terça-feira, 3 de setembro de 2013

Morrer infeliz.

Tantas pessoas que me magoaram, tantas coisas que me fizeram e eu não consigo esquecer.

A dor não sai do meu coração, choro a cada dia que passa, pensando sempre na existência de um dia perfeito que ainda há-de vir, e acreditando que esse dia é o "amanhã".

Adormeço a pensar que mais um dia passou, e que não foi tão difícil como antes. Acordo com o primeiro instinto de ver se tudo o que está a acontecer é apenas um sonho, e quando me dou conta que é tudo realidade juro a mim mesma que um dia tudo irá acabar.

As pessoas ao meu redor não param de me magoar e desiludir, parece que eu sou o alvo de todos.

O meu maior sonho era viver num mundo só meu, com as personagens que inventei para um livro que ainda não terminei. O meu maior desejo é tornar-me uma personagem na história que eu própria escrevi, e construir lá a minha vida e o meu futuro.

Descobri que nada do que faça na vida vai fazer com que o meu destino mude. Sou apenas mais um ser humano, que vive a sua vida insignificante, e que não tem capacidade de mudar o seu destino.

O pior de tudo é que eu acabei de descobrir o meu destino: Morrer infeliz.


- Sɑrɑ Rɑmos -

Eu amo-te, eu odeio-te.

Há situações da nossa vida que fazem com que os sentimentos se misturem todos, faz com que dentro de nós haja uma mistura de tristeza com felicidade, de melancolia com alegria, de amor com ódio.

Uma mistura que é impossível, mas que acontece. Tanto amamos uma pessoa como a odiamos. Tanto estamos felizes como inundados por uma tristeza enorme. 

Sentimentos que não se deviam misturar, misturam-se, e isso cria mais dor. Dor dentro de nós, dor no coração, uma dor destrutiva que tem como objetivo levar-nos a fazer coisas que por vezes nem entendemos.

Eu amo-te, e odeio-te. Eu estou feliz e triste. Estou a chorar, e a sorrir.

Sentimentos opostos a lutarem entre si, para ver quem ganha. Sentimentos complicados, misturados, que fazem que dentro de mim haja um turbilhão de sentimentos a lutarem entre si. 

Como diz a musica:

"I love you...
I hate you...
I can't get around you...
I breathe you...
I taste you...
I can't live without you...
I just can't take any more...
this life of solitude...
I guess that i'm out the door...
and now i'm done with you..."


- Sɑrɑ Rɑmos -

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Podemos amar alguém que não ouve a mesma canção?


"Uma vivência a dois a longo prazo tem de ter uma sólida amizade como cimento, o que implica cumplicidade e partilha. E o ponto é mesmo esse: quaisquer que sejam os valores fundamentais, o nosso parceiro tem de os partilhar"
Só nas telenovelas, e nos contos de fadas, a gata borralheira casa com o príncipe e vive feliz para sempre.

Na realidade, o príncipe tem nojo da gata borralheira: da forma com ela se veste, fala, pensa e actua socialmente.
O príncipe quer uma princesa. Ou, pelo menos, uma tipa sofisticada… E é natural que assim seja. O modo como fomos educados, as escolas que frequentámos, os meios sociais que habitamos, tudo condiciona os nossos gostos, as nossas atitudes, os nossos valores. Os exemplos abundam: ideologias políticas diferentes, religiões distintas, estatutos socioeconómicos diferenciados, ou até coisas mais fúteis como afinidades clubísticas ou culturais diversas, podem ser graves entraves a um relacionamento feliz.

Há excepções à regra, mas é difícil poderem partilhar uma viagem de 3 ou 4h quando um ouve Heavy Metal e o outro Pop.

Qual quer casal tem de ser parecido, ter gostos parecidos, nao necessariamente iguais, mas parecidos.
E claro ambos tem de dar o braço a torcer pelo outro um pouco . E assim ambos viveram felizes para sempre.

--Pedro Fernandes--

domingo, 1 de setembro de 2013

Por vezes temos que fingir

Senti-mo-nos sozinhos sem ninguém, tentamos explicar isso aos vários amigos que temos e obtemos sempre a mesma resposta " Não estás sozinho, tens-me a mim.".
Senti-mo-nos tristes, e não há nada nem ninguém que nos faça alegrar. 
Senti-mo-nos vazios e nada nos pode "preencher".

É nestas alturas que por vezes somos "obrigados" a fingir, somos obrigados a ser-mos bons actores, e pensar que a nossa vida é apenas uma peça de teatro.
Somos "obrigados", porque toda a gente nos enche de frases "Eu estou aqui, podes desabafar", mas nós não queremos desabafar; "Podes-me contar tudo, eu sou um túmulo", mas nós não queremos contar nada; "Podes chorar, eu consolo-te", mas nós não queremos chorar...

Por imensas razões como estas, torna-se impossível mostrar os nossos verdadeiros sentimentos, por isso por vezes temos que fingir. Tentar ser-mos actores 24 horas por dia, e fingir estar-mos normais para que ninguém se aperceba que estamos tristes. 

Temos que fingir sorrisos, conter lágrimas, dizer palavras que não queremos... Enfim, magoar o nosso coração, pois fingimos ser alguém que não somos, fingimos ter sentimentos que naquele momento não temos, fingimos ...

A única coisa boa nisto tudo: aperfeiçoa-mos a nossa capacidade teatral e a nossa capacidade de ocultar os nossos sentimentos.


- Sɑrɑ Rɑmos -

sábado, 31 de agosto de 2013

A idade não define maturidade.

Dizem que a maturidade aparece com a idade. Ao longo do nosso crescimento, vamos aprendendo o que realmente é bom ou mau, e só quando formos mais velhos em idade é que ganhamos maturidade.

Eu não aceito esta "teoria".

As pessoas são completamente diferentes umas das outras. Umas atingem a maturidade muito tarde, e também há aquelas que atingem a maturidade muito cedo. Tudo depende unicamente, da personalidade da pessoa, e por tudo o que ela passou na vida.

Há pessoas que sofrem muitos dramas na sua vida, muitos problemas, muitas complicações, e conseguem superar e isso ajuda a ganharem maturidade. Os problemas e a forma como os ultrapassamos é como um bónus para que ganhemos maturidade muito mais rápido.

Ninguém nos pode julgar pela idade que temos, ou afirmar se temos ou não maturidade. Apenas nós mesmos sabemos, se bem que a maturidade também se avalia pelas decisões, opções e escolhas e acções feitas na nossa vida.

Contudo todos somos diferentes e a maturidade não tem em nada a ver com a idade.

A idade é o tempo de vida que uma pessoa tem em terra, desde que nasce e solta o seu primeiro grito. A maturidade é algo mais que isso, é algo abstracto que nem todos têm.

A maturidade é a responsabilidade, a forma de ver as coisas, as decisões que são tomadas, e a forma de reacção a vários acontecimentos.

A maturidade alcançasse em idades muito diferentes e tudo depende da pessoa, por isso não se devem comparar uns com os outros.

"A idade não define maturidade."



- Sɑrɑ Rɑmos -

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Distância

"A distância pode separar dois corpos mas não separa duas almas."

É parcialmente verdade, a distância não ajuda em nada uma relação, mas não é algo que só em si a acabe, pode ser um agravante, mas não é a causa única.

Evitar a distância é sempre preferível, mas se tivermos de viver com ela, temos de fazer cada minuto, cada momento conte. Tem que fazer com que o pouco tempo que passem juntos valha a pena, valha as noites sem dormir, a saudade, o choramingar aos cantos.

A verdade é que eu já passei por uma relação a distancia e uma nada fácil, e ela durou. Mas também posso dizer que talvez não tenha sido uma relação muito a sério, porque pouco tempo estávamos juntos, éramos mais dois amigos coloridos que dois namorados. Via-mo-nos umas horas por ferias ( ou seja de 3 em 3 meses). O tempo juntos era perfeito, o tempo afastados era um inferno, talvez nunca fosse tão feliz e infeliz ao mesmo tempo na minha vida. Desisti dela? Não, mas não gostava de passar pelo mesmo, custa imenso. Mas se esse for o meu destino, e se tiver de aguentar e lutar mais uns tempos, assim farei. O Porto talvez me retire mais um pouco da minha felicidade, mas irei ser mais forte, irei lutar e aguentar. Porque no fim de contas eu amo-a e é com ela que quero ficar, passe o que passar, sofra o que sofrer.

Até lá há que estar juntos o mais possível. E o futuro dirá o que se irá passar.


Amo-te Sara. E não será a tua ida para longe que nos irá separar.


"So close no matter how far".

---Pedro Fernandes---

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ondas

Olhar para as ondas do mar, a baterem nas rochas, faz-me lembrar a morte, e de certa forma é a morte das ondas, e elas acabam por desaparecer.

No entanto nascem sempre novas ondas, constantemente, sem parar, e todas elas têm o mesmo destino: baterem nas rochas ou morrerem na areia.

Enquanto umas ondas morrem, outras nascem, e assim continua o ciclo das ondas.

As pessoas são como as ondas. A cada dia que passa há cada vez mais recém-nascidos, e também há seres humanos a falecerem, é sempre cíclico, e enquanto uns nascem os outros morrem.

A vida é curta, há que saber aproveitá-la e fazer algo diferente.Eu não quero ser como as outras pessoas.
Tal como as ondas: são todas iguais, ou pelo menos parecidas. Apenas variam em altura, e extensão.

Eu quero ser uma onda diferente, não a mais baixa, ou a mais alta, quero ser uma que faça diferença, que as pessoas vejam e se lembrem, mesmo quando bater nas rochas e morrer, ou então morrer na areia.

Quero apenas ser diferente e marcar diferença. Não quero ser apenas mais um ser humano que passou pelo mundo sem fazer nada de especial, não quero ser apenas mais uma pessoa que viveu, quero ser eu, e quero que se lembrem de mim. Tal como uma onda, uma onda diferente de todas, da qual todas as pessoas se lembrem.




- Sɑrɑ Rɑmos -