segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Podemos amar alguém que não ouve a mesma canção?


"Uma vivência a dois a longo prazo tem de ter uma sólida amizade como cimento, o que implica cumplicidade e partilha. E o ponto é mesmo esse: quaisquer que sejam os valores fundamentais, o nosso parceiro tem de os partilhar"
Só nas telenovelas, e nos contos de fadas, a gata borralheira casa com o príncipe e vive feliz para sempre.

Na realidade, o príncipe tem nojo da gata borralheira: da forma com ela se veste, fala, pensa e actua socialmente.
O príncipe quer uma princesa. Ou, pelo menos, uma tipa sofisticada… E é natural que assim seja. O modo como fomos educados, as escolas que frequentámos, os meios sociais que habitamos, tudo condiciona os nossos gostos, as nossas atitudes, os nossos valores. Os exemplos abundam: ideologias políticas diferentes, religiões distintas, estatutos socioeconómicos diferenciados, ou até coisas mais fúteis como afinidades clubísticas ou culturais diversas, podem ser graves entraves a um relacionamento feliz.

Há excepções à regra, mas é difícil poderem partilhar uma viagem de 3 ou 4h quando um ouve Heavy Metal e o outro Pop.

Qual quer casal tem de ser parecido, ter gostos parecidos, nao necessariamente iguais, mas parecidos.
E claro ambos tem de dar o braço a torcer pelo outro um pouco . E assim ambos viveram felizes para sempre.

--Pedro Fernandes--

domingo, 1 de setembro de 2013

Por vezes temos que fingir

Senti-mo-nos sozinhos sem ninguém, tentamos explicar isso aos vários amigos que temos e obtemos sempre a mesma resposta " Não estás sozinho, tens-me a mim.".
Senti-mo-nos tristes, e não há nada nem ninguém que nos faça alegrar. 
Senti-mo-nos vazios e nada nos pode "preencher".

É nestas alturas que por vezes somos "obrigados" a fingir, somos obrigados a ser-mos bons actores, e pensar que a nossa vida é apenas uma peça de teatro.
Somos "obrigados", porque toda a gente nos enche de frases "Eu estou aqui, podes desabafar", mas nós não queremos desabafar; "Podes-me contar tudo, eu sou um túmulo", mas nós não queremos contar nada; "Podes chorar, eu consolo-te", mas nós não queremos chorar...

Por imensas razões como estas, torna-se impossível mostrar os nossos verdadeiros sentimentos, por isso por vezes temos que fingir. Tentar ser-mos actores 24 horas por dia, e fingir estar-mos normais para que ninguém se aperceba que estamos tristes. 

Temos que fingir sorrisos, conter lágrimas, dizer palavras que não queremos... Enfim, magoar o nosso coração, pois fingimos ser alguém que não somos, fingimos ter sentimentos que naquele momento não temos, fingimos ...

A única coisa boa nisto tudo: aperfeiçoa-mos a nossa capacidade teatral e a nossa capacidade de ocultar os nossos sentimentos.


- Sɑrɑ Rɑmos -

sábado, 31 de agosto de 2013

A idade não define maturidade.

Dizem que a maturidade aparece com a idade. Ao longo do nosso crescimento, vamos aprendendo o que realmente é bom ou mau, e só quando formos mais velhos em idade é que ganhamos maturidade.

Eu não aceito esta "teoria".

As pessoas são completamente diferentes umas das outras. Umas atingem a maturidade muito tarde, e também há aquelas que atingem a maturidade muito cedo. Tudo depende unicamente, da personalidade da pessoa, e por tudo o que ela passou na vida.

Há pessoas que sofrem muitos dramas na sua vida, muitos problemas, muitas complicações, e conseguem superar e isso ajuda a ganharem maturidade. Os problemas e a forma como os ultrapassamos é como um bónus para que ganhemos maturidade muito mais rápido.

Ninguém nos pode julgar pela idade que temos, ou afirmar se temos ou não maturidade. Apenas nós mesmos sabemos, se bem que a maturidade também se avalia pelas decisões, opções e escolhas e acções feitas na nossa vida.

Contudo todos somos diferentes e a maturidade não tem em nada a ver com a idade.

A idade é o tempo de vida que uma pessoa tem em terra, desde que nasce e solta o seu primeiro grito. A maturidade é algo mais que isso, é algo abstracto que nem todos têm.

A maturidade é a responsabilidade, a forma de ver as coisas, as decisões que são tomadas, e a forma de reacção a vários acontecimentos.

A maturidade alcançasse em idades muito diferentes e tudo depende da pessoa, por isso não se devem comparar uns com os outros.

"A idade não define maturidade."



- Sɑrɑ Rɑmos -

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A Distância

"A distância pode separar dois corpos mas não separa duas almas."

É parcialmente verdade, a distância não ajuda em nada uma relação, mas não é algo que só em si a acabe, pode ser um agravante, mas não é a causa única.

Evitar a distância é sempre preferível, mas se tivermos de viver com ela, temos de fazer cada minuto, cada momento conte. Tem que fazer com que o pouco tempo que passem juntos valha a pena, valha as noites sem dormir, a saudade, o choramingar aos cantos.

A verdade é que eu já passei por uma relação a distancia e uma nada fácil, e ela durou. Mas também posso dizer que talvez não tenha sido uma relação muito a sério, porque pouco tempo estávamos juntos, éramos mais dois amigos coloridos que dois namorados. Via-mo-nos umas horas por ferias ( ou seja de 3 em 3 meses). O tempo juntos era perfeito, o tempo afastados era um inferno, talvez nunca fosse tão feliz e infeliz ao mesmo tempo na minha vida. Desisti dela? Não, mas não gostava de passar pelo mesmo, custa imenso. Mas se esse for o meu destino, e se tiver de aguentar e lutar mais uns tempos, assim farei. O Porto talvez me retire mais um pouco da minha felicidade, mas irei ser mais forte, irei lutar e aguentar. Porque no fim de contas eu amo-a e é com ela que quero ficar, passe o que passar, sofra o que sofrer.

Até lá há que estar juntos o mais possível. E o futuro dirá o que se irá passar.


Amo-te Sara. E não será a tua ida para longe que nos irá separar.


"So close no matter how far".

---Pedro Fernandes---

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ondas

Olhar para as ondas do mar, a baterem nas rochas, faz-me lembrar a morte, e de certa forma é a morte das ondas, e elas acabam por desaparecer.

No entanto nascem sempre novas ondas, constantemente, sem parar, e todas elas têm o mesmo destino: baterem nas rochas ou morrerem na areia.

Enquanto umas ondas morrem, outras nascem, e assim continua o ciclo das ondas.

As pessoas são como as ondas. A cada dia que passa há cada vez mais recém-nascidos, e também há seres humanos a falecerem, é sempre cíclico, e enquanto uns nascem os outros morrem.

A vida é curta, há que saber aproveitá-la e fazer algo diferente.Eu não quero ser como as outras pessoas.
Tal como as ondas: são todas iguais, ou pelo menos parecidas. Apenas variam em altura, e extensão.

Eu quero ser uma onda diferente, não a mais baixa, ou a mais alta, quero ser uma que faça diferença, que as pessoas vejam e se lembrem, mesmo quando bater nas rochas e morrer, ou então morrer na areia.

Quero apenas ser diferente e marcar diferença. Não quero ser apenas mais um ser humano que passou pelo mundo sem fazer nada de especial, não quero ser apenas mais uma pessoa que viveu, quero ser eu, e quero que se lembrem de mim. Tal como uma onda, uma onda diferente de todas, da qual todas as pessoas se lembrem.




- Sɑrɑ Rɑmos -

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Como não meter conversa

Estava na praia, deitada a apanhar sol, quando o meu mp3 se desliga. Reparo que estava sem bateria, mas não me importei e voltei a deitar-me como estava.

Passaram uns 10 minutos e ouço a voz de um rapaz " Vai, busca, vai..." achei estranho, mas não me importei e nem sequer abri os olhos para ver o que se passava. " Vai, vai..." dizia a mesma voz que tinha ouvido anteriormente, desta vez parecia que a voz se encontrava mais próxima do sitio onde estava, mas mesmo assim mantive a minha postura imóvel.

De repente sinto algo a tocar-me na barriga, abro rapidamente os olhos e solto um pequeno grito. Vejo que estava um cão pequenino na minha barriga, e o dono dele a aproximar-se de mim. O dono, era um rapaz loiro, olhos verdes e devia ter a minha idade. Tirei os phones das orelhas e sorri para ele, já que o susto tinha passado. Peguei no pequeno cão, que ainda estava na minha barriga.

- " Desculpa, o meu cão mete-se sempre com as raparigas lindas da praia."

Sem reação ao que acabara de ouvir, apenas lhe sorri. Que parvalhão! pensei eu.

- " Hum, e parece que ele gosta muito de ti, e não te quer largar."

Inconscientemente pousei o cão ao meu lado, e afastei-o.

- " Posso sentar-me aqui um bocadinho?"

Disse ele, apontando para o espaço ao meu lado. E foi essa a primeira vez que eu tive a coragem de falar:

- " Hum, estou à espera do meu namorado..."

- " Ah, ok... Então eu vou andando, prazer em conhecer-te"

E sem mais nem menos, e para minha felicidade, foi embora. Na realidade eu estava à espera dos meus pais e não do meu namorado, mas disse isto como forma de o afastar e funcionou.

Mais tarde é que associei a voz do rapaz, àquela voz que ouvia de inicio, e reparei que o cão veio ter comigo porque o rapaz lhe ordenou, e que aquilo foi apenas uma tentativa falhada de me conhecer.

Agora para os rapazes que utilizam estas técnicas para "meter conversa": Desistam, a sério, com isto não vão a lado nenhum. O amor surge quando e onde menos esperamos, não tentem mudar as leis do Universo.



- Sɑrɑ Rɑmos -

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Infinito

"Amo-te para sempre" é talvez a frase mais dita por casais em todo o mundo.
Eu não acredito num amor infinito. Tudo na vida requer trabalho, e manter uma relação também o requer. O amor é preciso também alimentar e nutrir. Pequenos gestos do dia-a-dia ajudam imenso, um bom dia ao acordar, um amo-te, um beijo de boa noite ou um carinho.

Existes almas gémeas, existem pessoas feitas uma para a outra, mas mesmo assim requer trabalho e dedicação. Nada dura para sempre, mas o amor pode durar se ambos quiserem e ambos lutarem por isso.

Tive sorte em encontrar a minha alma gémea, mas mesmo assim o caminho para a felicidade é duro, e temos de lutar por amanha melhor. E se for verdadeiro, o amor vencerá sempre.

---Pedro Fernandes---