Desde que me lembro que o conheço. Ele é quase um irmão para mim. Crescemos juntos, brincamos juntos...
Os nossos pais eram grandes amigos, então estávamos sempre em casa um do outro.
Tudo mudou quando ele foi para a Universidade. Ele foi para uma cidade diferente e acabamos por nos afastar... Cada vez mais falávamos menos, e piorou quando ele arranjou uma namorada. A partir daí ele tornou-se mais distante, eu já não tinha a importância de antes...
Da última vez que cá voltou trouxe namorada atrás. Eu não a suportava. Era por causa dela que ele não falava como antes para mim... era ela a culpada. Ela, apenas ELA.
Fui convidada a almoçar lá em casa dele. Estava ansiosa para o voltar a ver, para estar novamente nos seus braços. Já à "namoradinha" não tinha qualquer prazer de a conhecer e no entanto foi a primeira pessoa que reparei mal entrei em casa: Calças de ganga, camisola preta, cabelo enorme preto e um sorriso estúpido.
Eu iria fazer com que ela se sentisse a mais porque na verdade ela estava a mais.
Dei um grande "Ola" a todos e com um sorriso enorme e braços abertos cumprimentei os pais dele. abracei-me a eles de forma a transmitir para a rapariga que eles eram uns pais para mim, e que naquela família só há espaço para uma (eu). Mensagem essa que consegui transmitir, pois o sorriso estúpido que ela tinha desaparecera.
A seguir abracei-o e dei-lhe um monte de beijos, também uma forma de causar ciúmes à estranha rapariga que me roubara o meu "eterno amor".
Ele apresentou-me mal o larguei. Eu não conseguia mostrar-lhe um sorriso nem dizer um "ola" como disse para os outros. Simplesmente não conseguia, eu odiava-a e isso não iria mudar.
O que acabou por sair da minha boca foi um "ola" sem emoção. Um "ola" sem calor, sem sentido, sem nada.
Cumprimentei-a e virei-me novamente para ele.
Eu tinha que impor a minha posição, eu tinha que lhe mostrar que ela não ia chegar ali e levá-lo. Eu tinha que a fazer ver que nestes vinte e um anos dele, ele fora meu e não dela.
Tens imensos sonhos para a vida? Sentes desilusão quando não se realizam, e pura felicidade quando os alcanças? Sonhos que parecem impossíveis, mas mesmo assim lutas por eles? Então este blogue é uma boa opção de leitura, Bem Vindo!
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Não o que queremos, mas o que podemos
Ao longo da vida, nós não temos o que queremos, temos o que podemos.
Sonhos ficam por realizar e planos por cumprir.
Vemo-nos forçados a tomar decisões que determinam o futuro da nossa vida... Muitas vezes essas decisões dependem do "poder" ou "não poder", e nada tem a ver com o que queremos da vida.
Quantas vezes desistimos de sonhos que queremos realizar, pelo simples facto de não podermos/ não termos condições para que ele se realize?
É triste pensar nisto principalmente sabendo que daqui a uns anos iremos arrependermo-nos por decisões tomadas, e pela vida que levamos, desde então.
Daqui a muitos anos, já perto do nosso último suspiro vamos lamentarmo-nos da vida que tivemos, e imaginar outras que podiamos ter tido.
Como será? Como será que nos iremos sentir? Pior que agora, que sabemos não ter o que queremos?
Todos tentamos seguir os sonhos, uns por muito tempo, outros por pouco, mas todos queremos algo em comum: Felicidade. E será que a iremos alcançar? Mesmo só tendo o que podemos? Mesmo ao não fazer o que queremos na vida?
Isto adequa-se a tantas situações...
Imaginemos um rapaz.
No seu 9º ano não foi para Artes porque na sua escola não abria esse curso.
No 12º ano tentou candidatar-se a design no ensino superior, mas sem sucesso. As médias eram altas (ele teria média muito mais alta se tivesse ido para Artes), e muitas das universidades pediam provas de ingresso de disciplinas que ele não tivera.
Por fim, entrou na sua última opção: Engenharia Informática. Não era de todo horrivel, ele até gostava do que fazia, mas não tanto como design.
Já empregado, tentou licenciar-se a design, mas faltava-lhe tempo.
Passaram anos, e casou-se, coisa que fez com que gastasse parte do dinheiro guardado para a adiada licenciatura em design.
Com os anos passados, vieram filhos, mais despesas, cada vez menos tempo e paciência para voltar à vida de estudante.
Os anos voarão.
Agora já com 80 anos, arrependia-se. Arrependia-se: de não ter seguido Artes, de não ter estudado mais para ter melhor média. Arrependia-se de não ter tido tempo para a licenciatura a design. Arrependia-se até de se casar e ter filhos.
Morreu arrependido, por não ter tido uma vida como sempre quisera.
Sonhos ficam por realizar e planos por cumprir.
Vemo-nos forçados a tomar decisões que determinam o futuro da nossa vida... Muitas vezes essas decisões dependem do "poder" ou "não poder", e nada tem a ver com o que queremos da vida.
Quantas vezes desistimos de sonhos que queremos realizar, pelo simples facto de não podermos/ não termos condições para que ele se realize?
É triste pensar nisto principalmente sabendo que daqui a uns anos iremos arrependermo-nos por decisões tomadas, e pela vida que levamos, desde então.
Daqui a muitos anos, já perto do nosso último suspiro vamos lamentarmo-nos da vida que tivemos, e imaginar outras que podiamos ter tido.
Como será? Como será que nos iremos sentir? Pior que agora, que sabemos não ter o que queremos?
Todos tentamos seguir os sonhos, uns por muito tempo, outros por pouco, mas todos queremos algo em comum: Felicidade. E será que a iremos alcançar? Mesmo só tendo o que podemos? Mesmo ao não fazer o que queremos na vida?
Isto adequa-se a tantas situações...
Imaginemos um rapaz.
No seu 9º ano não foi para Artes porque na sua escola não abria esse curso.
No 12º ano tentou candidatar-se a design no ensino superior, mas sem sucesso. As médias eram altas (ele teria média muito mais alta se tivesse ido para Artes), e muitas das universidades pediam provas de ingresso de disciplinas que ele não tivera.
Por fim, entrou na sua última opção: Engenharia Informática. Não era de todo horrivel, ele até gostava do que fazia, mas não tanto como design.
Já empregado, tentou licenciar-se a design, mas faltava-lhe tempo.
Passaram anos, e casou-se, coisa que fez com que gastasse parte do dinheiro guardado para a adiada licenciatura em design.
Com os anos passados, vieram filhos, mais despesas, cada vez menos tempo e paciência para voltar à vida de estudante.
Os anos voarão.
Agora já com 80 anos, arrependia-se. Arrependia-se: de não ter seguido Artes, de não ter estudado mais para ter melhor média. Arrependia-se de não ter tido tempo para a licenciatura a design. Arrependia-se até de se casar e ter filhos.
Morreu arrependido, por não ter tido uma vida como sempre quisera.
-Sɑrɑ Rɑmos-
terça-feira, 24 de junho de 2014
Omitir
Muitas pessoas dizem que omitir, é o mesmo que mentir.
Eu não acho que seja. Mentir é dizer algo que não é verdade e às vezes até dizer o contrário. Omitir é algo mais vago, é ocultar informação.
Omitir pode ser considerado tão grave quanto mentir, e tudo depende da informação omitida.
Quando é algo importante, algo que tem algum valor, e é omitido, isso é grave. Principalmente quando já houve problemas em relação a isso. E ainda mais grave fica quando o omitido é descoberto, mas por outros meios, sem ser a pessoa que foi responsável pela omissão.
Se algo é importante, devemos dizê-lo, principalmente a quem é influenciado por isso, ou a quem tem importância suficiente e que deva saber. Quando não o dizemos é porque algo está mal, e devemos questionar-nos para descobrir o que é.
Eu não acho que seja. Mentir é dizer algo que não é verdade e às vezes até dizer o contrário. Omitir é algo mais vago, é ocultar informação.
Omitir pode ser considerado tão grave quanto mentir, e tudo depende da informação omitida.
Quando é algo importante, algo que tem algum valor, e é omitido, isso é grave. Principalmente quando já houve problemas em relação a isso. E ainda mais grave fica quando o omitido é descoberto, mas por outros meios, sem ser a pessoa que foi responsável pela omissão.
Se algo é importante, devemos dizê-lo, principalmente a quem é influenciado por isso, ou a quem tem importância suficiente e que deva saber. Quando não o dizemos é porque algo está mal, e devemos questionar-nos para descobrir o que é.
- Será falta de confiança para com a pessoa envolvida?
- Ou será apenas que a pessoa já não tem tanta importância como anteriormente tinha?
Muitas vezes, a omissão acaba por se tornar um ciclo vicioso e contínuo ao longo da vida. Aprendemos a não confiar a quem é nosso amigo, e fechamo-nos em nós próprios. Aprendemos a omitir informação a toda a gente, e acabamos até por nos convencer a nós próprios que tal informação não existe. Uma tentativa falhada de tentarmos ficar bem.
O mundo desaba é quando tentamos ficar melhor, tentamos não omitir informação, e vemos que todos à nossa volta o fazem. Aí sentimos que o nosso esforço é em vão, e que toda a nossa luta para fugirmos do problema, não irá valer em nada.
Será justo esforçarmo-nos e não omitir nada, se todas as pessoas à nossa volta omitirem?
A resposta é fácil: Não.
E aí voltamos a omitir tudo a todos, e a guardar os pensamentos só para nós.
-Sɑrɑ Rɑmos-
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Curiosidade
Ler a última página de um livro, sem nem sequer ter lido metade dele. Ou ver o último episódio da série sem a ter visto por metade.
Eu sou assim, admito. Sou tão curiosa pelo final, que quando o tenho ao meu dispor não me consigo conter. É mais forte do que eu. ( Claro que depois de saber o final a história já não tem a piada que tinha, mas é impossível deixar o final para o fim. ).
Sou muito curiosa, e então com tanto entusiasmo que tenho, sinto necessidade de ver o final.
Já tentaram fazer com que parasse com isto, mas não conseguiram.
Numa ocasião, colocaram um autocolante e colaram as três últimas páginas de um livro à sua capa e fizeram uma aposta comigo, não iria ganhar nada, mas era apenas para ver até onde ia a minha curiosidade. Claro, que ao fim de uma semana o autocolante estava já destruído.
É algo impulsivo. De um momento para o outro sinto uma necessidade tão grande, quase como se um caso de vida ou de morte se tratasse, de ver o final e então vejo.
No entanto tenho vindo a melhorar ao longo dos anos. Agora já não vejo o final, fico é mais empenhada a ler, para que o final chegue rápido.
Acredito que apesar de ter mudado muitas coisas para pior, isto foi o que melhorou na minha personalidade: Tenho mais paciência, e tento mais vezes do que antes, ver o lado positivo das coisas.
A curiosidade porém mantém-se constante, mas tenho que tentar diminuir um pouquinho, pois " a curiosidade matou o gato".
Eu sou assim, admito. Sou tão curiosa pelo final, que quando o tenho ao meu dispor não me consigo conter. É mais forte do que eu. ( Claro que depois de saber o final a história já não tem a piada que tinha, mas é impossível deixar o final para o fim. ).
Sou muito curiosa, e então com tanto entusiasmo que tenho, sinto necessidade de ver o final.
Já tentaram fazer com que parasse com isto, mas não conseguiram.
Numa ocasião, colocaram um autocolante e colaram as três últimas páginas de um livro à sua capa e fizeram uma aposta comigo, não iria ganhar nada, mas era apenas para ver até onde ia a minha curiosidade. Claro, que ao fim de uma semana o autocolante estava já destruído.
É algo impulsivo. De um momento para o outro sinto uma necessidade tão grande, quase como se um caso de vida ou de morte se tratasse, de ver o final e então vejo.
No entanto tenho vindo a melhorar ao longo dos anos. Agora já não vejo o final, fico é mais empenhada a ler, para que o final chegue rápido.
Acredito que apesar de ter mudado muitas coisas para pior, isto foi o que melhorou na minha personalidade: Tenho mais paciência, e tento mais vezes do que antes, ver o lado positivo das coisas.
A curiosidade porém mantém-se constante, mas tenho que tentar diminuir um pouquinho, pois " a curiosidade matou o gato".
-Sɑrɑ Rɑmos-
quarta-feira, 4 de junho de 2014
A reencarnação
A reencarnação é de facto um assunto muito tabu, e cheio de
questões.
Eu tenho uma mente muito aberta, aceito a
diferença entre pessoas, entre culturas, e entre religiões. Tenho de facto um
"bichinho" dentro de mim, que procura sempre mais e mais
conhecimento. Por isso mesmo, à cerca de dois anos atrás decidi procurar mais
sobre outras religiões, os seus costumes e as suas crenças.
Já antes acreditava na reencarnação, mas
esta crença tornou-se mais forte quando reparei que muitas das religiões
orientais acreditam, sem sombra de duvida, na reencarnação.
Descartes considerava que só é
conhecimento "o que se apresenta de tal forma clara e distinta à minha
alma que ela não posso negar.". Pois bem, este assunto da reencarnação
apresenta-se muito claro à minha alma e ao meu pensamento.
Já numa religião oriental, acreditam que a alma sofre
sucessivas reencarnações, e que uma só alma, dá origem a várias e é capaz de
viver cerca de 60 vidas.
Segundo a minha lógica, é daí que vêm os
nossos gostos e hobbies.
Ao longo das nossas vidas passadas, fomos fazendo coisas que gostamos e que não gostamos, e isso ficou guardado na nossa alma. Mesmo que tenhamos passado pelo "grande lago do esquecimento" e que nos tenhamos esquecido de tudo das nossas vidas anteriores, a nossa alma continua igual, e os momentos inesquecíveis das outras vidas continuam connosco, mas inconscientemente. Desta forma, recordamos o que gostamos.
Esta é a teoria que formulei e na qual acredito profundamente.
Ao longo das nossas vidas passadas, fomos fazendo coisas que gostamos e que não gostamos, e isso ficou guardado na nossa alma. Mesmo que tenhamos passado pelo "grande lago do esquecimento" e que nos tenhamos esquecido de tudo das nossas vidas anteriores, a nossa alma continua igual, e os momentos inesquecíveis das outras vidas continuam connosco, mas inconscientemente. Desta forma, recordamos o que gostamos.
Esta é a teoria que formulei e na qual acredito profundamente.
-Sɑrɑ Rɑmos-
segunda-feira, 26 de maio de 2014
Maquilhagem
Eu sou muito parecida com as italianas: gosto muito de maquilhagem.
Se a maquilhagem foi feita para as mulheres, porque não a usar?
Há boatos que a maquilhagem estraga a pele, ou que é horrível ver uma mulher com maquilhagem. Eu não concordo: se tivermos os devidos cuidados com a pele, ela não se estraga, e uma mulher usa a maquilhagem como ela quer, umas usam uma maquilhagem mais simples que nem se nota, outras muita maquilhagem de modo a chamar a atenção. Tudo depende da pessoa.
Mas a pele não se estraga caso tenhamos os cuidados adequados.
Se a maquilhagem foi feita para as mulheres, porque não a usar?
Há boatos que a maquilhagem estraga a pele, ou que é horrível ver uma mulher com maquilhagem. Eu não concordo: se tivermos os devidos cuidados com a pele, ela não se estraga, e uma mulher usa a maquilhagem como ela quer, umas usam uma maquilhagem mais simples que nem se nota, outras muita maquilhagem de modo a chamar a atenção. Tudo depende da pessoa.
Mas a pele não se estraga caso tenhamos os cuidados adequados.
- Lavar, esfoliar, e hidratar a pele todos os dias é necessário, quase como uma obrigação.
- Retirar toda a maquilhagem no final do dia, antes de dormir, para a pele poder respirar.
- Usar argila para a cara de mês a mês, ou dois em dois.
Estes são os cuidados mais simples que nós mulheres, devemos ter. Claro que há muitos mais, de acordo com o tipo de pele, e o tom de pele, mas estes são os básicos.
A maquilhagem é apenas uma forma de salientar a beleza das mulheres, de esconder algumas imperfeições, ou apenas de aumentar a sua auto-estima.
Claro que há diferença, tal como já referi, entre as mulheres: umas usam muita maquilhagem e a sua pele parece artificial; outras usam pouca, e só notamos quando prestamos atenção. No entanto, tudo depende da mulher, do contexto e de como se sente à vontade.
"A maquilhagem diz-nos mais que o rosto."
-Sɑrɑ Rɑmos-
PS: Para os leitores que tenham facebook, e me queiram ajudar num concurso, por favor votem em mim, no link : http://missmanga.pt/detail.php?p=1026
Um concurso em que o prémio é obviamente maquilhagem ;)
Muito Obrigado.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Pulseiras de elásticos
Só reparei hoje na nova moda entre os jovens: pulseiras de elásticos.
Não sei qual é a paranóia que veio com esta nova moda, mas a verdade é que não se fala de outra coisa.
Ao longo do dia, reparei-me várias vezes com jovens a fazerem pulseiras, outros a comprar, e ainda outros entusiasmados com a ideia e a irem comprar elásticos para as fazerem.
A verdade é que não sabia da existência destas pulseiras, só mesmo hoje. De onde veio esta nova moda?
Segundo o que fui "obrigada" a pesquisar (pois isto deixou-me com os níveis de curiosidade ao máximo) foram os chineses que inventaram esta moda de fazer crochet de elásticos, de forma a fazer pulseiras e colares.
Fico impressionada pela rapidez com que os chineses criam uma nova moda que tem como finalidade enriquecerem brutalmente. E impressionada ainda mais de como há tantos jovens que adirem a esta moda e ficam com esta "febre" das pulseiras de elásticos.
Por um lado é muito bom, pois os jovens esquecem as playstations, os computadores e até as televisões e dedicam-se mais a "crochetar"; e também é uma forma dos jovens ganharem dinheiro, pois vendem as pulseiras que fazem aos outros.
Mas agora o facto preocupante: Os jovens seguem as modas muito facilmente. Se todos começam a usar destas pulseiras, eles sentem necessidade de usar quase como se fosse algo imposto, algo obrigatório para todos os jovens. Onde está a personalidade deles? Onde está a vontade de ser diferente de todos os outros?
Quando era mais jovem eu queria distinguir-me, e não ser igual aos outros! Eu queria ser "eu", e não apenas mais uma jovem entre tantas outras. Tanto que com 11 anos cortei o meu enorme cabelo, apenas fiquei com uns centímetros dele, e para quê? Para ser diferente! Porque todas as raparigas tinham o cabelo enorme, e eu era apenas mais uma...
Eu olho para a nova geração de jovens e tenho medo das próximas que virão. Medo porque acho que os jovens se limitam a copiar e a imitar os outros, e não têm interesse em construir a sua própria personalidade e fazerem coisas diferentes.
Para onde foi a criatividade?
Não sei qual é a paranóia que veio com esta nova moda, mas a verdade é que não se fala de outra coisa.
Ao longo do dia, reparei-me várias vezes com jovens a fazerem pulseiras, outros a comprar, e ainda outros entusiasmados com a ideia e a irem comprar elásticos para as fazerem.
A verdade é que não sabia da existência destas pulseiras, só mesmo hoje. De onde veio esta nova moda?
Segundo o que fui "obrigada" a pesquisar (pois isto deixou-me com os níveis de curiosidade ao máximo) foram os chineses que inventaram esta moda de fazer crochet de elásticos, de forma a fazer pulseiras e colares.
Fico impressionada pela rapidez com que os chineses criam uma nova moda que tem como finalidade enriquecerem brutalmente. E impressionada ainda mais de como há tantos jovens que adirem a esta moda e ficam com esta "febre" das pulseiras de elásticos.
Por um lado é muito bom, pois os jovens esquecem as playstations, os computadores e até as televisões e dedicam-se mais a "crochetar"; e também é uma forma dos jovens ganharem dinheiro, pois vendem as pulseiras que fazem aos outros.
Mas agora o facto preocupante: Os jovens seguem as modas muito facilmente. Se todos começam a usar destas pulseiras, eles sentem necessidade de usar quase como se fosse algo imposto, algo obrigatório para todos os jovens. Onde está a personalidade deles? Onde está a vontade de ser diferente de todos os outros?
Quando era mais jovem eu queria distinguir-me, e não ser igual aos outros! Eu queria ser "eu", e não apenas mais uma jovem entre tantas outras. Tanto que com 11 anos cortei o meu enorme cabelo, apenas fiquei com uns centímetros dele, e para quê? Para ser diferente! Porque todas as raparigas tinham o cabelo enorme, e eu era apenas mais uma...
Eu olho para a nova geração de jovens e tenho medo das próximas que virão. Medo porque acho que os jovens se limitam a copiar e a imitar os outros, e não têm interesse em construir a sua própria personalidade e fazerem coisas diferentes.
Para onde foi a criatividade?
-Sɑrɑ Rɑmos-
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