segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"Não sei quantas almas tenho"

" Não sei quantas almas tenho. "- Fernando Pessoa

Fernando pessoa diz num dos seus poemas que não sabe quantas almas tem. Eu acredito que ninguém sabe ao certo quantas almas tem. Acho que todos temos vários pedaços de várias almas dentro de nós, e é por isso que temos gostos e atitudes tão diferentes, e várias perspectivas acerca de acontecimentos na vida.

Acredito que haja reencarnação, e portanto acredito que nós vivemos várias vidas. E, seguindo esta minha crença chego a um facto que acredito ser verdade:

Nós fomos adquirindo conhecimento com as vidas que vivemos anteriormente, conhecimento que permaneceu na nossa alma, gostos que mesmo estando no nosso inconsciente, nós os vamos descobrindo aos poucos. É devido às nossas anteriores experiências de vida que adquirimos os tão variados gostos, e a percepção de que temos várias almas, que talvez, quem sabe... será verdade.

Não podemos dizer ao certo quantas almas temos, nem quem somos realmente, tal como temos várias almas também temos várias personalidades, vários sentimentos, somos várias pessoas.

Tal como Fernando Pessoa, que tinha vários "eu" 's dentro de si. A única diferença entre nós e ele, é que ele descobriu as várias pessoas que estavam dentro de si, nós é mais difícil de separarmos e distinguirmos as várias entidades que vivem dentro de nós.



- Sɑrɑ Rɑmos -

domingo, 20 de outubro de 2013

Não sei o que sinto.

Eu não sei o que realmente sinto. Se me perguntarem o que estou a sentir agora ou qual o meu maior sentimento, eu não tenho resposta e não sei responder.

O que sinto é inexplicável. É um turbilhão de emoções, uma mistura de sentimentos, e alguns deles contraditórios.

Não sei explicar ao certo o que sinto, mas é confusão e desespero por não ter sentimentos certos, e não saber o que estou na realidade a sentir.

Sinto um espaço vazio na minha alma e não sei do que é.

A minha cabeça parece que vai explodir, e os pensamentos entram em conflito uns com os outros, o que não me deixa pensar e concentrar apenas numa coisa.

Sinto que estou prestes a rebentar, que estou perto de explodir devido a sentimentos que estavam "guardados".

Olho para a vida e não tem sentido, tento encontrar alguém que me entenda e perceba, mas não há ninguém. Sinto que estou sozinha, perdida, incompleta e incompreendida.

Tento acalmar-me mas nem a música nisso é capaz. Tento escrever e apenas consigo escrever frases quase sem anexo, que seguem o exemplo deste texto.

Nestas alturas penso que não sou apta para escrever, e tudo o que leio parece horrível, e sem sentido algum, tal como este texto do qual não tenho o mínimo de orgulho por o ter escrito.

- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

O amor

"Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se e contente;
É um cuidar que ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade."



É Luis Vaz de Camões, para mim quem melhor conseguiu definir o que era o amor, um sentimento tão bom, mas que por vezes magoa tanto, que nos dá horas de felicidade extrema e outros de uma tristeza e um vazio que nos perfura e deixa sem forças para nada, dá-nos lágrimas de tristeza e alegria.

É querermos estar presos a alguém por vontade própria sofrer o que o outro sofre, chorar quando o outro chora. É apesar de tudo ser leal a quem nos magoa as vezes, porque afinal ele é a nossa cara-metade.

O amor é o sentimento mais nobre e mais macabro do ser humano, com as mais diversas definiçoes e explicações. É o sentimento mais puro e forte.

E pelo qual lutarei sempre.


--Pedro Fernandes--

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Fugir da realidade

Eu vivo nos meus sonhos, nos textos que escrevo e nos livros que leio.

Quando a minha vida não se encontra da melhor forma, eu fujo, escondendo-me em histórias imaginárias, fictícias, que me fazem pensar por momentos que a minha vida é a que está no livro e não esta realidade onde vivo.

Creio que cada um de nós tem uma forma de fugir à realidade. Nem sempre gostamos da nossa vida, então nós humanos, que temos o poder da imaginação, inventamos um mundo só nosso construído no nosso pensamento, que é de facto a nossa liberdade onde podemos fazer tudo, e sermos o que realmente queremos.

Inventamos um mundo onde só entra quem nós queremos, onde nós temos poder para alterar a nossa história, o nosso destino.

Onde tudo tem uma razão para acontecer, e onde na verdade somos felizes. No entanto tudo isto não passa da nossa imaginação, e a nossa realidade continua na mesma...

De que vale sabermos fugir da realidade, se não ajuda em nada? E se mais tarde teremos que sofrer as consequências na mesma?

O melhor mesmo é não fugirmos. Lutar quando tudo o que nos apetece é desistir, aguentar firmes quando nos apetece fugir...

Temos que esquecer que sabemos fugir, e aprender de uma vez por todas a lutar e a sermos fortes. Aprender a resistir, e principalmente a nunca desistir.

- Sɑrɑ Rɑmos -

domingo, 13 de outubro de 2013

Incompleta

Aquele sentimento de que falta algo, apoderou-se de mim hoje.

Sinto um vazio no meu coração, mas não entendo do que é.

Sinto que algo faz falta na minha vida, algo do meu dia-a-dia talvez, ou algo mais poderoso. Parece que é algo mais profundo, pois sinto que estou incompleta, que falta algo que me faz imensa falta, e no entanto não consigo descobrir o que é...

Um pedaço de alma que me falta, um pedaço de coração. Algo que não me deixa sentir completa e feliz.

Alguma parte de mim "fugiu", deixou um vazio, e agora a minha missão é encontrá-la sem saber como ela é.

Tenho que encontrar a peça que encaixa perfeitamente no vazio que se instalou agora na minha alma. Encontrá-la e colá-la para nunca mais sair, porque sinto um imenso vazio dentro de mim, algo tão poderoso que não há palavras para explicar.

Sinto que necessito dessa parte para viver, mas não sei qual é. Um pouco contraditório, mas é o melhor que consigo explicar.



- Sɑrɑ Rɑmos -

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A vingança

A vingança é algo que a alma vai buscar dentro de si.

A vingança é como se fosse a cura para o ódio, o tratamento, o medicamento que acalma o ódio e que tira a dor.

Quem nunca se desiludiu com pessoas? Quem nunca sentiu um ódio tão grande dentro de si, que chegou a transformá-lo em vingança? Quem nunca desejou justiça?
Porque a vingança é isso mesmo, justiça.

Justiça por um ato mal feito, uma atitude que nos magoou, palavras que nos causaram sofrimento.

A vingança é um sentimento digno de uma alma pobre, uma alma fraca.

A alma forte é capaz de perdoar o inimigo, perdoar o sofrimento que lhe invade a mente e o coração. A mente mais fraca, baseia-se na vingança, no sentimento de ver a outra pessoa a sofrer, e na justiça que pensa que será esta.

Uma mente forte e poderosa, deixará a vingança de lado, e nunca se servirá dela para nada. No entanto, todas as almas e mentes têm uma fraqueza.

Mesmo a alma mais forte e poderosa, em algum momento da vida, tem sede de vingança.

- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

"Quem não pensa é feliz. Quem pensa sente dor."

"Quem não pensa é feliz. Quem pensa sente dor." É este um dos grandes pensamentos de um grande escritor português: Fernando Pessoa.

Fernando Pessoa, auto-considerava-se e é considerado por todos, como um ser humano com uma grande inteligência, e um grande pensador (tanto na sua época, como no presente).

Não concordo com ele em todas as suas perspectivas, e em todos os seus poemas e obras, mas nesta sua racionalização concordo inteiramente.

Uma pessoa que não pense demasiado, que apenas viva o presente, sem pensar no passado ou até no futuro, é muito mais feliz que uma pessoa que pense em tudo isso.

Uma pessoa que não esteja constantemente a pensar em todas as desilusões que sofreu, em todos os amigos que perdeu, ou no passado, é uma pessoa feliz. Ao invés, a que pensa em tudo isto "sente dor".

Por um lado é sempre bom pensar na vida, e principalmente no futuro, mas estar constantemente a pensar nisso? Não é bom. Quem se preocupa demasiado com o futuro, com o passado, ou com as desilusões que sofreu, não dá importância ao presente que é o que realmente importa. Passa o presente a sofrer, a sentir a dor que sentiu no passado, e a pensar na dor que irá sentir no futuro.

Uma pessoa que pense muito, acaba por não aproveitar a vida e vive rodeada de dor e sofrimento. Enquanto que a pessoa que não pensa baseia-se no presente e na felicidade.

- Sɑrɑ Rɑmos -