijo na testa fico feliz.


Prefiro viver a minha vida tal como ela é, lutar pelo que quero, e ter pequenos momentos com uma felicidade imensa, do que viver com tudo o que quero, e sem felicidade alguma.


- Sɑrɑ Rɑmos -

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Os anjos negros

Não sei de onde vem esta minha fixação por anjos negros, deuses, nefilins... Sei apenas que adoro. Principalmente anjos negros.

Sei que os anjos negros têm algo de malvado dentro deles, e que foram eles que violentaram as mulheres humanas, para criar uma outra raça: os nefilin (metade humano, metade anjo). Sei também que por serem anjos negros estão associados à escuridão e por isso ao mal. Mas eu credito que a escuridão não pertence ao mal, por isso essa minha fixação por anjos negros.
Quanto a deuses, adoro a mitologia grega. Adoro todos os deuses que a constituem. Desde as moiras (que tecem, fiam, e cortam o fio da vida), até à deusa Nix (a deusa da escuridão).

Tudo isto tem algo de muito mistério que me chama a atenção, algo mítico, algo mágico que me cativa e que me faz adorar tudo isto.

Parecem seres de outro mundo, que aparecem também no famoso "Apocalipse".
Tudo á volta deles é mistério, misticismo, e mágica. Enfim, tudo são questões metafisicas, para as quais ninguém tem resposta.

Será que realmente existiram anjos negros? Será que ainda existem? Ou poderão vir a existir?

Não sei quanto a vós, mas para mim, todas estas questões têm a resposta: "Sim". Mas eu também sou uma eterna sonhadora.



- Sɑrɑ Rɑmos -

quinta-feira, 4 de julho de 2013

A geração do futuro

O mundo está cada vez pior.
Hoje em dia, as pessoas não vivem sem internet, e fazem de TUDO por likes, ou por seguidores, ou outra coisa qualquer.

E quando eu digo que fazem tudo, é mesmo TUDO!

As raparigas preferem tirar fotografias com decotes enormes, ou com mini-saias (que mais se parecem com cintos), do que com roupa decente. E para quê? Para provocar, ou para simplesmente terem likes.

No outro dia, entrei no facebook de uma rapariga, muito gira ao meu ponto de vista. Na sua primeira foto, estava com um vestido pelo joelho, azul, sem decote. Um pouco de maquilhagem, e com um ar angelical, de menina indefesa. Tinha apenas 21 likes, e eu como adorei a foto, pus também um.
Na foto seguinte, estava ela com um decote enorme (até se notava o soutien! ) e com uns mini calções (que mais pareciam umas cuecas). Nessa foto ela tinha mais de 1000 likes.

Estas raparigas, não têm respeito pelo seu corpo. Nem têm valores morais. Exibir o seu corpo, apenas por likes? Até onde o mundo irá chegar? Até que ponto estas raparigas, irão mostram o seu corpo?

Cá para mim, o próximo século, ou até a próxima década, irá chamar-se a "década do nudismo".

E um facto preocupante é que estas raparigas, são de facto garotas. Garotas em termos de mentalidade, e garotas também de idade (entre 12-15 anos).

E também acho curioso que estas raparigas, queiram e peçam respeito, se nem sequer têm respeito por elas próprias.

Agora pergunto: é esta a geração do futuro?





- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O destino

O destino, pensando que não, tem muita influência na vida das pessoas. Muitas delas não acreditam que o destino existe, outras acreditam que tudo o que acontece na vida já estava escrito, mesmo no dia em que nascemos.

Porém, o destino é muito mais do que uma simples crença. É na verdade, uma força, que nos leva por caminhos previamente escolhidos por ele.

Uma força que pega no nosso subconsciente e o molda à sua maneira, através de lições, de simples noções. O que nos leva às chamadas premonições. Mas o que são premonições? Serão truques mentais que nos tramam e colocam obstáculos no nosso caminho? Ou serão mensagens?

Mas que força será esta? Será que temos controlo sobre ela? Talvez sim, talvez não. Seremos apanhados em falso neste caminho em direcção ao futuro? E aquela porta fechada que nos espera mais a frente? Somos nós que desenhamos esse caminho, ou é o nosso coração que nos fala uma voz que somente nós a ouvimos, no nosso mais íntimo espaço.

Se já está tudo escrito, ou se a cada dia o escrevemos, não há resposta para tal questão, pois somos meros seres humanos, imperfeitos à imagem da nossa evolução ao longo dos séculos, e nessa evolução procuramos respostas, aproveitamos momentos.

E se calhar é esse o nosso destino, aproveitar cada momento, e com isso conquistar aquilo que nos faz bem, o que nos faz falta, mas sempre ter a noção da nossa condição efémera e não querer dar um passo mais longo do que aquilo que o nosso caminho está delineado, pois estamos sujeitos a cair numa falésia sem fundo.





- Sɑrɑ Rɑmos  &   Dɑvid Costɑ -

O ódio

Será que vai ser sempre assim? Sempre com esta vontade de o matar? Sempre com um ódio crescente...
O meu coração já não é puro, este ódio enche-o de escuridão. E afinal para quê?

O meu inimigo.

Esse que nem me deixa sozinha, nos meus pesadelos. Esse que me faz transformar numa pessoa totalmente diferente de mim: uma pessoa cheia de ódio.
Um ódio tão forte, tão cruel, tão vingativo. Por vezes dou por mim a imaginar que o meu inimigo está a cerca de 5 metros à minha frente. E o que eu faço? Corro e mando-lhe um pontapé, seguido de ganchos, voltas, socos, etc etc. E afinal isto para quê? Ele continua sossegado na sua vida, sem sentir um pouco da dor que eu causei à imagem dele, imaginada por mim. Ele, descansado na sua vida, sem saber o ódio que eu tenho por ele, e o quanto ele me faz sofrer...

Choro todos os dias. Sim, eu, choro todos os dias, porque não fui capaz de lhe partir a cara toda, ou de lhe dizer as verdades quando é possível.
Choro porque o que eu mais quero nesta vida é a vingança, e ela nunca mais chega.
Choro por um ódio que vai continuar a magoar o meu coração, e provavelmente, para sempre.





- Sɑrɑ Rɑmos -

terça-feira, 2 de julho de 2013

As cartas

Hoje em dia, já ninguém escreve cartas.
Praticamente, toda a gente tem computador, ou então mesmo o telemóvel e pode mandar mensagens.
Mas cartas, nem vê-las.

Apenas recebemos cartas, de uma operadora, ou de contas para pagar. Agora, as famosas cartas de amigos, ou "as cartas de amor" desapareceram.

As cartas, transformaram-se em mensagens instantâneas, que podem ser enviadas por telemóvel, ou pelas famosas redes sociais. Os jovens já não têm que esperar semanas, ou dias, à espera de uma carta. Já não precisam de comprar papel, e caneta, de se preocuparem se o papel cheira bem ou não, e nem se preocupam sequer com o envelope.

Toda a magia de escrever um carta, desapareceu.

Devo admitir que sou adepta destas famosas redes sociais, mas adorava receber uma carta de alguém, escrita à mão de preferência. Adorava ter de escrever uma carta, e passar a limpo vezes e vezes sem conta, até ficar perfeito. Adorava ter de esperar dias, ansiosa por uma resposta. Adorava ter de sentir na pele, o que milhares de pessoas sentiram à muitos anos atrás.
Adorava sentir esta magia, que raramente tive a oportunidade de sentir.




- Sɑrɑ Rɑmos -